Portugal é grande quando abre horizontes

15
Dez 14

Hoje uma parte da Bélgica esteve parada. Nalguns casos, como aconteceu no aeroporto, a paragem foi total. O espaço aéreo havia sido fechado ontem à noite e só voltará a abrir às 22:00 horas de hoje.

Foi um dia de greve geral, que se fez sentir nas diferentes regiões linguísticas do país.

A maneira como foi organizada acarretou a paralisação de quase todos os sectores. Mesmo quem não queria fazer greve optou por ficar em casa, para evitar problemas de barragens de trânsito e outras confusões ligadas aos piquetes de greve. Como se costuma dizer, organização é tudo! E, hoje, a organização permitiu um impacto maior do que a participação efectiva e deliberada na greve.

As duas principais razões do movimento grevista têm que ver com a decisão do governo de não aceitar, em 2015, e apenas nesse ano, para já, que os salários sejam indexados à taxa de inflação – uma prática de indexação que existe há muitos anos e que tem ajudado a manter o poder de compra – e, segunda razão, com o aumento da idade da reforma.

Estas duas medidas transformaram-se nas bandeiras da mobilização social.

Curiosamente, os polícias não pararam hoje. Acharam que seria inoportuno estar em greve quando a ordem pública poderia precisar deles. Vão fazer, amanhã, das 07:00 às 08:30 horas uma acção sindical que é, na realidade, uma greve de zelo. Vão passar, durante essa hora, o trânsito a pente fino: documentos, controlos técnicos, extintores, tudo vai ser pretexto para reduzir a fluidez do trânsito, nesse espaço de tempo, a uma velocidade de caracol.

Depois, irão manifestar-se à frente do ministério, antes de voltar ao serviço habitual.

Entretanto, a questão se coloca é muito clara: é preciso negociar. Em democracia, tudo se deve resolver pelo diálogo.

publicado por victorangelo às 19:57

11
Jun 14

A pensão de reforma na Bélgica tem um limite máximo, por casal: não pode ultrapassar os 2723 euros. Também tem limite mínimo: 1263 euros. Ou seja, amplitude entre uma e outra, no que respeita à pensão legal, não é desproporcionada.

 

A diferença está nos complementos de pensão. Quem tiver aderido, ao longo da vida activa, a um esquema complementar privado de descontos, receberá, uma vez aposentado, um valor adicional.

 

Estes montantes, praticados numa economia bem mais rica que a portuguesa, estão, no entanto, neste momento, a levantar a questão da sua sustentabilidade. Há um consenso cada vez maior que as pensões, tal como são pagas hoje, não são sustentáveis, em virtude do crescimento contínuo da esperança de vida das pessoas com mais de 65 anos.

 

Para já, o primeiro passo vai no sentido de encorajar os cidadãos a adiar voluntariamente a idade de entrada na reforma.

publicado por victorangelo às 20:07

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