Portugal é grande quando abre horizontes

21
Ago 19

O SAPO anda por aí a perguntar a certas pessoas qual seria a sua prioridade número um, se fossem o próximo Primeiro-Ministro, após as eleições legislativas de Outubro. Acho que é uma boa iniciativa. Mais ainda, creio que cada português – homens e mulheres – se deveria interrogar da mesma maneira. Daí resultaria, certamente, um sentido mais apurado do que falta fazer no nosso país. Todos ganharíamos com esse exercício.

publicado por victorangelo às 21:00

06
Ago 19

A anunciada greve dos motoristas de combustíveis e outras matérias perigosas não pode paralisar o país. Se o fizer, estará a afectar de modo profundo o conjunto da economia nacional, a vida das pessoas e os interesses estratégicos do país. Politicamente, isso não será aceitável. Exigirá, assim, uma resposta política determinada. O Primeiro-Ministro tem que falar ao país sobre este assunto, sem mais demoras. Explicar o que tenciona fazer. Como pensa responder a uma ameaça tão séria como esta. Para além das outras consequências de grande impacto nacional, a liderança do Primeiro-Ministro e a autoridade do governo estão em jogo. Não há outra solução para além de uma resposta firme e clara.

publicado por victorangelo às 22:43

05
Fev 19

O Presidente da República visitou ontem o problemático Bairro da Jamaica, no Seixal. Foi uma visita inapropriada e errada.

O Presidente tem o direito de visitar o que entende. Mas, enquanto Chefe de Estado, todas as visitas têm uma leitura política. E mais ainda esta, que pareceu dirigida contra o Governo, em particular contra as declarações do Primeiro-Ministro na Assembleia da República sobre os incidentes que ocorreram nesse bairro, e contra a ordem pública, representada pela PSP.

O Presidente tem que saber encontrar um equilíbrio entre a proximidade com os cidadãos e o respeito pelos pilares institucionais da República. Não pode, de modo algum, alinhar-se de um lado sem ouvir, de preferência em simultâneo, o outro. Tem que ouvir com as duas orelhas e manter o cérebro no meio.

É verdade que, entretanto, teve o apoio verbal de um radical da extrema-esquerda. Mas isso é pouco. Pode mesmo ser visto como um certo tipo de infantilismo a apoiar um outro tipo de infantilismo. Tudo sem sentido de Estado.

Será certamente lembrado quando a próxima campanha eleitoral para as presidenciais tiver lugar.

publicado por victorangelo às 16:32

01
Fev 19

Vista com alguma distância e sabendo o que se sabe sobre as imensas dificuldades do Sistema Nacional de Saúde, e também sobre a situação económica da maioria dos que têm que recorrer ao SNS, a greve dos enfermeiros parece-me situar-se para além do razoável. É certamente profundamente questionável, quer do ponto de vista da ética social quer ainda da lei da greve. Marcadamente excessiva.

Precisa de uma resposta política coerente. Essa resposta não pode ser dada apenas pela Ministra da Saúde. Deve competir ao Primeiro-Ministro. A gravidade das implicações desta iniciativa contestatória não permite que António Costa fique calado. De modo algum. É uma questão de liderança perante uma questão de interesse nacional.

PS: Depois de publicar este escrito, vi que o Primeiro-Ministro falou e foi claro. Só posso acrescentar, muito bem! Muito bem, na verdade! Apoio o que disse.  

publicado por victorangelo às 17:35

27
Out 14

Não escrevi aqui sobre as recentes declarações do Ministro dos Negócios Estrangeiros, aquelas que abertamente violaram o que deve ser considerado segredo de Estado. Ou, dito de outro modo, o que qualquer um, na normalidade do seu juízo, teria reconhecido como matéria altamente confidencial, por tocar em questões ligadas ao terrorismo do ISIS, ou Estado Islâmico, e também por colocar em risco a integridade física dos visados. Não escrevi por considerar que no caso do ministro em questão não vale a pena estar a perder tempo. Já outrora falara sobre a sua falta de competência para o lugar que ocupa. Disse-o duas ou três vezes. Ninguém com autoridade ligou a essas observações. Alguns disseram mesmo que a crítica teria outras intenções. Se voltasse a escrever agora sobre a nova argolada monumental – e sancionável criminalmente, perante a lei que rege o Segredo de Estado – seria chover no molhado, voltar a frisar que o homem não sabe o que o que anda a fazer nas Necessidades. Nesta altura do ciclo político, já nem vale a pena estar a repetir o que todos sabem. Mas trato hoje do assunto para sublinhar que é um erro grave, mais um, o Primeiro-ministro não reconhecer que estas coisas têm importância. Passar por elas a fingir que não há problema é uma prova de falta de liderança. E quando a liderança falha ou não se assume, nas próximas eleições trata-se do assunto como deve ser.

publicado por victorangelo às 20:06

25
Set 14

Este início de Outono está cheio de tempestades políticas.

 

No PS, vai cair um líder que as personalidades do partido nunca aceitaram e que tiveram agora a oportunidade de o dizer às claras. Seria interessante perceber as verdadeiras razões da antipatia, que é visceral, para além da retórica política do mais à esquerda ou mais à direita. Quem tiver tempo e queira fazer uma tese sobre isso, tem aqui um tema original.

 

Do outro lado, ao nível do governo, o Primeiro-ministro está profundamente fragilizado. Nunca o vi assim. Está preso por um fio. Depois das trapalhadas recentes nas áreas da Educação e da Justiça, sem que tenha havido qualquer tipo de consequência política – eu teria demitido os ministros, com elegância, dizendo em público que haviam pedido a demissão – temos agora um caso muito grave, que atinge a cabeça da governação. Com as dúvidas sobre o comportamento de Passos Coelho enquanto deputado, na segunda metade da década de noventa, o governo e a coligação que o apoia estão destabilizados. E o Primeiro-ministro está numa posição insustentável. Tem que dizer se sim ou sopas.

 

O recurso à Procuradoria-Geral da República é uma manobra de diversão. A PGR nada pode fazer em relação a um possível crime que já está prescrito. Nem a questão é um assunto de tribunais. Esse tempo já passou. Hoje, trata-se de uma matéria de alta relevância política. E deve ser resolvida, pelo PM, de modo político. Deve vir para a frente e dizer, se sim ou não. Se cometeu ou não aquilo de que é acusado.

publicado por victorangelo às 14:44

24
Set 14

Não sei se estamos à beira de uma crise política ou não. Mas, as acusações de crime fiscal feitas contra o Primeiro-ministro Passos Coelho são graves. Precisam de ser esclarecidas sem demora. Nestas coisas, não pode haver águas turvas.

publicado por victorangelo às 14:07

31
Ago 14

O populismo simplista que se apoderou da vida política portuguesa e da opinião pública levou o primeiro-ministro a optar por uma low-cost, no sábado, quando se deslocou a Bruxelas. Chegou com três ou quatro horas de atraso à cimeira europeia.

 

O leitor mais malandreco dirá que isso não trouxe mal algum ao país. Que os nossos líderes pouco ou nada pesam em Bruxelas.

 

Não sei. Sei apenas que um primeiro-ministro não pode estar sujeito às vicissitudes dos voos comerciais, sobretudo dos low cost, quando se trata de representar o país. É assim que se faz política internacional. É assim, também assim, que um país se dá ao respeito.

publicado por victorangelo às 23:37

16
Abr 14

Creio que já o disse aqui, mas volto a repetir que em matéria política a credibilidade é fundamental. O líder deve ter sempre presente que precisa de manter e salvaguardar a sua credibilidade. Essa é a questão que deve estar permanentemente no centro das suas preocupações.

 

Por outro lado, os cidadãos têm que manter a confiança no líder. Só assim se pode governar com um mínimo de sucesso. Só assim se consegue fazer avançar a agenda política. Só assim damos uma impressão de um país positivo, não de uma nação que está zangada consigo própria.

 

Que fique claro. Quando se perde a credibilidade é praticamente impossível recuperá-la. Essa foi uma das lições que aprendi na minha vida pública internacional. Uma vez perdida, as muitas tentativas que o líder faça, para a tentar recuperar, são meramente patéticas e sem resultados.

 

Ontem, a entrevista do primeiro-ministro, por muito bem que lhe possa ter corrido, fez-me pensar nisto.

 

Como também penso na questão da credibilidade quando vejo François Hollande tentar recuperar a imagem perdida. Parece-me, no seu caso, muito difícil. Mas, mesmo assim, talvez menos do que no caso que temos em Portugal.

 

A conclusão que deve ser tirada de tudo isto é muito clara.

publicado por victorangelo às 20:57

16
Ago 13

O discurso de Passos Coelho no Pontal foi maçudo e pouco próprio para um comício popular.

 

Como a coisa foi transmitida em directo pelas televisões que emitem por cabo, o homem perdeu uma oportunidade importante de fazer passar umas mensagens.

 

O estilo professoral, dedutivo e pormenorizado, com todas as ideias bem explicadas ao pormenor torna a comunicação intragável. O cidadão desliga e os comentadores irão aproveitar os pedaços do monólogo que melhor servirem os seus interesses pessoais e as agendas políticas dos seus patrões.

 

Que andarão os assessores de imprensa de S. Bento a fazer? Ou serão apenas mais uma série de miúdos, sem experiência nem saber profissional, mas com tacho, que a filiação partidária assim o permite? 

publicado por victorangelo às 23:03

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