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Crescemos quando abrimos horizontes

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De volta a Myanmar

Estive em Myanmar, entre o último post que aqui deixei e o de agora. A razão da minha estada era tentar perceber o que se passa no país e ver quais são as aberturas possíveis, em termos de resolução de alguns dos conflitos existentes nesse país.

Havia visitado Myanmar, com mais tempo, em 2015. Quatro anos depois, vi uma situação profundamente complexa e pouca paz no horizonte. Também notei progresso na frente económica.

Aung San Suu Kyi, a líder civil do país, Prémio Nobel da Paz em 1991 e Prémio Sakharov da UE em 1990, perdeu uma parte do apoio popular de que dispunha na altura, mas continua a ser, de longe, a personalidade que mais pesa na política nacional, para além dos generais. Na frente internacional, Suu Kyi está cada vez mais dependente da China e dos chineses de Hong Kong, Singapura, Taiwan ou mesmo, dos da Tailândia.

As próximas eleições gerais terão lugar em finais do próximo ano. A Comissão Eleitoral é muito frágil.

Para além das aparências, a última palavra, sobretudo em caso de crise, pertence aos chefes das Forças Armadas. Em especial ao comandante supremo, o General Sénior Min Aung Hlaing. Estabelecer um diálogo político com ele e os seus é fundamental para a resolução, passo a passo, dos inúmeros conflitos que Myanmar vive, incluindo a questão muito conhecida dos Rohingyas.

Acordos comerciais e geoestratégia

Esta semana terminam cinco anos de negociações entre os EUA e mais onze países da Ásia e do Pacífico. Trata-se do acordo final de comércio conhecido como a Parceria Trans-Pacífico, ou TPP. Inclui, para além dos americanos, o Japão, a Malásia, o Canadá, a Austrália, Singapura, o Perú, o Chile, o México, Brunei, o Vietname e a Nova Zelândia. Estes países representam 40% do PIB mundial. A reunião que permitirá aos ministros do comércio acertar as últimas agulhas começa amanhã no Havai.

Para além da dimensão comercial, que é muito importante, o TPP permite duas outras leituras, de natureza política, que gostaria de sublinhar.

A primeira diz respeito à China. A China não faz parte do acordo, o que em grande medida é visto como uma vitória estratégica favorável aos EUA e ao Japão. Houve a preocupação de a excluir do processo.

A segunda tem que ver com a UE. Os EUA estão metidos numa negociação semelhante com Bruxelas, conhecida pelas iniciais TTIP. Mas na realidade, a grande prioridade política, para Washington, é o Pacífico. O Pacífico, numa concepção ampla, que engloba igualmente o Canadá e países considerados de grande interesse na América Latina.

O TTIP também terá a sua importância, é claro, mas o esforço principal era o de conseguir levar a bom porto o TPP. Até porque com esta parceria aprovada, nos moldes em que o está a ser, vai ser muita mais fácil, pensa Washington, influenciar os europeus e fazê-los aceitar certas posições americanas. Nomeadamente no que respeita ao mecanismo de resolução dos conflitos comerciais. No entender americano, esse mecanismo deve seguir um modelo arbitral, fora da alçada dos tribunais convencionais.

 

Procurar sempre ser-se o melhor

Estive recentemente em Singapura, depois de doze anos de ausência. Foi-me difícil reconhecer a cidade, apesar de a ter conhecido bem no passado. O reordenamento urbano, especialmente na área da Marina e nos bairros residenciais na parte Leste, na direcção do aeroporto, é simplesmente espectacular. Reflecte bem a riqueza existente, uma enorme capacidade de investimento, bem como a preocupação política de mostrar que Singapura é o epicentro da região, o local onde as grandes empresas devem ter a sua sede regional.

 

A filosofia governativa, inspirada no pensamento do Pai da Nação, o homem que transformou a independência de um lugar perdido e pouco hospitaleiro numa sociedade evoluída e segura, Lee Kuan Yew, hoje um velho senhor de 90 anos, tem sido sempre a mesma: ser o número dois não chega, é preciso, isso sim, ser-se o melhor!

 

Pode dizer-se muita coisa sobre Lee Kuan Yew, a sua visão autoritária e paternalista, e também sobre Singapura. Mas acima de tudo convém não esquecer que sem uma ambição nacional que nos procure colocar no topo não se constrói um país moderno, capaz de oferecer oportunidades de vida para todos.

Singapura

O diário de Singapura "Straits Times", um dos jornais mais importantes da Ásia, abriu hoje, pela primeira vez, as suas colunas à minha escrita. Na edição impressa e on-line.

 

O meu texto inaugural pode ser lido no seguinte link:

 

http://admpreview.straitstimes.com:90/vgn-ext-templating/v/index.jsp?vgnextoid=0ef624266255c210VgnVCM100000430a0a0aRCRD&vgnextchannel=0162758920e39010VgnVCM1000000a35010aRCRD

Singapura descobre a África

Agora é Singapura que começa a interessar-se a sério por África.

 

Em Julho organizou o primeiro Fórum de Negócios África-Singapura. A partir de Outubro, haverá várias missões comerciais e de investimento. Com destino, numa primeira fase, a Angola, Botswana e África do Sul. Depois, será a vez do Quénia, Uganda e Ruanda. Numa terceira volta, os empresários deste país da Ásia do Sudeste irão ao Egipto e à Argélia.

 

A escolha dos países que interessam a Singapura merece reflexão.

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