Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

Desanimações

Um dos meus amigos, que toda a sua vida foi um académico conceituado, enviou-me este serão uma mensagem sobre a vida política portuguesa que terminava com “um abraço desanimado”. Compreendo. Há de facto uma atmosfera de desilusão entre as elites mais genuínas. E, num outro caso, que também me deixou surpreso, vejo um outro académico escrever hoje no Diário de Notícias uma crónica em que procura olhar para a justiça portuguesa pela positiva, quando se trata de julgar casos como os ligados a Sócrates e ao abuso do poder político. Num exercício de bondade excessiva, compara a administração da justiça nos dias de hoje com o que aconteceu durante a ditadura e a Primeira República. Estranhei. Eu teria comparado com aquilo que se faz nos países europeus mais avançados. E ficaria “desanimado”, sem dúvida alguma.

Os compadres e as suas debilidades

O senhor engenheiro está muito ofendido com o dirigente do Partido Socialista. E di-lo com a brutalidade verbal que lhe conhecemos. Imagino que o “mandante” do PS também esteja muito zangado com o senhor engenheiro. A associação deste com o PS cria um ponto fraco e uma mancha que nenhum estadista gosta de ver atribuídos à sua agremiação política. A oposição poderia facilmente explorar essas debilidades e passa a chamar ao PS o P. do S.

Fim do primeiro trimestre

E pronto, o primeiro trimestre chegou ao fim. Fica a impressão que foi um trimestre a ritmo lento. Mas a verdade é que foi, para nós, em Portugal, um período muito difícil em termos do impacto da pandemia. Muita gente esteve doente e muitos faleceram, sobretudo em Janeiro e Fevereiro. E a campanha de vacinação andou a passo de lesma.

Mas tudo isso faz agora parte do passado. O fundamental é olhar para o segundo trimestre com mais optimismo. E acreditar que o ritmo das vacinações vai ser muito melhor. Essa é a grande esperança.

Olhando à volta – e ouvindo este serão o Presidente Macron – vemos que a pandemia está longe do fim. Antes pelo contrário. A França entra agora num novo período de confinamento severo, por quatro semanas, pelo menos. E as coisas não estão melhores na Bélgica ou na Alemanha, por exemplo.

Tudo isto tem custos humanos e económicos incalculáveis. Alguns partidos ainda não se aperceberam disso e continuam a falar do futuro como se esse fosse igual ao passado. Ora, não se trata de voltar ao quadrado de partida. A Europa e o mundo de 2019 já não existem

Os compadres da política

Esta história das associações secretas tem uma certa piada. As maiores associações secretas que existem na política são os partidos políticos. Cada partido, sobretudo os que estão mais próximos do exercício do poder, seja esse poder qual for, é uma associação de gente que, na sua maioria, só está na política para estabelecer redes de contactos e tirar proveito disso. A maçonaria e a Opus Dei são alternativas de segunda mão. Estar nos partidos é que dá acesso e faz subir na vida, graças às redes de contactos que proporciona e às capelinhas que são criadas.  

Sobre a campanha em curso

O funcionamento das instituições e da máquina do Estado deveria ser um tema central da campanha eleitoral. Infelizmente, não é. Não há quem fale no desempenho dos serviços públicos, quem apresente uma visão clara sobre qual deve ser o papel do Estado, ou proponha um novo tipo de complementaridade entre a administração central e a autárquica. Ora, o sector público precisa de levar uma grande volta, ao mesmo tempo que se reconhece quão importante é, num país como o nosso.

 

Ainda sobre Tancos

Começo por pedir desculpa a todas as Excelências. Mas queria voltar à questão de Tancos, para fazer uma pergunta pouco inocente. Quando na longa lista de arguidos encontramos um Ministro, o ex-director da Polícia Judiciária Militar, coronéis e majores, e uma certa suspeita sobre um Tenente-General, como se pode dizer que o assunto não tem uma dimensão política?

Não digo partidária, oiçam bem, mas política.

Obrigado.

Civismo e falta de liderança

No meu país ideal não há lugar para as faltas de civismo e a desobediência às regras. Como também não há espaço para que um dirigente político de primeira linha possa dizer alto e bom som que a norma no seu partido é a de não ultrapassar a velocidade de 139 km/hora.

A nossa democracia

Por que digo, quando se fala sobre o tema, que a democracia portuguesa é fraca?

A resposta completa daria para uma tese académica. Uma tese que deveria começar por analisar a maneira como funcionam os partidos políticos em Portugal. Incluindo, muito especialmente, o modo como são seleccionados os dirigentes, os quadros políticos e as pessoas escolhidas para assumir lugares públicos. A vida interna dos partidos tem muito mais que ver com a intriga e os golpes do que com a capacidade e a qualidade dos protagonistas.

Depois, seria preciso discutir o papel bastante medíocre que a comunicação social desempenha em termos do debate público e do interesse geral. Sobretudo, os canais abertos de televisão. São uma lástima, que empobrece a compreensão dos problemas que são os nossos e em nada contribui para o enriquecimento cívico dos cidadãos. Ainda, para além das televisões, acrescentaria que a imprensa com um mínimo de qualidade tem hoje um alcance francamente limitado. Os jornais de referência não tocam as pessoas. São folheados por meia dúzia de fiéis e nada mais.

Seguir-se-ia uma avaliação da nossa sociedade civil. Encontraríamos aí algum dinamismo e boas vontades, mas também muito fogo de vista e pouco mais. E a grande fraqueza de termos uma sociedade civil com recursos financeiros miseráveis e, por isso, muito dependente dos dinheiros públicos, que dizer da política e dos partidos.

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

<meta name=

My title page contents

Links

https://victorfreebird.blogspot.com

google35f5d0d6dcc935c4.html

  • Verify a site
  • vistas largas
  • Vistas Largas

www.duniamundo.com

  • Consultoria Victor Angelo

https://victorangeloviews.blogspot.com

@vangelofreebird

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2008
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D