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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Os nossos queridos políticos

Eles andam convencidos que são mais espertos que o cidadão comum. Percorrem as autoestradas a alta velocidade, confundem a bola do futebol com a esfera armilar e o patriotismo, dizem coisas sem jeito e desculpas que não convencem ninguém, fazem chacota em vez de assumir as responsabilidades. Estão desconectados e incapazes de entender o julgamento popular. Mas continuam no poder. Estamos longe da inteligência artificial e próximos da estupidez e da boçalidade ferrenha.

Uma semana política desgraçada

A semana política portuguesa contribui abundantemente para o processo em curso de descredibilização da nossa classe partidária.

Não vou repetir o que muitos já disseram sobre os diferentes incidentes e desastres. Direi apenas que quem está no poder adquiriu o hábito, que aparece com o tempo, de pensar que tudo lhes é permitido. Sentem-se donos e senhores da maquinaria e nomeiam os afilhados, os membros da família e os trovadores que cantam loas aos dirigentes. Fazem-no com o descaramento de quem se sente bem ancorado e ainda por cima, com a protecção do chefe-mor, que tem como única preocupação não ter preocupações. Passa a esponja por tudo e haja calma, que é a sua frase preferida.

Do lado oposto, temos uma oposição que parece ter saído de um asilo para diminuídos da tola. Não convencem ninguém, para além da imagem cinzenta e aparvalhada que projectam. Ao nível nacional, em Lisboa e um pouco por toda a parte. Vão levar uma outra sova eleitoral, não por causa da mediocridade dos outros, mas em virtude da sua. Os medíocres no poder aproveitam as alavancas que o poder lhes dá para bater nos medíocres na oposição. 

E temos ainda uns extremistas, que confundem tudo e mais alguma coisa. Os seus slogans só convencem quem é como eles. Não vão além das franjas de cabeçudos que são a sua base de apoio. Ainda ontem um deles comparava Alexei Navalny a um fascista. E outro, via-se ao espelho e pensava em Marine, a francesa que está a subir. 

O resto da população, quer dizer, todos nós, olha para isto com desdém e continua a lutar pela vida. E luta bem, em muitos casos. O país está melhor do que estava há anos passados, porque as pessoas não baixam os braços. Felizmente. É, pena, no entanto, que não surja gente política capaz de criar um quadro que permitisse multiplicar as energias populares.

 

 

 

Dia de Portugal

No Dia de Portugal não se dizem tolices. Essa deveria ser a regra para os políticos. Eu sigo-a. Por isso, limito-me a dizer: lutemos por um Portugal melhor, não baixemos os braços nem caiamos na piada fácil ou nos extremismos que têm uma frase para tudo, mas que nada resolvem, a não ser complicar ainda mais a situação.

E que cada um aceite as suas responsabilidades e contribua como melhor possa.

Tudo o que é da minha cor é bom

O meu amigo Zulmiro – que raio de nome fui dar a esse meu amigo – nem analisa nem reflecte. Reage, toma posição, sempre a partir do mesmo prisma ideológico. Por isso, é previsível. Quando há uma polémica, o Zulmiro opina de imediato segundo o prisma que o anima. E diz, por isso, que é politicamente coerente, sempre do lado dos bons, que a política para ele é uma questão de bons e de maus. Acha, por outro lado, que quem perde tempo a ver as diferentes dimensões do problema é um cata-vento, um meias-tintas, um fulano que não se define a preto e branco.

Conheço toda uma série de Zulmiros. Uns, pessoalmente, outros porque escrevem nos jornais, falam nas rádios ou, ainda, por se mostrarem nas televisões.

E, ao que parece, ser Zulmiro é o que está a dar. Por exemplo, o Zulmiro desta tarde subiu na carreira por ser coerente. Apoiou sempre os da mesma linha e fê-lo com voz alta e de modo visível. Na cabeça dele, nunca existiram interrogações. Se vinha dos da sua cor, estava correcto, era para dizer que sim. Se a origem da ideia estivesse na cor adversa, batia a sério na proposta, sem papas na língua, sem medo. E assim foi ganhando galões. Com todo o mérito de quem não tem hesitações.

Quando lhe disse que tinha uma certa admiração por ele, não viu qualquer ironia na declaração e ficou feliz. Os Zulmiros gostam de elogios.

A cena política é favorável aos oportunistas

Dizem os politólogos mais em voga na nossa praça que o caso Sócrates não afecta, ao nível da opinião pública, nem o partido de que foi secretário-geral nem o actual patrão do mesmo partido, o Primeiro-Ministro António Costa. Ao ver os resultados das sondagens, até parece que têm razão.

Talvez afecte, isso sim, o principal partido da oposição e todos os outros aparentados a esse. Primeiro, porque não consegue tirar vantagem de uma mancha que poderia servir como grande tema de ataque, até porque Costa e outros no poder estiveram subordinados a Sócrates, conheciam-lhe os pontos negativos e fecharam os olhos, por uma questão de oportunismo e de carreirismo. Segundo, porque ao não pegarem no assunto dão azo a que se confirme que também eles têm telhados de vidro. Por isso, calam a boca e chutam para fora.

Na realidade, há mais corrupção na nossa política do que aquilo que se pensa. Não se fala da matéria, pois haveria muita roupa suja para lavar. Certos compadres ajudam a que o assunto não apareça nas páginas públicas.

E quanto mais se sabe mais nos apercebemos que a política actual atrai sobretudo quem vê nisso uma oportunidade de subida na vida sem grande esforço, além do saber dizer que sim.

Não convém ser-se ingénuo

Dizem-nos pessoas bem-intencionadas que é preciso “reformar a justiça, de modo a ser mais célere e transparente”. Respondo que os políticos não reformam a justiça porque não querem. Dá-lhes jeito ter uma justiça que não funcione, quando se trata dos grandes e poderosos. Pensar que o que se passa no sector da justiça tem de ver com incompetência, é pura ingenuidade.

Trabalho de arame

Hoje, durante um debate por meios digitais, expliquei que pouco comento sobre a política portuguesa porque não tenho rede onde possa cair, se me quiserem desequilibrar. Contrariamente aos outros participantes, estive 42 anos fora do país e, por isso, não tenho as ligações aos vários poderes que eles têm. Se me meter com quem manda ou é influente faço-o como um lobo solitário. E é perigoso ser-se um lobo sem alcateia. Sobretudo quando se tem uma visão diferente da proclamada pelos interesses instalados. Assim, as poucas vezes que escrevo sobre questões internas é feita com prudência. Ou seja, trata-se de debater questões e princípios, mas sem referências às pessoas importantes que por aí andam. Elas não aceitam facilmente a contradição e sabem mexer os cordelinhos da vingança.

Os discos partidos dos líderes políticos

Este é um tempo de pouca tolerância em relação às elites. As pessoas não querem ouvir os do costume. Acham que eles se repetem e que não estão conectados à vida quotidiana dos cidadãos. Falam de coisas abstractas e de acordo com a capelinha a que pertencem. Pensei nisso quando, esta tarde, ouvi na rádio um líder de um partido político que repetia exactamente o que o seu partido anda a dizer há décadas. Nada daquilo tem sentido, mas é dito com os olhos fechados e a mão no manifesto que mais não é do que uma cartilha. E o pobre do jornalista que tem que fazer menção da coisa vê-se à nora para encontrar uma frase, no meio da lengalenga do líder, que possa passar na rádio. Acaba por chutar uma que fale dos outros partidos, para tentar alargar o interesse de algo que não tem interesse algum.

Breves apontamentos sobre a sondagem de hoje

Na sondagem política que o Diário de Notícias publica hoje destaco três aspectos.

Primeiro, que Rui Rio, o dirigente do PSD, não consegue sair da cepa torta, nem mesmo quando António Costa perde pontos de popularidade. Falta a Rio a chama que um líder político precisa de ter. Isto quer dizer que não consegue projectar uma imagem clara do que significaria votar por ele.

Não terá, lá nas fileiras do seu partido, quem o posso aconselhar em termos de percepção pública? Ou é o homem que não ouve ninguém?

Segundo, o CDS/PP aparece como uma força irrelevante. Com 0,8% das intenções de voto, não acrescenta nada à direita e ao movimento conservador. Fazer acordos políticos com essa insignificância é puro teatro sem consequências, é parvoíce política.

Terceiro, o partido Chega parece ter chegado ao limite das suas forças. Os dados mostram que não tem sabido aproveitar a dinâmica criada pela disputa eleitoral presidência. Consegue, apenas, mobilizar os eleitores mais radicalizados dentro do espectro ultraconservador e numa lógica de saco de gatos enfurecidos, que se arranham uns aos outros.

Eficiência, ética e equilíbrio

Sou dos que desejam que o governo seja eficiente, ético e equilibrado. Foi isso que respondi quando há pouco me perguntaram de que lado estou. Não aceito sectarismos partidários, mesmo reconhecendo que cada um se possa identificar com este ou aquele partido. Essa identificação não pode significar que se perde a objectividade. Sobretudo quando se teve a oportunidade de ver outros mundos, de estudar outras experiências, de adquirir um nível cultural acima da média.

O amigo a quem dizia isto não gostou da conversa. Compreendo a razão: fez uma brilhante carreira no seu ministério porque sempre se alinhou com um partido que esteve frequentemente no governo. É verdade que é uma pessoa com méritos próprios. Mas há muitos que, apesar do mérito que tinham e têm, não passaram da cepa torta. Estavam fora do jogo da política ou, então, identificados com o partido errado.

Não quis ouvir essa conversa e passou ao capítulo seguinte. Foi pena. Uma das características de quem tem mérito deve ser, no meu entender, a de reconhecer a realidade como ela é e não como nós gostaríamos de nos convencer e aos outros.

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