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Crescemos quando abrimos horizontes

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O custo das sanções

https://www.dn.pt/opiniao/nao-ha-democracia-nem-almocos-gratis-15053973.html

Este é o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. Agora, interrompo a escrita até Setembro. 

Cito de seguida umas linhas do texto. 

"Não é apenas o autocrático Viktor Orbán que alega que as sanções têm um efeito boomerang e que acabam por prejudicar mais as economias da UE que a russa. Temos por aí gente boa que também vê a coisa assim. E alguns até se julgam mais espertos que os dirigentes europeus, que, entretanto, já aprovaram sete rondas de sanções contra o regime de Vladimir Putin."

O porquê das sanções

Creio ser útil voltar a falar sobre as sanções que a União Europeia e o G7 estão a impor à Rússia. Esse é um debate que não está concluído, apesar da UE já ter aprovado sete rondas de sanções. Os cidadãos que estão de acordo com as sanções são a maioria. Mas os que as criticam merecem ser tratados com atenção. A opinião pública deve ter uma visão clara do que se pretende obter.

100 dias de agressão

https://www.dn.pt/opiniao/ucrania-olhar-para-alem-dos-cem-dias-da-agressao-14910364.html

Link para o texto que hoje publico no Diário de Notícias. 

"Como já várias vezes referi, as sanções têm fundamentalmente três objetivos. Expressar uma condenação política. Reduzir a capacidade financeira que sustenta a máquina de guerra. E desconectar a Federação Russa das economias mais desenvolvidas, para realçar que há uma conexão entre o respeito pela lei internacional e a participação nos mercados globais.

As sanções deverão fazer parte de uma futura negociação de normalização das relações. Mas só poderão ser levantadas quando o Kremlin deixar de ser visto pela Europa e pelos seus aliados como um regime imprevisível e ameaçador."

Um grande impacto sobre a economia da Rússia

O Conselho Europeu aprovou o sexto pacote de sanções contra a Rússia. Apesar de não ser um pacote tão forte como o esperado, por razões que têm de ver com a situação na Hungria, foi uma decisão importante. Mas a notícia deveras significativa de hoje é outra. A UE e o Reino Unido decidiram proibir os navios que transportem petróleo russo de segurar a carga e o navio nas praças de seguros de Londres ou europeias. Ora a praça de Londres é de longe a mais importante em matéria de seguros marítimos. Ao ficar inacessível desfere um golpe muito profundo na capacidade russa de exportar petróleo e os seus derivados por via marítima. Esta é uma das sanções que mais atinge as receitas externas da Rússia.

 

Pagar os custos da guerra

Defendi hoje que as reservas em divisas do Banco Central da Rússia, que estão congeladas em vários países ocidentais, sejam, na altura apropriada, apreendidas, expropriadas e utilizadas para reconstruir a Ucrânia e pagar as indemnizações de guerra. Uma agressão como a que está agora a acontecer deve acarretar grandes custos para o país que a executa. É uma questão de responsabilização. Cabe ao país agressor pagar todas as reparações e os custos da agressão.

Manter o contacto com Moscovo

O Chanceler austríaco, Karl Nehammer, que lidera um país neutral, que não é membro da NATO, foi hoje a Moscovo. As conversações com Vladimir Putin foram muito directas e sem ambiguidades. Foi importante que o tivesse feito, mesmo sem conseguir nada de novo. Serviu para mostrar que não há vontade de diálogo no Kremlin e para lembrar ao agressor que a agressão tem um custo elevado. Além disso, Nehammer repetiu, e bem, a posição da UE em relação a este conflito.

Falemos de petróleo

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE reúnem-se amanhã, no Luxemburgo, para discutir um novo pacote de sanções contra a Rússia. O embargo das importações de carvão é um tiro para o ar, sem qualquer peso real, para além do mero simbolismo vazio que poderá representar. A UE importa cerca 5,2 mil milhões de euros por ano de carvão russo. É valor relativamente insignificante. O que na verdade conta são as importações de petróleo e de produtos derivados do petróleo. Foram 74 mil milhões de euros em 2021. É aí que tem de se fechar a torneira. O petróleo poderá vir de muitos outros sítios. Não deverá continuar a ser importado da Rússia. É isso que se pede aos ministros que decidam amanhã. A pressão pública, a nossa pressão sobre os ministros e os governos europeus tem de incidir nessa área.  Se assim acontecer, a Rússia não terá condições financeiras para prolongar a agressão contra a Ucrânia por muito mais tempo.

 

Uma réstia de esperança

Esta tarde, numa conversa em directo com a Antena 1, sobre as conversações entre as delegações da Ucrânia e da Rússia, disse que se deve ser optimista mas com muita prudência. Já havia dito o mesmo ontem à noite, na SIC Notícias, depois de ter recebido indicações de que poderia haver algum progresso em Istambul.

O que parece possível, como acordo, tem muitas condições subjacentes. O cessar-fogo, que deve ser a primeira etapa de um verdadeiro processo negocial, ainda está longe de acontecer. E as palavras têm significados diferentes, quando ouvidas em Moscovo ou em Kyiv.

Também referi que a Rússia está sob pressão para que avance para um compromisso. São cinco os factores que contribuem para essa pressão: as operações no terreno; as sanções; a opinião pública internacional; a Assembleia geral da ONU; e a China.

Esta questão pode ser um tema de um texto mais longo, para publicação ou debate na comunicação social.

O que escrevo e o que é lido

Um texto como o que ontem publiquei no Diário de Notícias é escrito com todo o cuidado, palavra a palavra. Depois, o que demorou horas até chegar à versão publicável é lido a correr por muitos dos leitores. Por isso, recebo comentários, mesmo os mais favoráveis, que mostram que a leitura foi feita de modo apressado. Tiram conclusões que não estão no texto ou que não decorrem do que foi escrito.

Ontem por exemplo, as mensagens principais eram claras: é preciso alargar as sanções a todas as áreas estratégicas que tenham que ver com o financiamento do aparelho militar russo e do cerne do regime; Vladimir Putin não pode fazer parte de uma Europa pacífica e cooperante; cabe à população russa democratizar o seu sistema político; a ajuda militar à Ucrânia é legítima e muito urgente; trata-se de criar as condições para que a sua legítima defesa seja efectiva; a unidade das posições europeias é uma questão fundamental; o risco de uma confrontação armada entre a Rússia e a nossa parte da Europa é elevado.

Não se trata de defender posições belicistas. Também não é uma questão de pessimismo. É, isso sim, realismo e defesa dos valores essenciais em matéria de relações entre os Estados.  

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