Portugal é grande quando abre horizontes

18
Ago 19

Uma boa parte das colunas de opinião que aparecem nos nossos jornais são chatas como a ferrugem. A expressão é velha, mas traduz bem o que penso. Imagino que a maioria das pessoas – os poucos que ainda compram papel – não terá paciência para as ler. Na generalidade dos casos, nem valerá a pena. Os autores repetem-se uns aos outros, copiam de jornais estrangeiros, e têm, acima de tudo, uma posição ideológica pré-determinada, onde tudo o que escrevem deve caber. À esquerda ou à direita. São os articulistas quadrados da mente, que o divino tenha piedade deles. Nós, é que não temos tempo e pachorra para lhes dar.

Um dos meus amigos escreve sobre política internacional e europeia. Cada texto parece escrito à metralhadora, com rajadas em todos os sentidos, que só há burros à sua volta. E ataca sempre o que está na moda, depois de ter lido um ou dois sítios estrangeiros. É um guerrilheiro das questões internacionais. Outro, escreve sobre política nacional. É um ver se te avias, um activista mental contra o governo, os liberais – embora não entenda bem o que significa ser-se liberal na Europa macroniana de hoje – e os fantasmas da direita. Sim, porque à direita só já temos fantasmas e outros espíritos invisíveis. Esta quadra de greves e requisições civis deu-lhe muito pano para mangas.

E assim sucessivamente.

O que também me deixa boquiaberto é o espaço que a comunicação social dá a esses intelectuais da pena grande. Fico a perceber melhor quando sei que essa gente sai barata e enche páginas a custo zero ou quase inútil. Com os jornais em falência, este é um recurso de gestores pretensamente espertos. O problema é que tais cronistas e opinadores não atraem leitores nem vendem papel. E papel que não se vende significa que não há receitas publicitárias que prestem. E a pescadinha enfia o rabo na boca, volta a ter mais opinião barata e menos vendas. É o carrossel da miséria.

Nestas coisas, lá bem no fundo, o essencial é que haja o culto dos egos. E isso não parece faltar.

 

 

 

publicado por victorangelo às 20:06

13
Ago 19

Uma década de grandes transformações – 2010-2019:

  • Aceleração dos movimentos migratórios internos e internacionais
  • Acentuação do extremismo político
  • Retorno dos nacionalismos radicais
  • Desigualdades crescentes, precariedade e sentimento de insegurança
  • Entrelaçamento (emaranhar) de desafios complexos (ex: o clima, o terrorismo, a segurança humana, as mega-metrópoles urbanas, a robotização, etc )
  • Emergência da China como uma super potência
  • Marginalização da ONU; o regresso à política do poder - a razão da força.

 

 

publicado por victorangelo às 16:05

23
Jul 19

Definir o objectivo a atingir deve ser o ponto de partida no caminho para o sucesso. Isto aplica-se às instituições e também a cada um de nós. O problema é que essa definição não é tão fácil de fazer como possa parecer. Falando das pessoas, muitos de nós não temos uma ideia clara do que pretendemos obter. Fazemos coisas, muitas coisas, muitas vezes, extremamente bem feitas, mas sem saber como as inserir num objectivo último, um objectivo que somos incapazes de explicitar com um mínimo de coerência. Ou seja, andamos ocupadíssimos, alguns pelo menos, mas não sabemos para onde queremos ir.

publicado por victorangelo às 17:48

01
Jun 19

O respeito e o amor pelos animais tornam-nos mais humanos, mais sensíveis ao valor da vida, dos outros e da natureza.

publicado por victorangelo às 10:55

26
Mai 19

Grandes nomes que ficaram registados na História lembram-nos que a força de vontade e o jogo das circunstâncias são duas chaves fundamentais para abrir a porta do sucesso.

publicado por victorangelo às 16:39

16
Mai 19

Ganhar agora sem ter em conta os custos futuros. Esta é a filosofia dos oportunistas políticos. Por isso, a melhor resposta que lhes podemos dar consiste em explicar esses custos. Ou, pelo menos, tentar antever as consequências daquilo que propõem.

O oportunismo leva ao descrédito, à falta de confiança na política. Mas, acima de tudo, baseia-se na falsidade e destrói o futuro.

publicado por victorangelo às 14:25

14
Mai 19

Na parte francófona da Bélgica, 53% dos inquiridos responderam que seriam a favor de um cartão de cidadão europeu, em vez do nacional. Contra, pronunciaram-se 42%.

Esta questão faz parte de um conjunto mais vasto de interrogações e de reflexões sobre a promoção da cidadania europeia. Pessoalmente, penso que se trata de um debate saudável. O futuro da Europa só fará sentido se for vivido, no essencial, de modo partilhado. E debater estas coisas não retira nada da personalidade cultural e histórica de cada nação. O passado conta e fez de cada país europeu o que ele hoje é. Mas o futuro conta ainda mais e esse tem toda a vantagem em ser construído em cooperação.

publicado por victorangelo às 20:59

10
Mai 19

É um excelente político, perito na arte de bem confundir sempre que mete o pé na argola.

publicado por victorangelo às 20:42

08
Mai 19

Ficar parado, à espera do futuro, não é solução.

publicado por victorangelo às 20:14

E se a resposta for não, qual é a alternativa?

publicado por victorangelo às 20:12

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