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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Sebastian Kurz, um ídolo das direitas em maus lençóis

Sebastian Kurz demitiu-se do posto de chanceler da Áustria. A razão é clara e de peso: está acusado de corrupção na utilização de fundos públicos para promover a sua candidatura à chefia do seu partido e à chancelaria. Há uns quatro anos.

Kurz tem aparecido, ao longo deste ano, como um dos duros na família conservadora europeia. É um jovem – 35 anos de idade. Tem ambições muito grandes, que vão para além das fronteiras austríacas. Tem sido visto como um dos possíveis líderes de uma União Europeia profundamente de direita, eurocêntrica e moralizadora. Essa imagem sofreu agora um golpe.

Mas ele não se dará por vencido. A não ser que venha a ser condenado pela justiça do seu país. Nesse caso, será sido um meteorito que passou pelo firmamento europeu, mas que desapareceu.

Veremos.  

O Estado da Europa

Que palavras associar ao discurso de Ursula von der Leyen sobre o “Estado da União Europeia”?

Serenidade. Voltar a acreditar no projecto europeu. Generosidade no apoio aos países mais pobres em vacinas contra a COVID-19. Ambição. Frustração. Firmeza em matéria de respeito pelo Estado de direito. Clareza quando à importância da liberdade dos media. Indefinição no que respeita à defesa europeia. Competição com a China. Alinhamento com os americanos no que respeita ao Indo-Pacífico, mas sem que se perceba o que isso significa. Migrações, um problema sem resposta comum. Política digital.

O futuro da Europa

Hoje, dia da Europa, foi oficialmente aberta a consulta aos cidadãos da UE sobre o nosso futuro comum, enquanto europeus. Chamam-lhe Conferência sobre o Futuro da Europa. O seu lançamento teve lugar em Estrasburgo, que é a sede oficial do Parlamento Europeu.

A consulta deverá estar completada dentro de um ano, ou seja, na altura em que a França terá a responsabilidade da presidência da UE. Essa será igualmente a fase final da eleição presidencial francesa. Não vai ser fácil aos líderes franceses estarem, em simultâneo, focados nos resultados da conferência e numa campanha presidencial que se prevê muito desestabilizadora. A conferência acabará por receber menos atenção por parte de Paris do que deveria, pois o que contará acima de tudo é a questão eleitoral e quem será o próximo presidente da França.

Os movimentos de cidadania deverão prestar uma atenção especial a este exercício. O processo deve ir para além dos políticos profissionais, dos oportunismos e protagonismos. Tem de adoptar um cunho cidadão para poder criar raízes junto dos europeus e corresponder às preocupações das pessoas no quadro do horizonte temporal desta década.

Mas estarão os movimentos de cidadania suficientemente mobilizados para uma reflexão deste tipo? Ou ficaremos, como tem sido habitual, a discutir entre os iniciados, as elites que na realidade pouco ou nada têm que ver com o cidadão comum?

A responsabilidade de fazer desta conferência um sucesso tem de ser devidamente assumida por quem esteja próximo dos cidadãos e das preocupações quotidianas. Cada um, por pouca influência que possa ter, deve tentar contribuir para o debate comum.  

 

Ainda sobre a política migratória da União Europeia

No meu texto de opinião de ontem, sobre a falta de coerência da política europeia de migrações, https://www.dn.pt/opiniao/a-europa-a-deriva-no-mar-das-migracoes--13473410.html, digo claramente que os países europeus não querem, de modo algum, passar novamente pela experiência que viveram em 2015, quando mais de um milhão de imigrantes e candidatos ao estatuto de refugiado chegaram em massa. Este é o grande receio europeu, no que diz respeito à imigração. Todas as medidas avulsas que vão sendo tomadas têm como objectivo evitar uma nova onda migratória. E cada país olha para a questão com base nas suas preocupações nacionais. Não há Europa, ou há muito pouco em comum, quando se trata de travar as migrações vindas de diversas partes do mundo. Por isso, a aposta continua a ser a de uma guarda costeira e fronteiriça forte bem como a ajuda às forças de polícia e militares nos países de origem dos migrantes e nos de trânsito. Aqui, a realidade é igualmente muito complexa. Os países fazem o jogo, como se estivessem a colaborar no controlo migratório, mas, na verdade, ficam satisfeitos quando vêem uma parte dos seus jovens sair à procura de um futuro melhor. As migrações são vistas por esses países como algo de positivo para as suas economias e para a estabilidade política. Assim se explica que, em geral, não colaborem com a União Europeia quando esta procura devolver aos países de origem os imigrantes que não são aceites, que não obtêm a legalização na Europa.

Escrevo sobre a China

"O legado que Trump procura deixar nesta matéria também se destina a condicionar os europeus. Já o está a conseguir na NATO. O grupo de peritos criado pelo Secretário-geral para refletir sobre a NATO para o horizonte 2030 é copresidido pelo americano Wess Mitchell, um intelectual tão querido de Trump quão hostil em relação a Beijing. O documento que o grupo produziu, em discussão pelos ministros dos Negócios Estrangeiros da Aliança desde o início deste mês, refere-se à China como um “desafio intenso”.

Este é um dos parágrafos do texto que hoje publico na edição em papel do Diário de Notícias. O texto é sobre as nossas relações futuras com a China. É um texto de opinião, não é uma análise académica. 

Brexit na meta final

Neste momento, com o período de transição pós-Brexit a terminar, a pressão para que as partes cheguem a um acordo é enorme. Seria um erro dizer que o Reino Unido está mais interessado na conclusão desse acordo de livre-comércio do que a União Europeia. É verdade que Londres já percebeu que a ligação ao espaço económico europeu é fundamental. E que está a tentar encontrar um ponto de equilíbrio entre a retórica sobre o Brexit – as mentiras que Boris Johnson propalou antes e depois do referendo – e a maneira como irá vender à sua população as concessões que terá de fazer. Boris Johnson sabe que a alternativa é clara: sem acordo será tudo muito mais complicado. Mas os europeus também querem chegar a um ponto de encontro. Não estão, no entanto, dispostos a fazer grandes concessões. É uma questão de princípio – ou se está dentro ou fora.

É difícil fazer um prognóstico, se sim ou não, se haverá ou não um acordo. De qualquer modo, o que vier a acontecer – o sim ou o não – vai ser objecto de muita interpretação política.

A nossa responsabilidade

A vitória eleitoral de Joe Biden e Kamala Harris traz uma certa dose de optimismo à União Europeia. É evidente que o relacionamento entre os Estados Unidos e a Europa será muito mais positivo do que tem sido até agora, durante o mandato de Donald Trump. Estou de acordo com essa maneira de ver. O que me parece errado é voltar a insistir numa relação de subordinação, com a Europa a desempenhar o papel de fraco. Ora, várias reacções europeias têm ido nesse sentido, a insistir numa postura política em que um lado protege e o outro se sente mais seguro. Está errado. A Europa tem de tratar da sua defesa e segurança de modo mais autónoma. Sabendo o que se sabe sobre o funcionamento actual da NATO, é evidente que a defesa europeia, da responsabilidade dos europeus, deve ser uma prioridade.

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