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Crescemos quando abrimos horizontes

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Isabel II: reflectir sobre a sua popularidade

Ninguém é obrigado a fazer fila durante 12 ou mais horas para passar uns segundos em frente do caixão de Isabel II. Que centenas de milhares de pessoas o façam é extremamente significativo: a Rainha, enquanto pessoa, marcou várias gerações de britânicos e de outros povos do Commonwealth. Também foi claramente apreciada por muitos que nada têm de ver com a história e a cultura do Reino Unido e dos países a ele ligados. Uma das características que poderá explicar um nível ímpar de apreço será a serenidade com que exerceu a função. A serenidade é um atributo pouco frequente entre os líderes políticos. Poderá dizer-se que no seu caso era fácil ser serena, na medida em que o cargo era permanente e vitalício. Mas ela sabia que nos dias de hoje, nada na política pode ser tido como favas contadas. A opinião pública pesa muito e é muito instável. Perde-se com facilidade, na actividade da governação, a credibilidade. Ela não a perdeu.

Isabel II: uma figura histórica que se apagou

A Rainha Isabel II, que hoje faleceu, tinha o apoio geral dos seus concidadãos, que por ela tinham uma enorme veneração, e era respeitada nas mais variadas partes do mundo. Os setenta anos do seu reinado, com briefings diários sobre o estado do seu país e do mundo, permitiram-lhe adquirir uma visão completa das enormes transformações que foram ocorrendo ao longo das décadas. Apesar dessa experiência ímpar, manteve sempre uma atitude cordial e reservada, como o protocolo, a tradição e as regras do funcionamento do sistema britânico o exigiam.

Alguns dirão que a monarquia é uma aberração. Mas a verdade é que os eleitores britânicos defendem esse tipo de organização do poder e tem muito orgulho em que assim seja. Não cabe, a nós, estrangeiros, criticar aquilo que os nacionais do Reino Unido consideram como o sistema que mais lhes convém.

Aqui fica a minha homenagem a Isabel II.

Os diferentes modelos de democracia

O Reino Unido muda amanhã de primeiro-ministro. É um processo muito peculiar. Os membros do partido maioritário no parlamento de Westminster escolhem um novo líder e a Rainha nomeia o resultado dessa escolha como primeiro-ministro. E não há contestação. O que nos faz lembrar que em política é a legitimidade da liderança que conta. Se o processo de substituição do primeiro-ministro é aceite como legítimo pelos diferentes partidos e os cidadãos, não há mais nada a dizer. É assim.

A democracia tem vários formatos. Mas a característica mais importante da democracia é, na verdade, a livre aceitação por parte dos cidadãos do sistema em vigor. Por isso, não me parece judicioso criticar as práticas democráticas de outras sociedades, só porque não coincidem com a nossa própria visão do que deve ser uma democracia. Diria mesmo, se um povo decidir que só podem ser candidatos à presidência da República quem tenha passado por um exame, pouco rigoroso, claro, de tolice e superficialidade, quem somos nós para contestar a legitimidade política e democrática do tolo que venha a ocupar o lugar?

Boris, uma lapa sem vergonha

O que continua a acontecer à volta de Boris Johnson é uma vergonha, excepto que ele não sabe o que essa palavra significa. Mais de 40 membros do governo e da política conservadora abandonaram o barco que Boris pilota – ou melhor, que já não pilota, que se está a fundar. E ele continue agarrado ao poder. Sem se demitir, terá provavelmente que sair quando for votada uma moção de censura. O regime é profundamente parlamentar e só o parlamento o poderá fazer sair, seja por perder a confiança dos deputados do seu partido, seja por virtude de uma derrota, aquando de uma moção de censura. 69% dos eleitores pensam que Boris Johnson deveria pedir a demissão.

De qualquer modo, já garantiu o seu lugar na história britânica: por mentir, na altura do referendo sobre o Brexit; e por continuar a mentir e fazer trapalhadas desde que está no governo.

 

Boris, o palhaço aristocrata

O Primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, é um trapaceiro político sem vergonha e com um grande sentido de superioridade de classe. Hoje perdeu dois dos seus principais ministros, que acharam que era tempo de romper a associação com um político que sem vergonha, um mentiroso descarado e um incompetente caótico. Numa outra situação, isso e outros escândalos recentes levariam à demissão do Primeiro-ministro. Mas com Boris não é bem assim. Ele não se demite. Só se for empurrado pela porta fora.

A democracia britânica tem muitos predicados. Mas também dá azo a este tipo de situações.

 

O Jubileu de Platina

Nesta data em que o Reino Unido comemora os setenta anos de reinado de Isabel II, lembrei a um amigo português que não nos cabe julgar a questão monárquica de um país que não é o nosso. São os britânicos que têm uma palavra a dizer sobre o assunto. E a verdade é que a grande maioria tem a Rainha em grande apreço. Sendo assim, Isabel II tem toda a legitimidade democrática, mesmo sem ter sido eleita, para exercer as funções de Chefe de Estado.

A monarquia no Reino Unido é um elemento definidor da identidade nacional. Enquanto estrangeiros, não podemos de modo algum criticar essa opção do povo britânico. E ao dizer isso, não ficamos menos republicanos.

Um grande impacto sobre a economia da Rússia

O Conselho Europeu aprovou o sexto pacote de sanções contra a Rússia. Apesar de não ser um pacote tão forte como o esperado, por razões que têm de ver com a situação na Hungria, foi uma decisão importante. Mas a notícia deveras significativa de hoje é outra. A UE e o Reino Unido decidiram proibir os navios que transportem petróleo russo de segurar a carga e o navio nas praças de seguros de Londres ou europeias. Ora a praça de Londres é de longe a mais importante em matéria de seguros marítimos. Ao ficar inacessível desfere um golpe muito profundo na capacidade russa de exportar petróleo e os seus derivados por via marítima. Esta é uma das sanções que mais atinge as receitas externas da Rússia.

 

O Conselho de Segurança da ONU

Uma das vítimas colaterais da agressão russa contra a Ucrânia é o Conselho de Segurança da ONU. Já estava muito dividido antes da crise. Agora, irá ter muitas dificuldades para poder chegar a resultados concretos, em muitas matérias que nada terão de ver com a Ucrânia, mas que exigirão o acordo dos membros permanentes. Esta crise vai pôr o pilar da paz e da segurança num impasse.

 

Boris, um político leve e manhoso

Contra todos os pareceres científicos, Boris Johnson anunciou esta tarde que as medidas restritivas, destinadas a controlar a propagação da covid-19, iriam ser levantadas dentro de duas semanas, no que diz respeito à Inglaterra. Em matéria de saúde pública, cada nação do Reino Unido tem autonomia própria. Por isso, o seu anúncio limita-se à parte inglesa do país.

Esta decisão política é um sinal de fraqueza. O PM sabe que as normas impostas são cada vez mais ignoradas pela população. Basta ver as fotografias do fim-de-semana para se perceber isso: gente por toda a parte, nos bares e noutros locais públicos, sem distância nem máscara, na maioria dos casos. Os especialistas queriam que as normas em vigor fossem aplicadas com seriedade e disciplina. Boris não teve coragem para isso. Decidiu permitir o que já estava a ser praticado.

Entretanto, o número de casos diários, na Inglaterra como por cá, continuam a aumentar. É verdade que há menos óbitos. Mas é igualmente um facto que a expansão da pandemia não é algo que possa ser levado de modo ligeiro. Tem múltiplos impactos: humanos, económicos, sociais e nas relações entre os Estados.

 

Merkel e Macron a jogar fora do campo

É difícil de entender a razão que levou, na véspera da reunião do Conselho Europeu, Angela Merkel e Emmanuel Macron a sugerir a hipótese de uma cimeira entre a Europa e Vladimir Putin. A sugestão foi feita de modo inesperado, sem qualquer consulta com os outros líderes europeus. Contribui para novas divisões entre os europeus, com a Polónia e os Países Bálticos a dirigirem a oposição à proposta e a reforçar a sua posição de porta-vozes de Washington em Bruxelas.

O relacionamento com a Rússia é um assunto muito delicado. Exige muita coordenação entre os aliados europeus. É verdade que há muita matéria que precisa de ser discutida com Vladimir Putin. Mas também é um facto que este não está muito disposto a entendimentos sobre aquilo que é essencial para um melhor entendimento entre as partes.

No mesmo dia em que surgiu a ideia duma cimeira aconteceu um incidente militar grave no Mar Negro entre um navio britânico e as forças armadas russas. A embarcação britânica foi alvo de ameaças e forçada a alterar a sua rota, apesar de navegar num corredor que é reconhecido como internacional. Este incidente aconteceu na pior altura, no que respeita a Merkel e Macron.

Mas acredito que o assunto irá ser aprofundado e que os canais apropriados de consulta acabarão por ser seguidos. A questão é importante para ambos os lados. Mas é preciso encontrar as razões e os temas que levam as partes a um diálogo útil.    

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