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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

O frio que por aí anda

Uma parte dos meus amigos em Portugal está com gripe. Alguns, com broncopneumonia. Sem contar, claro, com os que tremem de frio. Aqui, nestas terras mais gélidas do Norte da Europa, não tenho, nas minhas relações, quem esteja em situações similares.

Só posso desejar boa e rápida recuperação aos que dela precisam, nas terras lusas.

 

Os enfermeiros

Vista com alguma distância e sabendo o que se sabe sobre as imensas dificuldades do Sistema Nacional de Saúde, e também sobre a situação económica da maioria dos que têm que recorrer ao SNS, a greve dos enfermeiros parece-me situar-se para além do razoável. É certamente profundamente questionável, quer do ponto de vista da ética social quer ainda da lei da greve. Marcadamente excessiva.

Precisa de uma resposta política coerente. Essa resposta não pode ser dada apenas pela Ministra da Saúde. Deve competir ao Primeiro-Ministro. A gravidade das implicações desta iniciativa contestatória não permite que António Costa fique calado. De modo algum. É uma questão de liderança perante uma questão de interesse nacional.

PS: Depois de publicar este escrito, vi que o Primeiro-Ministro falou e foi claro. Só posso acrescentar, muito bem! Muito bem, na verdade! Apoio o que disse.  

2019: os votos

Hoje é dia de Ano Novo. Tempo de desejar muitas felicidades aos meus amigos. Muitas, mesmo!

Também, de lhes pedir que nos votos que enviem me desejem muita calma, ideias equilibradas, mas corajosas e inovadoras, e clareza de espírito, para além da sempre necessária boa saúde.

Obrigado.

Afogados na incompetência política

Hoje lembrei-me do velho Deng Xiao-ping (1904-1997). O tal que dizia, por outras palavras mas com o mesmo sentido, que o importante não era a cor do gato, se branco ou preto, mas sim se caçava, ou não, ratos. É o pragmatismo político levado ao extremo.

 

Mas a verdade é que precisamos, no nosso caso bem português, de introduzir uma forte dose de pragmatismo na nossa prática política. Há conversa a mais, ideologia superficial em abundância, e poucos resultados práticos. Ora, o que os cidadãos querem é que o país funcione melhor, que lhes facilite a vida. Esse é o critério que conta. 

 

Ora, estamos e temos estado, nas mãos de incompetentes. O verdadeiro combate político passa pela luta contra essa ineptidão. O Zé que vê a sua companheira esperar às portas do Serviço Nacional de Saúde até já não haver solução não pensa na cor do gato que está no governo. Fica convencido, isso sim, que a incompetência mata os pobres. A Maria, que aos 26 anos ainda anda à procura do primeiro emprego, depois de vários estágios faz-de-conta, compreende agora que o sistema educativo não a preparou para a vida. A incompetência do sistema público de educação dá cabo da vida aos jovens pobres, sem no entanto beliscar o futuro dos filhos dos ricos. E dos políticos… 

 

E assim sucessivamente.

 

 

Um Serviço Nacional de Saúde de país pobre

Dizem-me frequentemente que o Serviço Nacional de Saúde não tem capacidade de resposta, sobretudo nas áreas de tratamento especializadas. E é verdade. Os tempos de espera e as condições das prestações estão muito além do limite que é aceitável. Mas como poderia ser de outra maneira, quando a economia que temos não é suficiente para gerar os recursos necessários, que correspondam aos custos das nossas ambições? Um SNS a funcionar bem precisa de uma economia forte.

Na mesma ordem de ideias, contava hoje a pessoa da família que quanto tive que ser operado a uma catarata disse ao cirurgião qual o período em que eu tinha espaço de tempo para essa operação. Estávamos em janeiro e eu tinha uma abertura nos inícios de abril. E assim aconteceu.

O meu familiar respondeu que isso não seria possível em Portugal. A verdade é que a minha história, que se passou há dois anos, não ocorreu de facto em Portugal. A consulta e a operação tiveram lugar em Bruxelas.

Zika: um mal nunca vem só

Para complicar ainda mais uma situação internacional que já estava bastante complicada temos agora a ameaça de saúde pública que é o vírus de Zika. Esta doença, que resulta de uma picada de um determinado tipo de mosquito, provoca entre outras coisas, microcefalia nos bebés de mulheres infectadas durante a gravidez bem como o síndrome de Guillain- Barré, uma doença que provoca fraqueza muscular.

As populações estão muito preocupadas.

Vários países da América Central e do Sul, incluindo o Brasil, estão ameaçados. Nalguns deles as autoridades sanitárias já fizeram declarações públicas, aconselhando as mulheres a adiarem planos de gravidez por dois anos. O governo do Brasil acaba, por seu turno, de dar ordem a 220 mil militares para colaborarem com os agentes de saúde nas campanhas de destruição dos mosquitos.

Este desafio vai ter um impacto económico e social de monta em toda a região. No caso do Brasil, com os jogos olímpicos à porta, Zika poderá afastar muitos visitantes estrangeiros.

Sida

Comemora-se hoje, como acontece há anos, a luta contra a Sida. É um dia que serve para lembrar todos os que estão atingidos pela doença, bem como o impacto que a Sida tem na vida de certas comunidades particularmente vulneráveis. Por isso, deixo aqui uma mensagem muito especial para todos os que conheci em África e que, directa ou indirectamente, têm que fazer frente a esta pandemia

Uma esquerda moderna e não a dos bacocos

Curiosamente, numa altura em que a UE é governada ao centro, com uma ligeira tendência centro-direita – mas capaz de combinar, embora nem sempre com a clareza que deveria, o liberal e o social – a política portuguesa parece querer apostar na contracorrente. Ou seja, dir-se-ia pronta a empenhar-se numa viragem na direção de uma esquerda estatizante, economicamente conservadora, protecionista e pequeno-burguesa.

Que fique no entanto claro que não há problema algum numa opção de esquerda, mesmo nesta Europa centrista. Mas que seja uma esquerda arejada e moderna, capaz de fazer funcionar a educação, tendo em conta os desafios da cidadania, da economia digital e da sociedade do conhecimento. Capaz também de fazer funcionar o serviço nacional de saúde, e não apenas uma parte desse xadrez, deixando o resto a fingir que existe. Capaz igualmente de reabilitar as instituições que se ocupam das questões fundamentais de soberania, a começar pela defesa nacional e a segurança interna, a justiça, a representação externa e a língua. E acima de tudo, uma esquerda capaz de promover uma economia que atraia os melhores investimentos privados possíveis, que crie emprego moderno e que seja ágil na resposta à concorrência e aos desafios da rápida modernização dos meios de produção, dos mecanismos de mercado e dos novos tipos de consumo.

Essa é a resposta que deve ser construída.

O resto é saudosismo do passado e poesia sem arte, com palavras ocas e declarações sem significado, a não ser o de embasbacar os bacocos.

Um Serviço Nacional de Saúde que não serve

Os tempos de espera nas urgências hospitalares, para já não falar dos casos de morte, mostram que o Sistema Nacional de Saúde está a enfrentar problemas muito sérios. É preciso ver as coisas como elas são e resolvê-las sem mais conversa nem desculpas.

Situações dessas, com esperas de muitas horas, são inaceitáveis num país da UE. São uma discriminação social contra os cidadãos mais pobres. Trata-se da negação de um direito básico a quem não tem meios para pagar cuidados privados.

Nos tempos de hoje, em sociedades como a nossa, uma das principais funções da governação tem que ver com a prestação de serviços de saúde com um mínimo de qualidade e na base do respeito pelas pessoas. O dinheiro público pode ser escasso. Mas, a saúde tem que ser vista como uma prioridade. E a atitude do pessoal médico e paramédico tem que estar inspirada na dedicação e no apreço pelo bem-estar físico e mental das pessoas. De todos.

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