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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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O PCP de sempre

Neste dia de mudança de direcção, ficou mais uma vez claro que o Partido Comunista Português não compreende a realidade em que o país se insere nem tem um projecto viável e mobilizador para Portugal. Continua a dizer as mesmas coisas que dizia há décadas.

É um partido sem futuro. E o novo dirigente pouco mais tem sido do que um funcionário da máquina. Como os outros, tem passado a vida a repetir aquilo que vem de cima. Agora será ele quem decidirá a letra, mas a canção será a mesma.

O PCP passa o tempo a insultar o PS e os outros partidos. Ele seria o único partido patriótico e verdadeiramente interessado nas pessoas mais vulneráveis. O eleitorado não vê as coisas dessa maneira. Basta ver quantos votam no PCP. E quanto aos insultos, se se disser que os dirigentes do PCP são estalinistas não creio que isso seja apenas um insulto. É a realidade.

  

Malandrices e o que eu sei sobre você

No meu país, que se chama Riumuito, uma jovem ministra, sem qualquer tipo de experiência excepto as malandrices que aprendeu com o pai, que foi também ele ministro, noutros tempos, na chamada Época dos Compadres, resolveu recrutar mais um conselheiro político. Escolheu um jovem sem qualquer tipo de qualificações ou experiência, para evitar estar a recrutar gente com vícios adquiridos noutros sítios, um meio diplomado, ainda com muito por estudar, mas já com 21 de idade. E ofereceu-lhe um bom salário, quando comparado ao que se paga em Riumuito.

Muita gente ficou surpreendida, ao ver que o senhor primeiro-ministro não se meteu no assunto, tendo deixado fazer ou fingindo que não via. E essa gente interrogava-se sobre o silêncio de sua excelência. Apareceram as teorias mais fantasiosas sobre as razões para esse deixar fazer.

Em Riumuito, a política é assim. Sua excelência deve saber que o pai da ministra sabe umas coisas passadas sobre o comportamento de sua excelência. O que será, não sei. Mas deve ser suficiente para que sua excelência baixe a bolinha. Pior ainda. Deve ser tão interessante, que sua excelência colocou essa ministra sem experiência nem qualificações no topo da hierarquia do seu governo. É verdade que estar no topo não significa grande coisa, pois o resto também não vale muito.

Em Riumuito não se brinca com quem tem o poder. E ter o poder significa saber que malandrices os outros fizeram no passado.

O meu amigo Giuseppe diz-me que em Nápoles e arredores também se faz política assim. 

 

A força das democracias

Numa democracia, é um erro pensar que se pode enganar o eleitorado, com conversa fiada, habilidades linguísticas e medidas manhosas. As sociedades actuais devem ser tratadas com todo o respeito e franqueza.

Numa ditadura, é um erro pensar que se pode controlar eternamente os cidadãos. Essa é, aliás, a principal fraqueza dos regimes autocráticos. As ditaduras não caem por causa de intervenções exteriores. Caem porque são minadas por dentro, numa procura crescente de liberdade.

Os diferentes modelos de democracia

O Reino Unido muda amanhã de primeiro-ministro. É um processo muito peculiar. Os membros do partido maioritário no parlamento de Westminster escolhem um novo líder e a Rainha nomeia o resultado dessa escolha como primeiro-ministro. E não há contestação. O que nos faz lembrar que em política é a legitimidade da liderança que conta. Se o processo de substituição do primeiro-ministro é aceite como legítimo pelos diferentes partidos e os cidadãos, não há mais nada a dizer. É assim.

A democracia tem vários formatos. Mas a característica mais importante da democracia é, na verdade, a livre aceitação por parte dos cidadãos do sistema em vigor. Por isso, não me parece judicioso criticar as práticas democráticas de outras sociedades, só porque não coincidem com a nossa própria visão do que deve ser uma democracia. Diria mesmo, se um povo decidir que só podem ser candidatos à presidência da República quem tenha passado por um exame, pouco rigoroso, claro, de tolice e superficialidade, quem somos nós para contestar a legitimidade política e democrática do tolo que venha a ocupar o lugar?

Discutir ideias, sem ofender as pessoas

Não creio que os meus textos mostrem que ando confuso. Digo isto por ver vários dos meus amigos baralhados perante os acontecimentos correntes. São pessoas bem-intencionadas, que procuram informar-se. Não compreendo como acabam por ficar com as ideias aos ziguezagues. Por exemplo, neste dia em que a Rússia cometeu mais um crime de guerra, ao atacar e destruir um centro comercial na cidade ucraniana de Kremenchuk – um alvo inteiramente civil – um amigo mandou-me uma mensagem e telefonou-me para mostrar a sua preocupação com a crescente militarização dos Estados Unidos e a influência que isso está a exercer nas escolhas europeias em matéria de defesa. A mensagem foi fácil de tratar: existe uma tecla “delete”. A chamada telefónica foi mais complicada. Tenho um grande respeito por esse amigo e não queria tornar a coisa num assunto pessoal. Tentei focar a discussão na questão e não na pessoa. Não foi fácil. Muitos intelectuais não conseguem fazer a diferença entre destruir um argumento e a ofensa pessoal. Mas tentei e continuarei a tentar.

O novo governo

Hoje tomou posse o XXIII governo constitucional. Tenho dúvidas muito sérias sobre a competência de alguns dos empossados. Nalguns casos, só lhes conheço facilidade de conversa, mas sem experiência nem substância que se veja. Mas não vou entrar no jogo dos que criticam antes de ver os resultados. Por isso, nesta fase, a única coisa que me parece razoável é desejar os maiores sucessos à nova equipa. 

Os comentários

O meu escrito de ontem despertou muita atenção e vários comentários. Neste blog, não há censura e cada um pode comentar como entender. É, no entanto, fundamental que cada opinião seja expressa para discutir ideias e não para chamar nomes aos outros ou insultar seja quem for. Os insultos só mostram falta de nível e de argumentos. Quem quiser utilizar essa técnica pode comentar o que Donald Trump escreve, pois o antigo Presidente sempre foi um especialista na utilização de expressões grosseiras e ofensivas. Cada um deve procurar a companhia que melhor se coaduna com a sua personalidade.

Tanta conversa sobre as eleições

Passados oito dias, os jornais continuam cheios de comentários sobre o resultado das legislativas. Na verdade, já cansa.

As eleições revelaram um Portugal que mudou e que continua em mudança bem como um dirigente político que inspira confiança, realismo e moderação a uma parte significativa do eleitorado português. Quanto ao resto, será preciso esperar pela formação do novo governo, para que se possa perceber quais foram as lições que António Costa tirou dos resultados eleitorais. A composição do governo, o discurso de tomada de posse e as primeiras intervenções na nova Assembleia da República serão os momentos mais importantes dos próximos tempos. A partir daí será possível comentar com mais fundamento o que o novo ciclo político nos anuncia.

Para já, o que se diz e escreve serve apenas para encher horas de emissão e páginas de jornais. Só segue essas matérias quem não tem mais nada para fazer. Ou então, quem ganha a vida a especular, a criar factos políticos e a atacar ou repetir o que outros já disseram. Pessoalmente, não tenho nem tempo nem paciência para essas coisas. Sobretudo agora, quando a Europa se encontra numa encruzilhada perante um grupo dirigente russo que é um verdadeiro desafio à estabilidade e à segurança do nosso continente.

 

 

Holocausto

Hoje celebra-se o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Pessoalmente, considero o dia como particularmente importante. Trata-se de crime que ocorreu no passado recente da Europa, que vitimou milhões de inocentes. O dia lembra-nos não apenas esses milhões de vítimas, mas também que uma barbaridade desse tipo e tamanho ocorreu num dos países mais avançados do continente europeu. Ou seja, que o radicalismo político e a xenofobia podem acontecer nas nossas paragens e que por isso devem ser firmemente combatidos, logo que saiam para a praça pública. O holocausto mostrou que a selvajaria e o ódio podem levar a situações absolutamente abomináveis, mesmo nas sociedades mais avançadas.

Os vícios de Molière

Celebraram-se ontem os 400 anos do nascimento de Molière.

Tantos séculos depois, o dramaturgo e actor continua a ser uma referência marcante na cultura francesa. A razão é simples. Molière escreveu sobre, e representou nas suas inúmeras peças teatrais, os vícios mais comuns entre os humanos. Vícios e manhas que são tão actuais hoje, na cena pública e na política, como o eram há quatro séculos, na corte, nos palácios da nobreza e nos salões dos ricos de Paris. A vaidade. A pretensão. A sovinice. O egoísmo. A hipocrisia. A intrujice.

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