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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Promessas

Ontem a minha neta, com a sabedoria dos seus cinco anos, lembrou-me de modo inequívoco, que as promessas são para se cumprir. Aquilo que eu pensava ser uma maneira simples de a convencer que estava na hora de ir dormir, prometendo algo que parecia inofensivo mas que para ela era importante, acabou por se transformar numa lição política. E fiquei a matutar, depois do incidente, que, mesmo quando se trata de gente com cinco anos de idade, é melhor prometer apenas aquilo que de facto se tem a intenção de levar a cabo.


Nesta altura de promessas eleitorais, em que se promete mundos e fundos, seria bom que os nossos políticos passassem um pouco mais tempo a interagir com crianças de idade pré-escolar.

Ideias gerais

Ao folhear um caderno de notas antigo, vi que uma das mensagens centrais do relatório do PNUD sobre o Desenvolvimento Humano, em 2000, dizia respeito à maneira de praticar a democracia em países como Portugal. Em resumo, recomendava que para além das eleições multipartidárias e do sufrágio universal, que são os pontos de partida de um regime democrático, se colocasse a ênfase na qualidade e no estilo da governação. Estas eram consideradas, a partir de então, as duas dimensões consideradas importantes numa época em que o poder é exercido à vista de todos, graças às novas maneiras de comunicar. O que se faz e as razões do seu fazer são escrutinados por cada cidadão, de imediato, sem recuo nem tempo para mais explicações. Há, por isso, que o fazer bem e de modo claro. O estilo da governação é igualmente importante. Passa pela inclusão, pelo diálogo e pela distinção no modo de o fazer.

 

Caso contrário, temos uma governação com imagem de incompetente e de boçalidade.  

Uma discussão serena da reforma do Estado

Continuam os ânimos a estar muito exaltados. A escreverem-se barbaridades e a expressarem-se, nos mais diversos programas das televisões, as ideias mais farfalhudas. O relatório do FMI veio incendiar uma casa que já estava em brasa.

 

Como disse há dois dias, o documento tem que ser estudado com muito cuidado. Só é possível discutir com base em argumentos sólidos. Sabendo o que essas casas gastam, esse é o meu conselho, pois não pode haver dúvidas que quer Bruxelas quer outros centros de poder vão utilizar o documento do FMI como quadro de referência, nas suas relações com o Estado português. Sobretudo se tivermos que prolongar o programa de assistência financeira.

 

De qualquer modo, vai ser preciso tomar medidas drásticas, nas próximas semanas, para reduzir em 4 mil milhões as despesas do Estado. Qualquer medida que venha a ser proposta pelo governo vai ser comparada com as que o FMI sugeriu.

 

Essas medidas terão que ter em conta que, em vários sectores, temos uma administração pública ineficiente, enviesada e insustentável. Não querer debater estas questões, resumir tudo a slogans e palavreado de pugilista, é um erro. Não me sentiria bem se me dissessem que os líderes políticos do meu país não são capazes de ter uma discussão serena sobre a reforma do Estado. Sobretudo, numa altura de crise, e em que parte da crise tem que ver com uma arquitectura de governação e de administração que é, em vários casos, inadequada e, em certa maneira, profundamente injusta para os que têm menos poder.

 

 

Açores, a abstenção e as indiferenças

 

Os Açores são uma região autónoma  de Portugal que funciona satisfatoriamente. Há um verdadeiro debate político, o pluralismo de opiniões tem bem mais espaço de expressão do que na Madeira.
 
Mas as elevadas taxas de abstenção, as maiores de sempre, nas eleições legislativas regionais de hoje mostram que, como no resto do país, o cidadão esta' divorciado da prática democrática. Os políticos não convencem os eleitores, que os mede a todos pela mesma bitola: a do oportunismo.
 
A indiferença perante os actos eleitorais, sobretudo numa situação como a nossa, em que a ditadura das direcções partidárias impõem os candidatos, independentemente das suas qualidades e competências,  mostra que há que repensar a democracia e a participação dos cidadãos nas causas públicas.
 

O voto de protesto

`A medida que a crise económica e a pobreza se agravam em Portugal, a resposta parece estar, para muitos portugueses, na possibilidade de um voto de protesto e de indignação nas próximas eleições legislativas.

 

Tendo em conta a nossa história política, e os padrões usuais de voto, o protesto far-se-á felizmente 'a esquerda. Não creio que um partido dirigido por uma personalidade como a do Dr.. Portas consiga captar essa tendência para o protesto.

 

Desde modo, não e' de estranhar que certos zunzuns de acordo entre os que provavelmente irão beneficiar desse protesto eleitoral se comecem a ouvir. Há como que um cheiro a namoro politico no ar. Embora ambos os namorados se façam caros, isso aumenta a parada...

 

Creio que vamos ter uma panorama político, nos próximos 12 meses, em grande mutação.

 

 

Municípios e as casas da corrupção

A propósito do enredo das casas do município de Lisboa, aqui 'a porta do escrutínio dos meios de comunicação social, pense-se no que irá por esse país fora.

 

A verdade e' que a fiscalização dos executivos camarários pela Inspecção-geral do MAI deixa muito a desejar. Não e' feita com eficiência, não e' sistemática, não e' célere. Por isso, abre as portas a todo o tipo de práticas ilegais e corruptas. E quando ainda por cima o sistema de justiça funciona 'a maneira do nosso, a passo de caracol sem energia...

 

As câmaras municipais são, por esse mundo fora, quando não são vigiadas a sério, grandes centros de práticas corruptas. Mais ainda, com o aproximar das eleições autárquicas.

 

Prazos de validade dos Partidos Políticos

Estamos momento da história em que tudo muda rapidamente. As imagens duram uns segundos, os dramas umas horas, as tragédias um ou dois dias, os valores uma meia geração.

 

Num contexto destes, e'  claro que também os partidos políticos têm prazos de validade muito curtos. Precisam de se renovar, periodicamente, para não perderam o efeito.

 

Em Portugal, as ideias 'a direita e 'a esquerda, pouca inovação têm tido. E pessoal partidário fala como se há muito tivesse ultrapassado o prazo de validade que lhes foi conferido 'a partida.

 

Renovação e' uma arte pouco praticada.

 

Os interesses pessoais

A atitude moral dos portugueses, sobretudo a dos que vivem em zonas urbanas, está cada vez mais influenciada pelas dificuldades da vida. É preciso lutar a cada momento, ajustar as contas com o quotidiano, que é caro, cansativo, confuso, sem perspectivas de melhoria e muito burocrático.

 
Mais ainda, como não existe um sistema de apoio efectivo, de acompanhamento em caso de necessidade, de percalço na vida, e também por que as oportunidades económicas são escassas e pouco compensadoras, cada um pensa apenas em si, em sobreviver, em conjugar o verbo desenrascar-se em todos os tempos e modos.
 
Em política, tudo isto significa que ninguém está interessado na coisa púbica, a não ser que entreveja um interesse pessoal.

Civismo e prosperidade

O civismo faz parte da riqueza e do bem-estar de um país. Quem se pode sentir bem quando não há civismo? Quem se lança num negócio, num projecto de envergadura, quando a cultura geral e’ a de tentar enganar o parceiro?

 
Qualquer nação que tenha um nível de civismo baixo, em que não exista respeito pelos outros, confiança nas relações entre os cidadãos, altruísmo e um mínimo de dedicação `as causas comuns, e' um país condenado a ser pobre. Não atrai investimentos sérios, não projecta uma imagem que encoraje outros estados e as grandes corporações internacionais a entrar em parcerias de longo prazo, e' um país perdido na sua própria rede de interesses egoístas, vulnerável `a corrupção e a todo o tipo de aventureiros.
 
Onde se encontra Portugal, em termos de civismo?
 
Que se passa com o civismo dos portugueses?
 

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