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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

O G7 tem várias preocupações

A cimeira do G7, que hoje começou na Baviera, tem quatro grandes preocupações em cima da mesa:

  1. A política de agressão de Vladimir Putin, que está num crescendo e é bastante preocupante. Como irá evoluir este conflito nos próximos tempos?
  2. A nova maneira da China conduzir a sua política externa, que é mais explícita nos ataques aos EUA e à NATO. Aqui, a aprovação pelo G7 de uma Parceria Global de Infra-estruturas, num total de 600 mil milhões de dólares para o período 2022-27, deve ser vista como estando em competição directa com o programa chinês da Nova Rota da Seda.
  3. O estado da economia mundial: inflação, disrupções das cadeias de abastecimento de matérias-primas e de componentes, insegurança alimentar, endividamentos insustentáveis, etc.
  4. Manter a coesão entre os países membros do G7.

Gstaad e o Sahel

A tempestade de poeira, que ontem e hoje se fez sentir na Península Ibérica, também chegou aos Alpes suíços. Gstaad, uma das cidades mais ricas e exclusivas da Suíça, também recebeu a poeira vinda do Saara. E os seus habitantes, quase todos gente que vive noutros pontos do país, mas que tem uma residência secundária na cidade ou nos arredores, lembraram-se, por uns escassos momentos, que há gente no Sahel que sofre esse tipo de tempo várias vezes ao longo do ano.

Sida: um combate que não pode ser esquecido

Dia Mundial de Luta contra a Sida. Um desafio em certas partes do globo, nomeadamente em África e no Sudeste Asiático. São sobretudo os mais pobres que têm maiores dificuldades de acesso à medicação necessária para os manter activos e em vida. A pandemia da COVID-19 não nos pode fazer esquecer o combate diário que muitos enfrentam perante o vírus da Sida. 

A pobreza no mundo

Hoje e há muitos anos nesta data, as Nações Unidas dizem-nos que é o Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza. E agora, com o impacto da pandemia, temos cerca de 120 milhões de pessoas que, durante o ano passado, foram aumentar as fileiras de quem é extremamente pobre. Destes novos “extremamente pobres”, 60% vivem na Ásia do Sul. O número global de pessoas em situação de extrema pobreza estará agora à volta de 800 milhões. Estas pessoas vivem com menos de 1,64 euros por dia e per capita. O objectivo de erradicar a pobreza por volta de 2030 parece actualmente impossível de realizar.

De um modo geral, a proporção de pobres é maior entre os mais jovens. Uma situação essas provoca instabilidade, insegurança, radicalização e movimentos migratórios em massa. Também se constata que as mulheres são em geral mais pobres, criando-se assim uma situação de dependência, de fragilidade e condições que permitem o abuso e a exploração das mulheres.

Uma outra nota que se deve sublinhar neste dia: as alterações climáticas, que resultam sobretudo da industrialização e do modo de vida dos povos nos países mais desenvolvidos, irão sobretudo afectar os mais frágeis, nos países mais pobres.

 

 

A vida na Ajuda

Já aqui escrevi sobre a zona circundante do mercado da Ajuda. É como uma pequena aldeia de gente pobre numa freguesia de Lisboa. Os comerciantes da zona são quase todos à moda antiga. Tratam os clientes com muita atenção, como se fossem todos vizinhos e conhecidos. Mas são quase todos pessoas de uma certa idade. Isso pode significar que, a prazo, esta área comercial está condenada.

Entretanto, nota-se que várias casas antigas, em geral muito pequenas, têm sido ou estão a ser remodeladas. Várias acabarão como Alojamento Local. A freguesia já tem um bom número de alojamentos locais. Muito provavelmente, irão aparecer mais.  

Sair do meu bairro, perto do Ministério da Defesa e ir até ao mercado da Ajuda é uma caminhar no tempo e na escala social. É uma digressão que vale a pena fazer. Embora na volta, existam muitas ruas que são sempre a subir.

 

 

Um velhote que não o deveria ser

A subida não era muito pronunciada. Mesmo assim, o ciclista que veio ter comigo, na parte mais alta da rua, vinha esbaforido. Mal se aguentava nos pedais. Olhei para ele e vi que era uma pessoa de idade avançada. E isso explicaria tudo.

Erro. Na verdade, não explicava nada. O homem, um alentejano de gema, mais ainda do que eu, disse-me que havia nascido, aqui nesta mesma terra, em 1958. Ou seja, eu, que lhe dava perto de oitenta, tive de reduzir a estimativa da sua idade para a realidade dos 63 anos.

Explicou-me que trabalhava no duro desde a idade dos 10 anos. O pai dissera-lhe que na casa deles, só podia comer quem, já sendo capaz, trabalhasse. E ele assim o fez. A escola primária – a 4ª classe – foi feita ao fim do dia, depois de uma jornada de trabalho.

Assim era o Alentejo daqueles tempos, do Estado Novo, que nada tinha de novo nem de moderno, nem mesmo de humano, antes pelo contrário. Assim era a miséria de quem nada tinha, para além da infelicidade de ter nascido numa família pobre.

E o que vi hoje foi um fim de linha de um passado que ainda tem um impacto nas terras mais recuadas. No Alentejo, por exemplo.

Um acto hostil por parte de Marrocos

Ao organizar o movimento de milhares de pessoas, incluindo um grande número de crianças, em direcção a Ceuta, Marrocos cometeu um acto hostil contra Espanha e a União Europeia. Utilizou a miséria para tentar fazer pressão política sobre Madrid.

Convém que fique claro que esse tipo de decisões é inaceitável. E que tem consequências no que respeita ao relacionamento da União Europeia com o governo de Rabat. Nestas coisas é importante mostrar firmeza.

Entretanto, quem sofre são as pessoas, homens, mulheres e crianças, que são assim manipuladas por quem manda em Marrocos.

 

A desorganização e a pobreza que nos rodeia

Viajar de Queluz para Belas e depois na direcção de Caneças, virando em A-da-Beja, passando pelo Casal do Rato e ir desaguar no Centro Comercial Dolce Vita Tejo, que não tem nada a ver com a proximidade do rio, antes pelo contrário, está longe que se farta, é uma volta pela vida pobre e problemática. As urbanizações são densamente povoadas, nuns casos, noutros são o resultado de uma fixação populacional espontânea, que depois foi organizada como pôde ser. É um circuito que nos lembra as imensas dificuldades que as vidas de muitos dos nossos cidadãos periurbanos enfrentam. É o subdesenvolvimento às portas da capital. Apenas um exemplo. É o desordenamento do território num país onde o que se não vê não existe. É, acima de tudo, a prova provada da incapacidade da política portuguesa  

Vidas em crise

O jovem motorista de táxi, que me levou de Belém até cerca da Praça de Espanha, disse-me que faz 14 horas por dia, para um ganho insignificante. Quando entrei no seu carro, estava estacionado há mais de duas horas, sem que tivesse aparecido qualquer tipo de serviço. Num longo dia de trabalho faz, em média, entre seis e oito viagens. Acrescentou que vários colegas já estão há bastante tempo a recorrer aos bancos alimentares. E rematou, com um ar resignado, que as perspectivas que vê, para os próximos meses, não são animadoras.

Notas optimistas

Creio que dentro de dias iremos começar a ver os números das infecções ligadas à Páscoa. Infelizmente. Voltei a ter notícias que no Porto a máscara é algo que se usa no braço. Entretanto, ao longo do rio, em Lisboa, a manhã esteve calma e eram poucos os que por ali faziam exercício.

Curiosamente, na zona dos Jerónimos vi duas famílias de turistas estrangeiros. Há muito que esse tipo de humanos haviam desaparecido da zona.

Ao falar com os meus amigos no Algarve fiquei a saber que reservas vindas de fora, nada ou quase nada. Ninguém quer reservar com três ou quatro meses de antecedência, quando tudo é incerto, nos países que tradicionalmente nos enviam turistas.

Veremos se a fronteira com a Espanha abre ainda este mês. Existe todo um debate sobre os benefícios e os inconvenientes do fecho das fronteiras Schengen. É importante que sejam reabertas tão cedo quanto possível. O nacionalismo sanitário não faz bem à ideia europeia.

Entretanto, começam esta semana as reuniões da Primavera do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional. Um relatório que será discutido diz que os países mais pobres não terão ganho a imunidade de grupo antes de 2023. Ou seja, estamos a falar de um longo período até ver de novo esses países integrados plenamente na economia mundial. Uma das consequências será o agravamento da pobreza nessas terras, algo que já vem a acontecer desde o início da pandemia.

No meio de tudo isto, há que manter um certo optimismo. O problema é que não é fácil ser-se optimista a curto prazo. Mas convém tentar.

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