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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Andamos a fugir do problema

O governo de António Costa está ausente, na fase actual da pandemia em Portugal. Os comportamentos de risco têm estado a aumentar e nada é feito para lhes pôr termo. É preciso lembrar aos cidadãos que o perigo ainda não passou. Como também é necessário punir quem organiza festas como a que aconteceu em Lagos. A inacção governamental é baseada numa premissa idiota, a de que, se não se levantar a lebre, o país irá receber milhares e milhares de turistas. Só que a lebre é espantada por outros, nas terras que nos poderiam enviar alguns turistas. Aí, Portugal aparece pintado a vermelho.

Também foi de um absurdo sem limites dizer que a final do campeonato da UEFA, ao ser jogada à porta fechada em Lisboa, em Agosto, é um sinal de reconhecimento e um prémio dado ao pessoal do sector da saúde. Ao dizer-se isso, ou se está a gozar com esses profissionais ou se vende tudo o que brilha como se fosse um diamante. Na esperança, claro, de ganhar pontos. É o superficialismo como forma de fazer governação.

Isso é do lado do governo. Do lado dos outros, até parece que deixou de haver política. Os partidos e os seus líderes andam a apanhar bonés. Ou então, a preparar as férias do Verão. A verdade é que desapareceram do mapa.

Estamos bem entregues, como diria o outro.  

Banco de Portugal

A função de Governador de um banco central, como é o caso do Banco de Portugal, tem três exigências fundamentais. Competência, experiência e independência política. Qualquer candidato ao posto terá que passar por esse crivo e obedecer aos três critérios. Sair de um ministério do governo em exercício e ser nomeado de imediato para o cargo não satisfaz um dos requisitos essenciais, que é o da independência política ou, dito de outro modo, da imparcialidade partidária. Quem o nomear está a praticar um acto de abuso de poder e a pôr em causa a credibilidade de uma instituição particularmente importante na arquitectura democrática do país.

Uma questão estratégica

Fico surpreendido quando vejo que não se entende a gravidade da situação que temos pela frente. E mais ainda, quando não se entende a urgência da resposta e se pensa que os problemas serão resolvidos fazendo chover milhões e milhões sobre eles. Milhões que não passam, para já, de meras promessas, sem que se saiba como serão desembolsados, que mecanismos serão utilizados, quais serão os critérios de acesso e como serão definidas as prioridades.

Perante uma perspectiva assim, não podemos continuar a fazer política de grupinhos. É preciso uma estratégia nacional e europeia, uma comunhão de esforços e acção imediata.

O bota-abaixo é que está a dar

Estamos convencidos, muitos de nós, que criticar mostra inteligência. Ora, isso depende. Muitas vezes, sim. E muitas outras, não. É apenas um repetir de ideias feitas, de julgamentos apressados. De conversa ligeira, ouvida nas televisões ou lida nas redes sociais.

Um dos temas que está na moda criticar é a União Europeia. Esta semana a crítica tem-se focalizado na resposta financeira à crise resultante do impacto do coronavírus, a resposta que foi aprovada pela Eurogrupo na passada quinta-feira. Já aqui escrevi sobre isso. Hoje, apenas pergunto a quem acha mal o que teria acontecido a Portugal, se o nosso país não fosse membro da zona euro? O dinheiro teria vindo donde? E a que preço? Da Casa da Moeda, com um valor que nem daria para pagar o papel e a tinta?

Também pergunto se esses críticos não notam que existe, apesar de todas as contradições e dos muitos preconceitos nacionais, que todos temos, uma preocupação de encontrar soluções? Não será a solução perfeita – o que é isso, nos dias de grande crise? – mas é a solução que resulta de um equilíbrio de políticas. Um equilíbrio que não é fácil de obter, mas que se procura conseguir. Não é fácil, porque os níveis de desenvolvimento dos países membros continuam a ser diferentes. Mas obtém-se, com mais ou menos dificuldades, porque é inspirado por uma ambição muito clara, que é a de manter a União e fortalecer os seus mecanismos de resposta às crises.

 

A direita em transformação

A direita política portuguesa, incluindo a sua versão extremada, está num processo de redefinição. Os principais protagonistas são o CDS e o Chega. A Iniciativa Liberal não parece contar, tem um cunho demasiado elitista e cheira a privilégios de gente da cidade grande. Não terá muito que ver com o que, por convenção, se apelida de povo. Os outros dois partidos têm um carácter mais terra a terra. Mas aí quem parece poder vir a ganhar mais terreno é o Chega. Tem muito mais protagonismo que o CDS. A isso, junta um discurso básico, anti-políticos profissionais e com umas boas pitadas de antagonismo contra certas minorias. Poder-se-á transformar num movimento Le Pen ou Salvini à portuguesa. A decisão do seu líder se candidatar às próximas presidenciais é mais um golpe político cheio de oportunismo. O candidato vai aparecer numa série de palcos, onde se poderá mostrar e fazer a propaganda que é a sua. Há que estar atento.  

Nós e os nossos farsantes

Uma boa parte da nossa política é uma farsa triste. E uma das habilidades dos farsantes é a de nos fazer acreditar em trapaças e falácias. Uma delas é que eles andam nisto por causa do bem comum, por dedicação. Quantos portugueses haverá que acreditem nisso?

Quando falo da nossa farsa triste, não pensem que fico resignado. A política praticada dessa maneira é inaceitável e cada um deve procurar ajudar a mudar a coisa. Poderíamos ter um país formidável, se a classe política sentisse que há pressão, a vários níveis, para que as coisas funcionem melhor e com mais visão.

Haverá, também que desmascarar algumas falácias, que eles conseguiram meter na cabeça dos cidadãos. Quais? Deixo, para já, a pergunta.

Um orçamento de retalhos

O novo Orçamento Geral do Estado, este orçamento de 2020 agora em processo de aprovação, está a ficar muito complexo, com um número exagerado de adendas e de novas exigências. Parece uma manta de retalhos, que quer tapar todos os buracos. Vai ficar cheio de incoerências.

Nestas coisas de orçamentos de Estado, o ideal é chegar a um acordo prévio, entre partidos com vistas similares, de modo a garantir o essencial e a integridade do documento. Caso contrário, vai para a Assembleia da República e fica a flutuar, na confusão dos ventos vindos de todas as direcções.

Perdidos no labirinto

Observo o que se passa com certos partidos e com certas personalidades. E repito para mim próprio aquilo que penso frequentemente sobre a política. A política é como um longo labirinto em que muitos se perdem. Entrar na política exige um grande sentido de orientação. Quem não consegue manter a direcção correcta acaba por cair numa grande confusão.

O circo dos trafulhas

Agora que se tornou público o que, no essencial, já se sabia há anos, muitos dos nossos políticos sacodem a água do capote, como se nunca tivessem “namorado” a Princesa Isabel e os seus milhões de milhões. Fingem espanto onde havia conhecimento e certezas. Quem não sabia, em Lisboa, nos círculos do poder, que Angola era um reino corrupto? A verdade é que a Princesa sempre teve as portas abertas e os políticos tropeçavam uns nos outros, ao tentar mostrar que eram os mais acolhedores.

Políticos assim não são elites. São uns trafulhas que andam na vida. E contribuem de modo certeiro para o descrédito da governação e da prática política.

 

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