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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Vozes assim não chegam à Escandinávia

Um dirigente político português disse hoje, numa declaração pública, que os pedidos de adesão à NATO, formulados quer pela Finlândia quer pela Suécia, resultam da "submissão desses países" e de Portugal aos EUA.

Os finlandeses e os suecos, que são povos muito independentes e determinados, ter-se-iam rido imenso, se essa declaração chegasse aos seus ouvidos. Mas como é frase sem nexo, não tem asas para voar. Fica por aqui, na lista das coisas sem importância. 

A tentativa de atentado e a nossa incompetência

Foi o FBI quem informou as autoridades portuguesas. As nossas instituições de segurança não haviam detectado que um jovem universitário estava a preparar um atentado. A informação teve que vir de longe, do outro lado do Atlântico, quando tudo se passava em Lisboa. Esta incapacidade de identificar um caso de alto risco é uma das grandes preocupações que este incidente nos deve levantar. Um líder político a sério chamaria a uma comissão parlamentar os responsáveis ao nível dos ministérios de tutela e das polícias e perguntar-lhes-ia como explicam esta falha de inteligência e prevenção.

Tanta conversa sobre as eleições

Passados oito dias, os jornais continuam cheios de comentários sobre o resultado das legislativas. Na verdade, já cansa.

As eleições revelaram um Portugal que mudou e que continua em mudança bem como um dirigente político que inspira confiança, realismo e moderação a uma parte significativa do eleitorado português. Quanto ao resto, será preciso esperar pela formação do novo governo, para que se possa perceber quais foram as lições que António Costa tirou dos resultados eleitorais. A composição do governo, o discurso de tomada de posse e as primeiras intervenções na nova Assembleia da República serão os momentos mais importantes dos próximos tempos. A partir daí será possível comentar com mais fundamento o que o novo ciclo político nos anuncia.

Para já, o que se diz e escreve serve apenas para encher horas de emissão e páginas de jornais. Só segue essas matérias quem não tem mais nada para fazer. Ou então, quem ganha a vida a especular, a criar factos políticos e a atacar ou repetir o que outros já disseram. Pessoalmente, não tenho nem tempo nem paciência para essas coisas. Sobretudo agora, quando a Europa se encontra numa encruzilhada perante um grupo dirigente russo que é um verdadeiro desafio à estabilidade e à segurança do nosso continente.

 

 

Demissão, o passo natural que quem perde deve dar

É prática habitual, nas democracias, que um líder partidário peça a demissão, após uma derrota pesada numa eleição. Uma derrota a sério descredibiliza politicamente quem esteve à frente da campanha. Tentar justificar o fracasso com a maneira como os adversários conduziram a sua estratégia é uma desculpa de mau pagador.

Trata-se de assumir a responsabilidade, que é isso que se espera de um dirigente democrático. Não é algo que deva ser pedido de fora, do exterior do partido. Mas também não deveria ser necessário chegar-se a uma situação em que a queda é imposta a partir de dentro. Deveria, isso sim, ser uma decisão imediata e livre do líder. Assim se percebe quem tem estofo de líder, quem compreende o que significa ser responsável e ter espírito democrático.

O PSD e o Monsieur Dupont

Não tive a oportunidade de seguir de perto o congresso do PSD. O mesmo terá acontecido à maioria dos portugueses. Assim, a pergunta que faço – e que muitos farão, os que viram a coisa de longe – é a de tentar perceber que imagem ficou, agora que esse acontecimento político chegou ao fim.

A resposta é difícil, porque o partido não tem bandeiras muito nítidas.  Dá a impressão que pode ser a alternativa a um governo liderado pelo PS, mas não avança com propostas concretas e mobilizadoras. É tudo muito genérico, mais do mesmo, mas dito por gente que não é do PS. Ora isso não é suficiente. Parece ser apenas conversa, propaganda partidária, sem nada de verdadeiramente transformador.

O país precisa de mensagens que sejam vistas pelos cidadãos como potencialmente transformadoras. E que digam respeito ao quotidiano das pessoas bem como ao futuro dos seus filhos, ou seja, que puxem o país para a frente. Só assim se mostrará garra política e espírito de missão. Sem isso, o resto é mais do mesmo, com personagens cinzentas e que projectam uma imagem oportunista.

Reflexões actuais

Duas breves notas políticas, tendo em conta a actualidade que se vive. Primeira: a ironia nem sempre é entendida. Pode mesmo acabar por ser utilizada contra quem a procurou utilizar. Em coisas sérias, como por exemplo em questões de defesa, é melhor ser-se claro e chamar os bois pelos nomes. Segunda: recuar, quando se tem razão, é sinal de fraqueza. Diminui a credibilidade do líder que assim procede. E a credibilidade é um bem precioso

A caminho das eleições

A mais de dois meses e meio das lições legislativas é muito difícil fazer prognósticos. Estamos num período de grandes incertezas e mudanças. Os acontecimentos que poderão ocorrer neste período pré-eleitoral e as campanhas que vierem a ser feitas pesarão mais do que o que tem sido habitual.

Também será importante escolher bem os candidatos que desempenharão um papel de bandeira. É aí que os partidos estabelecidos há mais tempo poderão ter alguma vantagem. Os novos partidos não têm gente conhecida e com credibilidade suficiente. E não vão conseguir apresentar listas de candidatos convincentes.

Um exemplo concreto é o do partido Chega. Além do chefe, não têm mais ninguém que se veja. A própria direcção central está cheia de pessoas de passado duvidoso. E o resto é gente sem experiência. Isto, independentemente das ideias que defendem, que são poucas, pobres e primárias.

Vai ser interessante analisar todo o processo.

Da COP26 a Portugal

Os discursos dos líderes, neste dia inaugural da COP26, foram positivos. As palavras contam. E elas mostraram que existe uma boa compreensão do que está em jogo, no que respeita às mudanças climáticas e ao aquecimento global. O grande problema é o passar das palavras às políticas e destas, à sua implementação. É preciso não deixar a bola parar. E continuar a investir na inovação tecnológica, que permita que haja progresso sem que o saldo seja negativo, em termos das emissões de carbono e da destruição do meio ambiente.

Xi Jinping, Vladimir Putin e Jair Bolsonaro não fizeram a deslocação a Glasgow. O verdadeiro problema é o presidente brasileiro. Esteve em Roma, na reunião do G20, durante o fim-de-semana e voltou para casa. Não acredita na questão do aquecimento global. Está a transformar uma parte da Amazónia em terras de cultura e de pastagem. E assim sucessivamente. Ora, o Brasil é um país-chave em matéria de meio ambiente.

Xi Jinping não sai para o estrangeiro desde o início da pandemia. Mas comprometeu-se a não financiar nem apoiar novos projectos de centrais de carvão fora da China. Tem, no entanto, um grande problema de poluição interna. Sabe que não haverá outra alternativa senão tratar do problema.

Vladimir Putin achou que não teria nada a ganhar com a deslocação quer a Roma quer a Glasgow. Está cada vez mais preso numa lógica de confrontação, como se o mundo de hoje fosse o de há trinta anos. No actual jogo geoestratégico, as escolhas de Putin são vitórias marginais.

Mas hoje não vamos entrar na geoestratégia. Nem vamos cair no outro extremo e falar das querelas que agora se abriram na política interna de Portugal. Que são tão miudinhas que parecem uma disputa de recreio. Ora, não o são. É o futuro de Portugal que está em causa.

 

 

 

O movimento dos votos

Depois de falar durante duas horas, numa aula que dei no Instituto da Defesa Nacional, para contar a minha experiência na área da resolução de conflitos, fiquei sem forças para tentar entender a situação política actual. Li alguns comentários especulativos, mas nada de muito convincente. Fico para já com a hipótese de um jogo de António Costa. No seguimento das autárquicas, vê que o BE e o PCP estão muito fracos e pensa poder conquistar os votos que estes irão perder nas próximas eleições gerais. É, no entanto, um jogo arriscado. Uma parte dos eleitores do PCP poderá votar no Chega e não PS. São pessoas de recursos modestos e que sentem a necessidade de votar numa oposição forte. O Chega não é essa oposição, mas é o que se pode arranjar, como diria o outro. Quanto ao eleitorado do BE, é possível que alguns segmentos votem no PS. Mas isso não chegará para compensar as perdas que o PS terá, por transferência de votos para o PSD, o PAN e a Iniciativa Liberal.

Um novo ciclo político

O Partido Socialista resistiu às pressões vindas da extrema-esquerda. É isso que me parece ser de assinalar. E de pôr a crédito de António Costa. Quanto ao resto, ao futuro, as eleições antecipadas, que parecem agora inevitáveis, mostrarão qual é o rumo que os eleitores querem dar ao próximo ciclo de governação. Alguns dirão que esta não é a melhor altura para que ocorra uma campanha eleitoral. Em relação a isso, penso que o país mudou desde 2019. Os eleitores terão a oportunidade de actualizar o quadro político.

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