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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

O teatro da política

A apresentação do chamado “plano de paz”, que ontem teve lugar na Casa Branca, fez-me lembrar algo que vou dizendo de vez em quando: uma boa parte das iniciativas políticas são meros actos teatrais. Espectáculo, luz, som e espelhos. Isto é particularmente verdade nestes tempos de televisão e de imagens. Faz-se comunicação, não se resolvem problemas.

Segurança trata-se em Munique

A edição de 2019 da Conferência de Munique sobre a Segurança começou hoje e decorre até domingo. Este encontro é um dos momentos altos do calendário anual das grandes conferências internacionais.

Assistimos, nesta década, a uma proliferação de conferências de todo o tipo e sobre os mais variados temas, nas diversas regiões do globo. A maioria dessas iniciativas passa despercebida e não tem qualquer tipo de impacto na tomada de decisões estratégicas ou no diálogo internacional. Tal não é o caso de Munique. Munique tornou-se no Davos das questões de segurança, conflito e paz. Pesa e conta.

Este ano, como já é hábito, terão lugar uma série de encontros bilaterais entre os Estados Unidos, a Rússia e a China, bem como outros.

A situação na Síria, no Sahel, a questão do armamento nuclear e as dimensões de segurança que possam resultar das alterações climáticas estão na agenda. Como continua na agenda a crise na Ucrânia. Fora da agenda, como sempre, estará o conflito israelo-palestiniano. É de demasiado melindroso, para uns, insolúvel, na opinião de outros. Acho bem.

 

 

A força do poder e a da razão

Aprende-se muito sobre relações de força em matéria de política internacional, quando se trabalha numa posição estratégica directamente ligada ao Conselho de Segurança da ONU ou numa agência eminentemente política, como é o caso do programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. Tive a sorte de fazer os meus trinta e tal anos nessas “zonas de combate”.

Quem vem das agências humanitárias não tem a mesma experiência sobre as questões de poder. Tem muitas outras vivências e valores, é certo. Traz uma dimensão humana muito forte, que é algo de mérito absoluto.

Mas a política internacional é muito complicada e nem sempre muito sensível às facetas humanitárias.

Isto daria pano para uma dissertação.

Não cabe aqui.

Noto, todavia, que o novo Secretário-Geral teve esta semana duas oportunidades bem complexas de ver como funcionam as relações de poder em Nova Iorque.

Uma relaciona-se com os cortes que a Administração Trump decidiu aplicar ao financiamento da ONU. São reduções financeiras de grande monta, que põem em causa o funcionamento de partes importantes do sistema onusiano. Vão obrigar a liderança da ONU a navegar em águas extremamente agitadas. E trazem exigências e condições que irão fortemente condicionar a autonomia de poder do Secretário-Geral.

A outra diz respeito à demissão de Rima Khalaf, a Secretária-Geral-Adjunta das Nações Unidas e responsável pela Comissão Económica para o Próximo Oriente ( ESCWA). Rima é uma mulher de reconhecida coragem e de grande competência técnica. Uma personalidade influente no mundo árabe.

O Secretário-Geral não concordou com a publicação de um relatório sobre Israel, que ela patrocinou, e exigiu que o mesmo fosse retirado do sítio da ESCWA. Rima disse que não, que o relatório tinha mérito e respondeu à pressão vinda de Nova Iorque pedindo a demissão das Nações Unidas. O Secretário-geral tratou o assunto através da sua Chefe de Gabinete, sem falar directamente com Rima Khalaf, o que me parece ser algo de excepcional, digamos assim, e foi acusado de submissão cega aos americanos e aos israelitas.

Este episódio ficará nos anais por várias razões. Todas elas, bem complexas e sujeitas a interpretações diversas.

É que isto das relações internacionais tem que se lhe diga.

As limpezas da fé

Este blog não toma posição em matérias de fé, nem mesmo quando sacerdotes ortodoxos gregos se envolvem numa cena de pauladas e vassouradas com os colegas da vizinha igreja arménia, como aconteceu hoje em Belém, na Palestina, às portas da igreja da Natividade. Nem comenta o facto dos padres que andavam a limpar a igreja tenham que atar sacos de plástico à volta dos sapatos, para não molharem os pés. 

 

Em matéria de religião, cada um agarra-se à vassoura que lhe parece mais justa. 

Um cenário de horror

Cada um tem a sua crise.

 

No caso dos Estados Unidos, nem quero acreditar que um fulano como o ultra-reaccionário Newt Gingrich poderá estar, dentro de um ano, a semanas de ser investido como Presidente. Se isso vier a acontecer, e a possibilidade existe, a política internacional dos EUA será extremamente negativa no que respeita às Nações Unidas, à Palestina, África e a certas questões globais, como por exemplo, as alterações climáticas e a cooperação internacional. Internamente, haverá um retrocesso em termos sociais, de valores e de tolerância. 

 

Gingrich é mais um pesadelo num horizonte já bastante carregado.

 

Mudar o Conselho de Segurança: será possível?

O meu texto da semana passada, na Visão, sublinhava a responsabilidade que cabe ao Conselho de Segurança da ONU, no que respeita à resolução da crise israelo-palestiniana. Vários leitores têm manifestado profundo desagrado com a actuação do Conselho, não só neste caso, como noutros, sendo o mais recente relacionado com a situação na Líbia e a intervenção militar de certos estados ocidentais nesse país. 

 

Compreendo a frustração expressa, que mostra a falta de credibilidade do Conselho. Mas temos que reconhecer que isso não retira ao Conselho as suas responsabilidades. É de facto responsável pela paz e a segurança ao nível internacional, e por muito imperfeito que seja, é ainda a melhor opção existente. Só que precisa de uma grande reforma, para se tornar mais representativo e mais equilibrado. E é aí que a porca torce o rabo: essa reforma parece estar muito longe, depois de várias e repetidas tentativas, ao longo de tantos anos. 

 

Ou talvez já não esteja assim tão longe, que o mundo pode mudar mais depressa do que se possa pensar. É que a crise que as economias mais desenvolvidas estão a viver traz em si as sementes de uma mudança muito importante, nas relações internacionais. 

 

Estarei a ver mal?

De Israel à Palestina

O texto que hoje publico na revista Visão faz uma análise do conflito entre Israel e a Palestina, no seguimento da decisão palestiniana de pedir para ser reconhecida como Estado membro da ONU.

 

http://aeiou.visao.pt/colher-tempestades=f624759

 

Penso que é um texto que levanta algumas questões sobre um problema que é extremamente complexo e que não se compadece com leituras simples.

Os pontos quentes

 

Escrevo hoje na Visão on-line sobre algumas das zonas mais complicadas do globo.

 

http://aeiou.visao.pt/uma-volta-rapida-pelo-mundo=f538113

 

Apraz-me registar que os meus textos são lidos com cuidado em vários gabinetes. Por gente do ofício e com responsabilidades políticas. Mas não só. Pessoas como todos nós também se interessam, o que muito me agrada.

 

Os textos são, muitas vezes, testemunhos de experiências vividas. Outras vezes, são uma maneira de falar sobre assuntos próximos de nós, mas sem mencionar o nome da nossa terra. Uma reflexão para alargar os horizontes, que alguma falta faz, diga-se a verdade.

 

 

 

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