Portugal é grande quando abre horizontes

13
Nov 19

Tenho muito que receio que o acordo entre o PSOE – os Socialistas espanhóis – e Podemos não tenha a consistência necessária para ser governo. Até agora ainda não apareceu ninguém na fila a querer juntar-se aos dois signatários. Sem que isso aconteça, não há maioria suficiente nas Cortes. Poderá haver um governo que passe, mas passará apenas enquanto o resto dos deputados o entenderem. Ora, a extrema-direita e a direita estão a cavalgar uma onda nacionalista, que o PSOE e o Podemos não poderão acompanhar. Estão em maré crescente, enquanto os dois partidos da esquerda e da extrema-esquerda estão numa situação de estagnação política e de indefinição quanto a uma questão tão fundamental em Espanha, a questão das nacionalidades.

Na minha opinião, a Espanha está hoje numa crise política profunda. E assim irá continuar, a não ser que me engane. Bem gostaria, neste caso, de estar enganado. Por causa da estabilidade dos nossos vizinhos e por causa do impacto que a situação espanhola pode ter na nossa economia.

publicado por victorangelo às 19:17

10
Nov 19

As primeiras estimativas dos resultados das eleições legislativas espanholas mostram que o país continua fracturado e difícil de governar. As formações de esquerda perderam assentos, embora o Partido Socialista (PSOE) ainda constitua o maior grupo de deputados nas Cortes de Madrid. A direita subiu. Sobretudo, o partido ultra-nacionalista e de extrema-direita VOX. No conjunto, houve quem votasse como sempre o fez, por razões de identificação ideológica, como também houve uma vaga nacionalista, a apostar na direita, sobretudo na mais radical.

Não vai ser fácil construir uma coligação que possa governar. Mas os políticos dos partidos mais institucionais terão que encontrar uma fórmula. Não se pode pensar em novas eleições, como também não é possível ter um governo com uma base política precária, numa altura em que a Espanha atravessa graves problemas políticos internos.

publicado por victorangelo às 20:13

28
Abr 19

Nas eleições gerais espanholas de hoje, a extrema-direita representada por VOX pouco mais teve que 10% dos votos. Ou seja, não assistimos a nenhum terramoto, nem a um renascimento significativo do franquismo. A percentagem conseguida faz de VOX um partido nas margens da democracia. Sem mais. Marine Le Pen, a parente extremista do outro lado da fronteira, tem muito mais peso eleitoral. É um perigo bem maior.

publicado por victorangelo às 21:35

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