Portugal é grande quando abre horizontes

26
Ago 19

Advogo o reforço da autoridade do Estado. Acrescento, porém, que seria um erro confundir a ideia de um Estado forte com a promoção da burocracia. Sou contra a burocracia inútil e tentacular, omnipresente e burra. O excesso de regras e regulamentos, de actos administrativos absurdos, consome recursos, complica a vida dos cidadãos, favorece as práticas corruptas e desvia o Estado do seu papel estratégico que é o de criar as condições para que a criatividade e o progresso floresçam.

Sou a favor de um Estado eficaz naquilo que devem ser as suas funções estratégicas de ordenação e protecção da vida da nação bem como na defesa dos interesses colectivos na arena internacional. Um Estado capaz de proteger cada cidadão dos diabos que sempre existem, de promover a igualdade de oportunidades e de projectar uma imagem positiva daquilo que somos enquanto povo.

Não se trata de uma deriva autoritária. Nem a defesa de um regime centralizador. Antes pelo contrário, na minha concepção, o reforço do Estado passa pela descentralização da autoridade administrativa, pela transferência de competições para níveis próximos do quotidiano das pessoas, pelo reforço do poder autárquico e pela criação de espaço e poder para as organizações de cidadania, para a sociedade civil. Sem esquecer, claro, o empreendimento económico e empresarial.

Também sou contra a apropriação do poder do Estado por um partido político, por mais hábil que o seu grupo dirigente possa ser. A “mexicanização” da vida política, com um partido a ganhar sucessiva eleições, leva, sempre, à corrupção, ao nepotismo, às teias de familiares e amigos que passam a controlar vastas áreas da governação, ao descrédito da acção política. A alternância partidária faz parte do reforço do Estado. Quando a oposição anda anos e anos pelas ruas da amargura, à procura do tempo perdido, em nítido desnorte, fico profundamente preocupado. Apetece-me, então, gritar que sem partidos à altura não pode haver um Estado como deve ser.

 

publicado por victorangelo às 16:02

21
Ago 19

O SAPO anda por aí a perguntar a certas pessoas qual seria a sua prioridade número um, se fossem o próximo Primeiro-Ministro, após as eleições legislativas de Outubro. Acho que é uma boa iniciativa. Mais ainda, creio que cada português – homens e mulheres – se deveria interrogar da mesma maneira. Daí resultaria, certamente, um sentido mais apurado do que falta fazer no nosso país. Todos ganharíamos com esse exercício.

publicado por victorangelo às 21:00

11
Ago 19

Ninguém fala nas implicações estratégicas de um greve que tem que ver com a disponibilidade de combustíveis. Fico com a impressão que já não está na moda falar em termos de interesse nacional. É tudo reduzido a interesses específicos e a oportunidades para fazer política partidária, para atacar à esquerda e à direita. E para pôr em causa a autoridade legítima do Estado. Não andaremos um pouco confusos dos miolos?

publicado por victorangelo às 22:54

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