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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Biden e o Médio Oriente

A maneira como o Presidente Joe Biden tem estado a actuar no que respeita ao conflito entre Israel e os Palestinianos mostra que o Médio Oriente não está no topo da sua lista de prioridades. Tem seguido uma linha habitual – a de apoiar o governo israelita, embora sem grandes entusiasmos, e andar aos ziguezagues, no que respeita aos direitos dos palestinianos. Fora isso, nada de novo, que as suas preocupações são, para já, essencialmente de ordem interna. A agenda doméstica é onde estão os problemas que considera importantes e também onde estão os votos que irá precisar em 2022, para consolidar o seu controlo do Congresso.

 

O G7 está num processo de viragem

https://www.dn.pt/opiniao/inquietacoes-um-g7-muito-combativo-13692454.html

Este é o link para o meu texto desta semana -- de hoje -- no Diário de Notícias. 

Cito o último parágrafo dessa crónica de opinião.

"O secretário de Estado americano foi a Londres propor um novo prisma de abordagem estratégica. Antony Blinken defende que o grupo não pode ser apenas um mecanismo de coordenação das grandes economias capitalistas. Deve transformar-se numa plataforma de intervenção política das democracias mais influentes. Isto é a expressão de uma crença prevalecente na atual administração americana de que os EUA têm uma missão – a de salvar as democracias. Para alguns de nós, aqui na Europa, uma proposição desse tipo gera três tipos de inquietações. Uma, relacionada com a crescente marginalização do papel político da ONU. A outra, com o agravamento da polarização das relações internacionais. A terceira, com o peso que um fantasma chamado Trump ainda poderá vir a exercer na política americana."

Há muita oferta de leitura

Hoje foi dia de escrever a minha crónica semanal para o Diário de Notícias. Será publicada amanhã, como tem acontecido todas as sextas-feiras. Depois do exercício de escrita, perguntei a mim próprio se faz sentido estar a escrever algo que depois poucos lêem?

A pergunta tem em conta uma realidade bem evidente. Todos os dias há muita oferta de textos para ler. O mercado está cheio de opiniões e de informação. Assim, que valor acrescenta uma crónica como a minha? Ainda por cima, sobre temas estrangeiros ao quotidiano da maioria das pessoas comuns.

Discuti o assunto com um par de amigos muito próximos. Eles, eu sei, gostam dos meus textos. Mas pedi-lhes que fossem objectivos. E foram.

Por isso, enquanto estes e outros acharem que vale a pena, irei continuar. Mas reconheço que ser escriba nos dias de hoje é estar a falar para o vento que passa. Com algumas excepções, claro.

 

Joe Biden

A conferência de imprensa do Presidente Joe Biden – a primeira do seu mandato – confirmou aquilo que já se começou a ver, desde a sua tomada de posse. Tem prioridades claras, é consistente na sua persecução e defende uma política externa relativamente clara, embora nessa área já exista uma nódoa, que tem o nome do príncipe herdeiro da Arábia Saudita. No essencial, é importante estudar com atenção o que disse, a maneira como o disse e as respostas que deu.

No essencial, tem sido uma presidência positiva e dinâmica. Joe Biden é uma boa notícia nestes tempos de incertezas.

Um jogo no tabuleiro do Irão

O assassinato do cérebro da energia nuclear iraniana foi executado de um modo profissional. Li várias descrições do que poderá ter acontecido porque existem diferentes versões da maneira como a emboscada foi executada. E de quantos veículos, motas e agentes estariam envolvidos. Mas não tenho dúvidas que foi uma operação de forças especiais. Exigiu meios, informações e executantes bastante sofisticados e perfeitamente treinados. Daqui é fácil de concluir que o assassinato foi planeado, organizado e levado a cabo por um Estado hostil ao Irão.

O principal motivo poderá ser distinto daquele que é mais óbvio, o de desferir um golpe importante que atrase o avanço do programa nuclear iraniano. Esse programa está numa fase que já não depende apenas de um cientista-chefe. O Irão tem várias equipas especializadas em matéria nuclear, incluindo no domínio da transformação do nuclear para fins bélicos. O verdadeiro motivo será outro. O estado promotor deste acto sabe o que pretende. O assassinato foi uma aposta muito grande, feita na esperança de atingir o objectivo principal.

Depois da pandemia

Com o progresso acelerado em matéria de vacinas contra a covid-19, seria útil reflectir sobre o mundo que aí vem, no período pós-pandemia. Será, certamente, um mundo diferente, nas áreas económicas e humanas, bem como no relacionamento entre os diferentes estados. No caso destes últimos, a grande lição que deverá ser retirada das campanhas de vacinação é a da cooperação entre todos. Mas é possível que essa conclusão se limite apenas às matérias de saúde pública. Isto significaria que os verdadeiros líderes, com uma visão global, deveriam procurar levar a questão mais longe e promover a cooperação noutros domínios de interesse universal. Um deles seria certamente o do aquecimento global. Outro teria de ser no campo da cooperação económica, com o objectivo de combater a pobreza extrema. Os tempos recentes mostraram-nos que quando há vontade política é possível fazer milagres. Tem de haver vontade política na luta contra a pobreza. Esta é um dos factores mais importantes de instabilidade no interior dos estados e a nível internacional. As receitas necessárias, do ponto de vista económico, são conhecidas. Passam pelo comércio sem barreiras, pelo tratamento preferencial dos mais pobres, pela formação profissional dos jovens, por investimentos limpos e pela eliminação da corrupção.

Este debate sobre o futuro pós-pandémico é, na verdade, o debate que se impõe.

António Costa e a ONU

O discurso do Primeiro-Ministro António Costa, proferido hoje perante a Assembleia Geral das Nações Unidas, foi positivo e abrangente. Disse tudo o que se espera de quem apoia o sistema onusiano e acredita na cooperação e nas parcerias internacionais. A ligação que fez entre desigualdades sociais, segurança internacional, crescimento demográfico e degradação do ambiente foi inteligente. Falou ainda do alargamento do Conselho de Segurança, como fazendo parte da reforma do mesmo, e aproveitou para marcar pontos junto do Brasil, da Índia e de África. As referências feitas à dignidade humana e aos direitos básicos das pessoas completaram bem o quadro. Falou durante mais ou menos 13 minutos, o que é um tempo apropriado. Seria importante que houvesse  versões escritas em inglês e francês do seu discurso.  

O Líbano e a sua crise

A situação no Líbano continua a ocupar as primeiras páginas da imprensa internacional. Hoje foi o governo que se demitiu. O país está a viver um novo período dramático da sua história. As instituições políticas e a economia estão de rastos e a vida de sectores importantes da população, sobretudo na capital, é um oceano de dificuldades. As forças armadas e alguns serviços de segurança são as únicas estruturas que conseguem ainda manter uma certa normalidade de funcionamento. Isso é surpreendente, mas não é suficiente para permitir o regresso à estabilidade.

Conheço muitos libaneses. Sempre admirei as suas capacidades de adaptação a ambientes difíceis e as suas habilidades como empreendedores. O problema reside nas elites políticas e nas que vivem à custa dos seus contactos com o mundo da política. Nesses círculos existem níveis muito elevados de corrupção e de ineficiência, devido ao clientelismo político, étnico, religioso e identitário.

A solução da gravíssima crise libanesa não pode vir do estrangeiro. Tem que ser construída por novas elites e por movimentos de cidadania que ultrapassem as clivagens existentes. O estrangeiro pode mobilizar ajuda humanitária e recursos financeiros de urgência, mas não pode nem deve tentar substituir-se aos responsáveis nacionais. Estes terão que olhar para o seu país de um modo diferente.

A ideia de um mandato internacional, de uma nova forma de subordinação do Líbano ao exterior, não é defensável. Isso são soluções do passado distante. Nada têm que ver com o mundo de hoje. As Nações Unidas ou um outro actor internacional não podem tomar conta do país. Alimentar esse tipo de ilusões é um erro e uma maneira de defraudar o povo libanês.

A Europa entre os Estados Unidos e a China

https://www.dn.pt/edicao-do-dia/25-jul-2020/da-distancia-social-a-politica-12464512.html?target=conteudo_fechado

Este é o link para o meu texto de hoje na edição em papel do DN. 

Voltarei ao tema. Parece-me particularmente importante. E não é apenas uma questão de competição comercial. 

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