Portugal é grande quando abre horizontes

09
Ago 19

Não sei se já tentou explicar ao seu gato que, num Estado democrático e com um governo constitucionalmente legitimo, é essencial reconhecer a autoridade do governo. Claro que não é fácil convencer o bicho, mas há que insistir, repetir e não perder a paciência. Se o seu gato lhe falar do 25 de Abril e da liberdade, diga que sim. São aspectos determinantes da nossa vida. Mas repita que sem um Estado forte, a agir dentro da lei, não há sociedade que se entenda nem respeito pelos interesses de todos, que são mais importantes que os interesses específicos do seu gato e dos seus companheiros de goteira.

Caso não tenha gato, experimente falar com um pássaro, um pardal, por exemplo. Há muitos, por aí.

 

publicado por victorangelo às 20:58

05
Fev 19

O Presidente da República visitou ontem o problemático Bairro da Jamaica, no Seixal. Foi uma visita inapropriada e errada.

O Presidente tem o direito de visitar o que entende. Mas, enquanto Chefe de Estado, todas as visitas têm uma leitura política. E mais ainda esta, que pareceu dirigida contra o Governo, em particular contra as declarações do Primeiro-Ministro na Assembleia da República sobre os incidentes que ocorreram nesse bairro, e contra a ordem pública, representada pela PSP.

O Presidente tem que saber encontrar um equilíbrio entre a proximidade com os cidadãos e o respeito pelos pilares institucionais da República. Não pode, de modo algum, alinhar-se de um lado sem ouvir, de preferência em simultâneo, o outro. Tem que ouvir com as duas orelhas e manter o cérebro no meio.

É verdade que, entretanto, teve o apoio verbal de um radical da extrema-esquerda. Mas isso é pouco. Pode mesmo ser visto como um certo tipo de infantilismo a apoiar um outro tipo de infantilismo. Tudo sem sentido de Estado.

Será certamente lembrado quando a próxima campanha eleitoral para as presidenciais tiver lugar.

publicado por victorangelo às 16:32

14
Jan 19

Numa democracia, a manipulação das informações, para tentar enganar o povo, não pode de modo algum ser aceite. Com o tempo, e nas sociedades abertas que agora temos, essa manipulação acabará por ser como um tiro que sai pela culatra. Poderá dar algum ganho temporário, mas a prazo não dará.

Também não podemos aceitar a intimidação, a ameaça e a desordem pública. A liberdade permite as manifestações e o protesto na rua. Mas não permite, de modo algum, que outros se sintam coagidos, impedidos de praticar as suas rotinas e andar na sua vida. E nunca justifica a violência e a desordem, nos tempos que agora vivemos. Em democracia, não há espaço para revoluções. Nem para violência física contra as instituições ou os oponentes. Ou contra as infra-estruturas, que a todos pertencem e a todos servem.

Assim olho para fenómenos de massas, como por exemplo, o dos “coletes amarelos”.  

publicado por victorangelo às 17:49

02
Set 17

Na luta contra os planos dos potenciais terroristas suicidas, a presença visível dos agentes de segurança e de obstáculos físicos é considerada como muito importante. Deve, no entanto, ser acompanhada pelo anúncio público que, para além do que é visível, existem nos lugares públicos grupos especiais de agentes à paisana. Esta variável tem o efeito de desestabilizar os candidatos ao terror. O que é invisível, mas existe, traz sempre muita inquietação. E faz pensar duas vezes.

publicado por victorangelo às 17:14

05
Jan 17

Houve mais um alerta à bomba em Lisboa esta tarde. E mais uma vez se tratou de um falso alerta.

Isto deixa-me preocupado.

Em Bruxelas, houve vários alertas falsos, antes do ataque a sério. Sabe-se agora que cada alerta falso permitiu aos terroristas estudar a capacidade de reacção das forças de segurança e dos serviços de emergência. Foi tudo preparado com muito cuidado. O que parecia uma brincadeira de mau gosto não o era. Antes pelo contrário.

Não quero extrapolar. Mas creio que é importante estudar todas as imagens que possam ter sido recolhidas no local, esta tarde, no Largo do Carmo.

Só que provavelmente não haverá imagens...                                                           

 

publicado por victorangelo às 20:06

18
Mai 16

Nos últimos tempos, a França tem conhecido toda uma série de manifestações de rua. Hoje, em Paris, foi a vez dos polícias se manifestarem. A razão dessa demonstração tem que ver com a violência. Os agentes da autoridade estão cansados da violência que alguns grupos anarquistas e desordeiros têm desencadeado, nomeadamente contra os agentes da polícia, aproveitando a boleia de marchas pacíficas e concentrações de cidaddãos. Nalguns casos, as agressões são de tal ordem que deixam marcas permanentes nos que são assaltados pelos bandos de rufias. Uma das agressões mais frequentes é a de atacar um agente caído no chão com garrafas de vidro, partindo as mesmas contra a cara e cabeça da vítima. Nestes casos, os danos pessoais são muito sérios.

A detenção e o julgamento sem demoras e com mão pesada desses criminosos merecem uma atenção prioritária. Uma coisa é proteger a liberdade de oposição e de manifestação, a indignação de certos sectores da população. O poder político e a polícia servem para isso. Mas perdem autoridade quando deixam resvalar esse direito e permitem o caos nas ruas. Numa sociedade democrática e moderna, é igualmente preciso proteger a polícia e a ordem pública. Foi isso que os polícias parisienses nos lembraram hoje.

publicado por victorangelo às 21:17

03
Mai 15

No dia em que a GNR celebra os seus 104 anos de existência, é importante escrever a palavra reconhecimento. Na verdade, essa força de polícia merece uma apreciação positiva e um agradecimento, por parte de todos nós.

Também me parece importante voltar a afirmar que o poder político, à direita e à esquerda, continua sem ter a coragem necessária para pedir à GNR e à PSP que, em conjunto, apresentem uma proposta de reforma da maneira como se deve reorganizar, de modo mais eficaz e coordenado, a manutenção da ordem pública e a segurança dos cidadãos, no país moderno que Portugal pretende ser.

publicado por victorangelo às 21:56

20
Ago 14

Dizem-nos as notícias que houve pandemónio no Centro Comercial Vasco da Gama, esta tarde, em Lisboa. Centenas de jovens de origem africana causaram distúrbios e pânico.

 

Este tipo de acontecimentos não é único. Não foi a primeira vez. E não será a última, tendo em conta a diversidade étnica que caracteriza uma cidade como Lisboa.

 

O controlo destas manifestações é fundamental. Como também o é a responsabilização criminal dos elementos mais violentos. Não deve, no entanto, ser vista sob o prisma do racismo. Jovens de grupos étnicos minoritários vão continuar a sentir-se discriminados. É a natureza das sociedades complexas de agora. Mas devem também entender, de modo claro, que essas manifestações terão sempre uma resposta enérgica. No que respeita à PSP não tenho dúvidas. Mas já não digo o mesmo no que respeita à justiça.  

publicado por victorangelo às 23:36

29
Jan 14

Alguém me dizia, aqui nesta parte da Europa por onde ando, que a Esquerda e os outros ainda mais à esquerda não gostam de falar de questões de segurança e ordem pública. Seria, para essa família ideológica, uma espécie de tabu. Como todos os tabus, não se falaria do assunto. E assim, deixariam o campo aberto para a Direita e os outros ainda mais à direita, se apropriarem do tema e, com ele, ganharem votos populares. Porque, na realidade, quem mais sofre com a insegurança são os mais fracos, os mais desprotegidos, os que têm menos meios para se defenderem. Votarão por quem prometer um país mais seguro.

 

Penso que há que ultrapassar essa maneira de ver a questão. A segurança é uma das funções primordiais de Estado, como costumo dizer com frequência. Um Estado de direito e democrático, que é o que a Esquerda protagoniza, é um Estado que garante a proteção dos cidadãos e que responde, de modo eficaz, às ameaças à integridade das pessoas e aos riscos contra os seus bens. Não há nada, aqui, de reacionário. A segurança é um direito fundamental. Um Estado que não consiga manter em funcionamento, de modo eficaz, as suas forças de segurança começa a revelar as características que definem um Estado em desagregação. Um colapso institucional. Ou seja, a caminho de um Estado falhado.

publicado por victorangelo às 21:37

11
Dez 13

No Reino Unido existem cerca de 165 000 comités de segurança de bairro, criados pelos residentes. São os chamados Neighbourhood Watch, ou seja, grupos de voluntários que vigiam o bairro em que vivem, em estreita ligação com a esquadra de polícia da zona. A polícia encoraja a criação desses grupos e dá-lhes o apoio necessário para que funcionem com eficácia.

 

Deste modo, o Reino Unido é, de longe, o país europeu em que a ligação da comunidade à polícia é a mais forte. É, também, o país com o maior número de câmaras de videovigilância instaladas em locais públicos. Incluindo câmaras par controlo do trânsito.

 

Tudo isto dá um sentimento de segurança aos cidadãos. Nos outros estados membros da UE a experiência não tem o mesmo tipo de sucesso. Na Bélgica, por exemplo, tem alguma expansão na parte flamenga do país, mas não na capital nem na zona francófona. Muitos dos chefes locais de polícia têm-se oposto à ideia.

 

publicado por victorangelo às 20:31

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