Portugal é grande quando abre horizontes

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Out 14

A presença de empresas estrangeiras, de grandes grupos económicos, é cada vez mais visível em Stavanger. É verdade que Stavanger é a “capital” do petróleo norueguês e que por aqui dinheiro e poder de compra não faltam. Mas também é verdade que o governo da Noruega tem como política incentivar o investimento estrangeiro. E fá-lo com a lição bem estudada, com exigências claras e de um modo absolutamente previsível. Não há espaço para surpresas, para hoje ser uma coisa e amanhã as condições e os impostos serem outros. Como também ninguém trabalha nestas coisas com base em estudos feitos em cima do joelho.

Escrevo isto ao mesmo tempo que leio que o dono e senhor do Pingo Doce parece ter dito, segundo a imprensa portuguesa, que não gosta de investimentos chineses. Ora, os chineses são mais ou menos como todos os investidores de grande gabarito. Se têm pela frente um governo e um sector privado feito de amadores e de bonecos que só estão nos conselhos de administração por razões que nada têm que ver com a competência, tentam tirar proveito disso. O negócio deles é o de ganhar dinheiro, não se trata de andar por aí a fazer beneficência. Mas se do outro lado da mesa se sentarem negociadores a sério, os chineses também sabem ser sérios. E se o negócio vale a pena, avançam. Ganham assim ambos os lados.

Creio que não é demais repetir que nós não levamos os nossos interesses colectivos a sério. Somos uns improvisadores, nalguns casos não passamos de uns preguiçosos mentais, em muitos, temos uma grande propensão para a ingenuidade. É por isso que os chineses, os angolanos, os brasileiros, os árabes, e todos os que podem, se aproveitam de nós.

De quem é a culpa?

publicado por victorangelo às 17:53

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