Portugal é grande quando abre horizontes

15
Jun 19

No Expresso de hoje, na primeira página, escreve-se sobre o aumento da sinistralidade em Portugal. E afirma-se que “as razões permanecem ocultas”. É uma frase estranha, mas mostra a preocupação que existe.

A verdade é que se conduz mal e à bruta em Portugal. Muitos automobilistas não sabem o que significa ter sentido cívico e respeitar os outros e as regras do trânsito. Assim se compreende que morra tanta gente nas passadeiras, à berma das estradas, na travessia das localidades e em ultrapassagens fora da lei.

Esta questão precisaria de ser tratada como uma urgência nacional. Pediria um outro empenho por parte do poder político. Empenho que parece não existir. Os políticos que nos governam andam por outras bandas, a fazer promessas, aos beijinhos, a agradar a gregos e a troianos. Mais ainda, vários de entre eles viajam em excesso de velocidade. Como se as leis não fossem aplicáveis aos responsáveis do Estado. A este propósito, já me aconteceu um par de vezes ser levado em excesso de velocidade num carro de um político, mesmo num veículo do Estado. A 180 km/h, por exemplo. Pedi menos velocidade e sempre me responderam que não me preocupasse. Preocupo, sim. E deixei de andar com essa gente. Vou pelos meus próprios meios.

publicado por victorangelo às 20:38

12
Jun 19

No seguimento dos discursos do 10 de Junho, e depois de reconhecer a qualidade do que foi proferido pelo João Miguel Tavares, queria lembrar que alguns dos melhores discursos políticos foram curtos e directos. Por exemplo, em 1863, muito antes do aparecimento do Twitter e do número reduzido de caracteres que impõe, o Presidente Abraham Lincoln pronunicou um discurso memorável, conhecido na história como a alocução de Gettysburg, para falar da Guerra Civil e do futuro. Vivia-se um momento muito grave na história dos Estados Unidos. O discurso teve uma duração inferior a três minutos. E continua a ser citado, nos dias de hoje.

publicado por victorangelo às 16:30

30
Mai 19

Já faltou mais para que cheguemos a uma nova crise política na Itália. Matteo Salvini quer mais poder. Tudo fará para que, em breve, seja necessário organizar novas eleições.

O problema das coligações com os extremistas de direita é conhecido. Começam por participar no jogo, mas sempre com a intenção de, com o tempo, poderem controlar o campeonato. Salvini não é nenhuma excepção à regra.

Entretanto, o governo italiano continua a contribuir para o enfraquecimento das instituições europeias. Entre outros aspectos, o país não obedece às regras orçamentais comuns. Prossegue um processo de endividamento excessivo, insustentável e demagógico. Em 2020, a dívida pública italiana deverá representar 135% do PIB nacional.

De todos os dirigentes europeus, Matteo Salvini é, neste momento, o que mais ameaça a estabilidade da União Europeia.

A Itália é um país em falência política e esta traz por arrasto um colapso económico.

publicado por victorangelo às 16:37

25
Mai 19

Falar bem e barato é a melhor maneira de enganar tolos. E uma das características dos tolos é a de gostarem de ser enganados. Engolem tudo, sem abrir os miolos.

publicado por victorangelo às 22:37

Na escrita, como na política, devemos usar as letras maiúsculas com moderação.

publicado por victorangelo às 22:31

19
Mai 19

No meu país ideal não há lugar para as faltas de civismo e a desobediência às regras. Como também não há espaço para que um dirigente político de primeira linha possa dizer alto e bom som que a norma no seu partido é a de não ultrapassar a velocidade de 139 km/hora.

publicado por victorangelo às 19:50

16
Mai 19

Ganhar agora sem ter em conta os custos futuros. Esta é a filosofia dos oportunistas políticos. Por isso, a melhor resposta que lhes podemos dar consiste em explicar esses custos. Ou, pelo menos, tentar antever as consequências daquilo que propõem.

O oportunismo leva ao descrédito, à falta de confiança na política. Mas, acima de tudo, baseia-se na falsidade e destrói o futuro.

publicado por victorangelo às 14:25

10
Mai 19

É um excelente político, perito na arte de bem confundir sempre que mete o pé na argola.

publicado por victorangelo às 20:42

Fala-se muito na crise da democracia. Inventa-se toda uma série de explicações. Escreve-se peças académicas sobre o assunto. E, sobretudo, esquece-se que a raiz dessa crise está na maneira como os partidos políticos funcionam. Em muitos deles, tudo é decidido de cima para baixo. Manda o chefe e os outros não têm outro papel que o de obedecer. Não há democracia interna, não há debate para além do dizer que sim ao chefe e aos seus.

A crise da democracia resulta de partidos que deixaram de a praticar nas suas fileiras, que perderam a representatividade política que deveriam ter e que não permitem às novas elites e às ideias frescas que vinguem.

publicado por victorangelo às 14:56

08
Mai 19

Ficar parado, à espera do futuro, não é solução.

publicado por victorangelo às 20:14

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