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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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As nossas vacas sagradas

Uma das conclusões que retirei da minha última viagem à Índia é que não serve para grande coisa ser-se uma vaca sagrada. As pessoas passam ao lado, continuam preocupadas a tratar da sua vida e o bicho anda por ali a vaguear, intocável mas sem qualquer tipo de influência. Dir-se-ia, em muitos casos, que se tornaram invisíveis, apagadas pela azáfama do quotidiano. 

Lembrei-me disto ao ver as nossas pretensas “vacas sagradas”, sobretudo as políticas, a serem ignoradas da mesma maneira. Os cidadãos, tal como na Índia, pouco ou nada lhes ligam. Elas continuam a aparecer nos lugares públicos, mas a veneração que o “sagrado” lhe dera noutros tempos parece ter desaparecido. O que conta, agora, é lutar pelo dia a dia e evitar as burocracias que têm muito pouco de espiritual. 

Com calma

Aqui, neste espaço, a amizade verdadeira conta mais do que as divergências políticas. A amizade dura mais. As opiniões políticas, ou mudam com o tempo, ou são cegas, e nessa altura não vale a pena estar a insistir.

Também aqui, a força do argumento pesa mais do que a berraria descabelada. Berra-se muito, na nossa cena política. Mas isso não leva água a nenhum moinho. É, pelo contrário, sinal de fraqueza, sobretudo da mente.

De Paris a Lisboa, palavras de Ano Novo

No seu discurso de Ano Novo, o Presidente da República quis combater o pessimismo generalizado, a desmotivação reinante neste momento na sociedade, a maledicência, que se transformou numa espécie de passatempo nacional. Pintou, na verdade, um retrato do país que mostra a existência de uma crise moral aguda e de uma perturbação profunda da vida política, que deixou de ter a credibilidade necessária.

Creio que as palavras do Presidente Hollande podem ser igualmente lidas noutros cantos da Europa, incluindo nas terras da beira-Atlântico.

Preocupados com as moscas

Não sei por que razão, mas a minha neta, com três anos e vários meses, fez-me pensar nos políticos portugueses.

 

Vou explicar.

 

Foi ao Jardim Zoológico – está uma maravilha, vale a pena visitar – e ficou largos minutos em frente do tigre, olhos nos olhos, apenas o vidro a separá-los. Sem medo nem nenhuma reacção de alarme. Depois, num repente, deu um salto para o lado e lançou um grito de desespero: Uma mosca!

 

E afastou-se rapidamente do local. 

A política da casa não dá para entender

Com as câmaras municipais endividadas até ao nariz – e muitas delas, pura e simplesmente falidas – ainda estou para perceber como há tanta gente interessada em concorrer às eleições autárquicas e à procura de um lugar de presidente de câmara.    

 

Será que são todos ou quase todos masoquistas? Ou “pirómanos”, que querem ajudar a enterrar ainda mais a vida pública? Ou acharão que têm alma de salvadores da nação?

 

Não há dúvida que cada vez percebo menos da política portuguesa.

 

Jantares informativos

É sabido que os serviços de espionagem que operam a partir de algumas das embaixadas estrangeiras sitas em Lisboa apenas precisam de um cartão de crédito para obter informações. Ou seja, convidam as personalidades portuguesas para jantar e, durante o repasto, os nossos falam de tudo e de todos.

 

 

Diagnósticos

Temos um problema de coluna vertebral.

 

Este foi o diagnóstico feito hoje à tarde, por pessoa amiga, sobre a maneira como os ministérios reagem à incompetência de certas equipas ministeriais. Os quadros superiores, embora reconheçam o absurdo que caracterizou certas nomeações recentes para postos no governo, calam-se e fingem que sim.

 

A pensar no fim-de-semana

Um dos diários económicos relata, na edição de hoje, que no primeiro semestre deste ano não houve investimento estrangeiro no sector do imobiliário comercial em Portugal. Nunca tal havia acontecido, nas décadas mais recentes.

 

Como interpretar? Fácil: não há confiança. E que deduzir dos resultados da chamada “diplomacia económica”? A resposta também não é difícil: não está a produzir resultados.

 

Deve, no entanto, dizer-se que o problema não é só português. Numa conversa em que participei, também hoje, com representantes de um grande banco do centro da Europa, falou-se na possibilidade de investir numa grande empresa pública italiana. A decisão foi aquilo a que chamaria “ambiguamente clara”: não deve ser considerado prudente investir nos países da zona euro que estão ou possam vir a estar em crise financeira…

 

Assim, subtilmente, se vai acentuando a destrinça entre uma zona económica de primeira e outra, que convém ignorar.

 

Os políticos – a começar pelos nossos – deveriam reflectir sobre isto a sério. E enfrentar a realidade com coragem. Mas, como diriam alguns, se os políticos soubessem reflectir sobre estratégia de economia e de desenvolvimento, e não apenas sobre intrigas e tricas, não teriam sucesso na vida partidária. E se tivessem coragem para enfrentar os problemas, seriam corridos dos partidos em que estão oportunamente filiados…

Incestos

A Assembleia da República acaba de nomear dois deputados para o Conselho de Fiscalização do Sistema de Informações da República Portuguesa (CFSIRP). Um deles vai mesmo servir como presidente desse Conselho de vigilância das “secretas”.

 

Num exemplo de renovação da classe dirigente portuguesa, os escolhidos são dois políticos que chegaram à política por serem filhos dos seus papás, que, por sua vez, foram homens políticos de marca. É a renovação em família. 

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