Portugal é grande quando abre horizontes

12
Mar 19

Quando os líderes políticos andam à deriva, qualquer pedaço de madeira é visto como uma tábua de salvação. Ou, pelo menos, como uma oportunidade para proceder a uma reviravolta e salvar a pele.

publicado por victorangelo às 14:49

03
Mar 19

Se eu fosse dirigente de um partido político, a minha mensagem programática seria construída à volta de três verbos. Dignificar. Simplificar. Proteger.

O diálogo com os meus concidadãos teria sempre como objectivo aprofundar o significado, o conteúdo e a relevância de cada um desses verbos.

publicado por victorangelo às 20:37

06
Abr 18

Por que digo, quando se fala sobre o tema, que a democracia portuguesa é fraca?

A resposta completa daria para uma tese académica. Uma tese que deveria começar por analisar a maneira como funcionam os partidos políticos em Portugal. Incluindo, muito especialmente, o modo como são seleccionados os dirigentes, os quadros políticos e as pessoas escolhidas para assumir lugares públicos. A vida interna dos partidos tem muito mais que ver com a intriga e os golpes do que com a capacidade e a qualidade dos protagonistas.

Depois, seria preciso discutir o papel bastante medíocre que a comunicação social desempenha em termos do debate público e do interesse geral. Sobretudo, os canais abertos de televisão. São uma lástima, que empobrece a compreensão dos problemas que são os nossos e em nada contribui para o enriquecimento cívico dos cidadãos. Ainda, para além das televisões, acrescentaria que a imprensa com um mínimo de qualidade tem hoje um alcance francamente limitado. Os jornais de referência não tocam as pessoas. São folheados por meia dúzia de fiéis e nada mais.

Seguir-se-ia uma avaliação da nossa sociedade civil. Encontraríamos aí algum dinamismo e boas vontades, mas também muito fogo de vista e pouco mais. E a grande fraqueza de termos uma sociedade civil com recursos financeiros miseráveis e, por isso, muito dependente dos dinheiros públicos, que dizer da política e dos partidos.

publicado por victorangelo às 17:25

13
Jul 17

As comemorações dos 150 anos da PSP vieram recordar-me que até hoje nenhum governo teve a coragem política necessária para iniciar um processo de fusão entre a PSP e a GNR. Nem mesmo um processo lento, gradual e tímido.

Temos aqui uma situação anacrónica e com custos injustificados para o erário público. Ninguém lhe toca, mesmo sabendo que a segurança interna ficaria a ganhar se a integração das duas forças policiais acontecesse.

publicado por victorangelo às 21:50

19
Dez 16

Embora ande pelo partido há muitos, bons e maus, anos, o meu amigo Fernando não gosta de Passos Coelho. E acha que está na altura de o mostrar publicamente. É uma espécie de aposta no futuro, ou seja, em 2017 ou no ano seguinte. Está convencido que o dirigente actual não se irá aguentar nas canetas por muito mais tempo. Por isso, abrir a boca em público, agora, pode ser um bom investimento junto do senhor que se seguirá. Mesmo que não se saiba quem será esse tal senhor.

E fala bem, o Fernando. Explica que há um défice de direcção, que a liderança perdeu o norte, que não há ideias nem projectos. Tudo muito bem dito, com as palavras certas e os jornalistas a beberem nessa fonte.

Só se esqueceu de acrescentar que não vai à bola com o Passos porque este o não incluiu, contra todas as expectativas e mais algumas, na lista de deputados há cinco anos atrás. E essa é, na verdade, uma razão de fundo. Tão funda, que é inconfessável.

publicado por victorangelo às 20:50

30
Mai 16

Uma das razões que me afasta da política partidária tem que ver com os ataques pessoais. Não gosto nem pratico a arte dos ataques contra os autores de ideias e propostas. Discuto, isso sim, quando é caso disso, as opiniões. Mas reconheço que a acção política se faz também e acima de tudo, tantas vezes, com base na demolição da personalidade e no achincalhamento do adversário. E quem é forte e feio nessa habilidade vai mais longe.

É isso que Donald Trump tem feito e continua a fazer. Primeiro contra os 16 outros candidatos do seu próprio campo e agora contra Hillary Clinton. E será provavelmente por esse motivo que poderá vir a ganhar as eleições presidenciais de novembro.

Assim, Hillary Clinton tem que rever a sua maneira de fazer campanha. Não pode ignorar o impacto que a difamação sistemática vinda do outro lado tem. Não precisa de passar uma boa parte do seu tempo a ridicularizar e menosprezar Trump. Mas tem que ir a esse jogo. E as personalidades à sua volta não podem perder uma única oportunidade para cobrir o oponente republicano de ridículo e troça.

Estas eleições não podem ser disputadas com luvas brancas. Nem com grandes devaneios intelectuais, que têm apenas o condão de mostrar que Hillary mais não é do que um rebento de uma elite distante do cidadão comum. Estamos perante uma disputa suja que pede que se arregace as mangas e se meta as mãos na massa.

publicado por victorangelo às 20:16

16
Out 15

Há uns sete ou oito anos atrás, foi produzido um filme de animação com o título de “Elefante Azul”. A narrativa era simpática: um jovem elefante, bem azul e com olhos grandes, que ia dando os primeiros passos na vida e com eles, encontrava os primeiros desafios ligados à amizade, ao amor e ao dia-a-dia de quem anda pela floresta de todos nós. Foi um filme cativante, embora todos percebessem que não existem elefantes azuis e que o paraíso terrestre é um pouco mais complicado.


Lembrei-me do “Elefante Azul” e da fantasia a ele associada, ao pensar na atmosfera em que muitos dos nossos comentadores políticos resolveram agora passar a viver. Assim a política torna-se mais simples. E mesmo não sendo, no nosso caso, muito “azul”, dá, no entanto para muitas historietas e muita palavra. Seria, como a visão que temos, um “elefante a preto e branco”.

publicado por victorangelo às 17:53

05
Out 15

Os Portugueses foram a votos. Uns escolheram de um lado, outros do outro e mais alguns, assim-assim. Houve mesmo um bom número que decidiu não se aproximar das urnas.


Tudo isto são escolhas. Em democracia, há que respeitar as preferências de cada cidadão. É deste modo que se chega a uma sociedade responsável e sazonada. Dizer que uns são burros e outros são clarividentes só mostra que ainda estamos longe de uma convivência tolerante. Os cidadãos são todos iguais, no dia do voto. E cada um decide como melhor lhe parece. E ganham todos, neste caso.


Isto independentemente das opções políticas que o leitor ou eu possamos ter. E também do julgamento que façamos sobre cada um dos programas partidários. Respeitar os outros não quer dizer que se está de acordo com cada um dos partidos. Mas a luta política não deve impedir que respeitemos cada um dos nossos concidadãos, com excepção, claro, daqueles que abusam da democracia e do poder e que violam as leis.

 

publicado por victorangelo às 20:01

23
Set 15

Neste tempo de campanhas políticas, convém que recordemos que o verdadeiro líder é o que sabe identificar quais são os desafios mais significativos que a nação confronta. Apesar do risco que existe, quando se reduz a lista dos problemas fundamentais a dois ou três de particular importância, parece-me essencial focar as atenções e ser claro quanto aos objectivos a atingir nessas áreas consideradas de maior prioridade.


Na minha opinião, Portugal enfrenta dois desafios muito significativos.


O primeiro diz respeito à pobreza e à fragilidade social de largos segmentos da nossa população. Combater a pobreza e atenuar a insegurança económica que define a vida de muitas famílias são imperativos de justiça social, de ética pública, bem como um requisito básico para assegurar um maior nível de coesão social e de cidadania responsável. Exigem um pacote de medidas que deverá ir muito além do serviço nacional de saúde – que é para muitos, sobretudo nos distritos de maior densidade populacional, uma frustração, uma concha vazia, que lhes possibilita ouvir o mar, em pano de fundo, mas não lhes permite beneficiar da força das ondas – e da assistência social. Tratar-se-á, isso sim, de um plano integrado que mostre resultados às famílias e lhes dê a possibilidade de acreditar que, em Portugal, vale a pena ter ambições e lutar por elas.


O segundo desafio tem que ver com a expansão, a diversificação e a modernização da economia portuguesa. Aqui, as linhas do futuro passam pela reorganização do sistema educativo, incluindo mais aplicação, mais disciplina, mais profissionalismo, e melhor formação profissional, e por outro lado, pelo fomento do investimento na economia, incluindo o investimento estrangeiro, a expansão da agricultura e da pecuária, a reorganização do sector das pescas – com uma incidência a sério na aquacultura.


O meu plano de campanha e de governo seria construído na base destes dois pilares.


Não sei se teria muitos votos. Teria, no entanto, posto o dedo na ferida. E é assim que os problemas começam a ser equacionados e, depois, resolvidos

publicado por victorangelo às 14:35

16
Set 15

Vi uma boa parte da primeira intervenção de Jeremy Corbyn em Westminster, como líder trabalhista, e pareceu-me muito bem. Pode não se estar de acordo com muitas das suas ideias, mas o estilo sério, ponderado e modesto inspira confiança e sabe a modernidade. As preocupações que levantou, nas Perguntas ao Primeiro-ministro, vieram directamente das pessoas, tratavam de assuntos reais e preocupantes, com as questões do acesso à habitação a preços controlados ou a falta de cuidados de saúde para os doentes mentais.

publicado por victorangelo às 19:53

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