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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Quando darão à luz a eutanásia?

Como já aqui o disse, sou a favor da eutanásia medicamente assistida. E fico à espera da lei portuguesa que a permita. Entretanto, com todos os vetos e pedidos de esclarecimento do Tribunal Constitucional, no dia em que esse diploma legal for finalmente aprovado vai certamente ser a lei mais bem elaborada do mundo. É verdade que, entretanto, o tempo vai passando. E quem sofre de modo insuportável terá de ter paciência. Felizmente que este é um país de gente paciente. Aprende-se a ser paciente quando a maioria das coisas não funcionam e também quando os poderosos só aprovam coisas destas quando a inspiração divina lhes chega do céu.

Mais um passo errado

António Costa está metido numa grande encrenca, que ele tem vindo a criar de modo acelerado. Cada nova remodelação resulta numa diminuição do nível médio dos governantes. A de hoje confirmou inegavelmente essa tendência. O novo ministro das Infra-estruturas é uma espécie de ministro dos calhaus. O seu percurso político tem-no demonstrado. Também sabe provocar enxurradas políticas. Mas calhaus e enxurradas não dão credibilidade. Antes pelo contrário. Estamos perante uma costa muito inclinada.

Os diamantes brilham mais do que os políticos

Ficou claro que nem o ministro da defesa nem o primeiro-ministro informaram o Presidente da República, que é o Comandante Supremo das Forças Armadas, das suspeitas existentes, desde finais de 2019, relativas a actividades criminosas de alguns membros das nossas tropas de elite destacadas na República Centro-Africana. Eu, se estivesse no lugar do Presidente, não teria achado piada a esse jogo do escondido.

Por outro lado, é estranho que a acção da Polícia Judiciária só tenha acontecido quase dois anos depois da denúncia. O problema não deve ter sido do lado da PJ.

Ponto três: fui responsável máximo de forças militares e de polícia na Serra Leoa, terra onde os diamantes abundam, e também na República Centro-Africana. Em certas aldeias onde estavam as nossas tropas, na RCA, havia mais lojas de comercialização de diamantes do que de alimentação geral. Era o caso ao longo da fronteira com o Sudão. Nunca tivemos qualquer problema relacionado com diamantes ou ouro. Os chefes militares tinham instruções especiais sobre a questão e havia, além disso, um serviço civil de informações que andava de olhos abertos e era constituído por agentes da ONU vindos de países distintos daqueles a que pertenciam as forças destacadas.

O discurso sobre a inclusividade

No seu discurso comemorativo do 5 de Outubro, o Presidente da República pronunciou, repetidamente, a palavra “inclusivo”. A mensagem sobre “um Portugal mais inclusivo” apareceu assim como uma preocupação maior. Ou seja, o Presidente reconhece que existe uma parte do país que não está a beneficiar do progresso económico e social que é visível nalgumas camadas sociais.

Dito de outra maneira, a mensagem era sobre as crescentes desigualdades que são cada vez mais visíveis. Mas onde está a intenção política e o plano para combater essas desigualdades? Essa é a grande questão que fica no ar, após as suas palavras.

Uma nota breve sobre a eleição presidencial

A eleição presidencial correu bem, apesar das circunstâncias excepcionais que o país vive. Foram organizadas de modo eficiente e os cidadãos puderam votar, segundo a sua vontade. Foi um dia de maturidade cívica.

Felicito o vencedor, Marcelo Rebelo de Sousa. E reconheço o esforço e empenhamento dos outros candidatos, independentemente das suas posições ideológicas.

Não sou dos que pensam que a democracia saiu mais fraca desta eleição. Antes pelo contrário. 

Votar é muito importante

Estamos a menos de três dias da eleições presidenciais. Por outro lado, estamos cercados por uma pandemia que não cessa de crescer. Ou seja, vivemos dias que nada têm de normal. Como ir votar, numa situação destas?

Essa é uma das questões do momento. A outra tem de ver com a validade de uma eleição realizada numa altura de circunstâncias excepcionais. Mas, válida ou menos válida, a eleição terá lugar neste domingo. E quem puder deverá ir votar. Com todas as precauções e mais algumas, mas será importante ir.

Os apoiantes extremistas irão certamente. Por essa razão, é fundamental que os outros, os cidadãos que não se identificam com extremismos, populismos e demagogias, o façam também.

Este blog não tem a pretensão de dar conselhos sobre as escolhas políticas de cada um. E assim será desta vez, seguindo a tradição. Os leitores que me seguem não precisam da minha recomendação sobre este ou aquele candidato. São gente madura, que conhece bem o que está em jogo, que na frente doméstica quer nas nossas relações com o resto da Europa e mais além.

Assim, a única referência que farei diz respeito ao acto de votar. A ausência será um risco que não convém correr. Um risco maior do que o outro, pois esse pode ser atenuado com uma máscara, uma esferográfica pessoal e álcool.

A nossa falta de coragem política

O Presidente da República e o Governo não tiveram a coragem política necessária para impor um Natal com restrições. Quando esta questão é levantada, escondem-se por detrás dos partidos políticos, que foram consultados, e mais e mais, e até queriam mais rédea solta. Mas a responsabilidade da governação não cabe aos dirigentes dos partidos. E também não é desculpa dizer que se contava com o bom senso dos portugueses.

A Bélgica, que tem um número de habitantes semelhante ao nosso, restringiu ao máximo os encontros de Natal. Está agora com menos de 2 mil novas contaminações diárias. Um número muito inferior ao que contabilizamos em Portugal, neste momento.

A declaração presidencial

A comunicação do Presidente da República foi suficientemente clara. Lembrou-nos que a situação é grave, no que respeita à pandemia da covid, e que continuará a sê-lo durante os próximos meses. Os sistemas de saúde estão à beira da ruptura e, por outro lado, a economia está a ser profundamente abalada. Assim, o estado de emergência irá continuar – foi esse um dos avisos que fez – durante o mês de dezembro e para além desse período.

Pessoalmente, não vi nenhuma contradição maior entre o que disse e a maneira como o governo tem estado a encarar a pandemia. Penso, no entanto, que deveria ter insistido mais no que se espera de todos nós em matéria de comportamentos que evitem o risco. É aí que está uma das respostas mais importantes à crise sanitária. Na China, na Coreia do Sul, em Singapura, e noutros países, a disciplina cívica – nomeadamente o uso generalizado de máscaras – tem desempenhado um papel fundamental.

É, no meu entender, altura de começara falar disso com mais insistência e de um modo que possa ser entendido por todos. A política tem muito que ver com o comportamento dos cidadãos. Se o comportamento for o adequado, não haverá necessidade de fechar trinta por uma linha.

 

Uma visão da campanha presidencial

Um candidato, homem ou mulher, às próximas eleições presidenciais portuguesas tem que se demarcar muito claramente de Marcelo Rebelo de Sousa, para que a sua candidatura faça sentido. Declarações genéricas sobre a democracia e a liberdade não marcam pontos. A democracia e a liberdade são fundamentais mas não estão ameaçadas no Portugal de hoje. Fazer desses dois temas as bandeiras principais é insuficiente para marcar posição e conquistar votos. O que deve estar em causa é uma visão diferente, inédita e promissora, do futuro de Portugal, não apenas no período pós-covid, mas num horizonte mais amplo. O candidato que queira ter alguma hipótese, algo que não será nada fácil, de qualquer modo, tendo em conta o apoio popular de que goza o actual presidente, tem que saber falar do nosso futuro colectivo de uma maneira que inspire e mobilize. Na minha opinião, seria aí que estaria o segredo de uma boa campanha. E trataria de um tema que Rebelo de Sousa não consegue imaginar.

 

Os britânicos e a nossa maneira de tratar destas coisas

A decisão tomada ontem pelo governo britânico exclui Portugal da lista dos chamados “países seguros”, em matéria de contágio. É óbvio que essa exclusão tem um impacto muito forte sobre a imagem do nosso país e os sectores económicos dependentes do turismo. Afasta os viajantes que viriam do Reino Unido e não só. Nestes tempos de grandes medos, a decisão acaba por afectar outros potenciais turistas, noutros mercados europeus.

A verdade é que o país, visto no seu conjunto, e é assim que as coisas se decidem quando olhadas de longe, não está bem. Os indicadores mostram um nível de contágio elevado. Foi isso que levou os britânicos a decidir como o fizeram. Assim, as reacções oficiais ou de gente com poder institucional aqui na nossa terra não me parecem ter sido adequadas. Foram demasiado emocionais e violentas. Patrioteiras, diria o outro...

Não é assim que se faz política, num caso como este. Eu teria simplesmente expressado o desapontamento e acrescentado que tudo seria feito, incluindo junto do governo britânico, para explicar melhor a situação portuguesa e obter uma mudança na apreciação. E ficava por aí.

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