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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Um exercício de cidadania

Vejo o encontro que Mário Soares organizou ontem em Lisboa como um exercício do direito à indignação, perante a situação política actual. Teve o mérito de reunir personalidades de vários matizes políticos, que partilham um ponto de vista: a oposição às medidas orçamentais que estão a ser aplicadas pelo governo, com o apoio dos principais credores externos do nosso país. Foi igualmente um momento de reconhecimento em relação a Mário Soares, quer em relação ao conjunto da sua vida política quer ainda ao facto de que, com a idade que tem, continua a batalhar pelas causas que lhe parecem justas.

 

Dizem-me que as intervenções foram vagas, mais retórica do que substância, mais emoção do que propostas concretas. E que os partidos políticos viram a coisa como uma espécie de grande missa, a que seria mal visto faltar, mas sem qualquer tipo de consequências práticas.

 

Talvez. Mas, para mim, foi um acto de cidadania. Certamente muito preferível, diga-se claramente, às greves políticas que põem à prova o que resta da economia. 

É para cumprir, claro que é!

O Partido Socialista voltou a afirmar, hoje, que o acordo de estabilização financeira assinado, no ano passado, com a "troika" é para cumprir. 

 

Pareceu-me prudente que o tivesse feito. 

 

É verdade que precisamos de políticas económicas que promovam o crescimento e o emprego. Que precisamos de atrair mais investimento estrangeiro. Mas é igualmente verdade que sem os empréstimos actuais, no quadro do programa da "troika", as finanças públicas entrariam em bancarrota. E tudo iria por água abaixo.

 

Curiosamente, o meu texto desta semana, na revista Visão, debruça-se sobre uma "esquerda" que ainda não percebeu que a Europa do passado não tem futuro. O objectivo não deve ser o de voltar atrás. O mundo mudou, meus senhores e minhas senhoras. O objectivo da Esquerda deve ser o de preparar o futuro, tendo em conta a globalização dos mercados e a nova relação de forças que se estabeleceu na arena internacional. 

Revelias

A Comissão Europeia está a atravessar uma fase de desnorte e desmotivação. As transferências de funcionários de um serviço para o outro e a falta de coragem perante as tropelias dos Estados membros - ninguém ousa dizer às capitais que certas decisões estão fora dos acordos comunitários - fazem aumentar a confusão.

 

Entretanto, Mário Soares publicou hoje mais umas linhas sobre a senhora Merkel e a Europa. Chavões, frases feitas, puro ácido e uma análise pela rama, tudo a revelar que não entende o que se passa actualmente na UE. Mas não está só. Ainda ontem li um artigo de Dominique Moisi sobre a Alemanha que se inspira em puro idealismo criativo e sem raízes na realidade que define a nova relação de forças na Europa. 

 

Não tive oportunidade de ler o que disse Chris Patten, que há dias falou, em Lisboa, sobre temas similares. Valerá a pena comparar.

 

Entretanto, os Estados Unidos estão de volta. Curiosamente, a Polónia é um dos aliados preferidos. Geopolítica e o peso das forças armadas polacas explicarão uma boa parte do interesse.

 

Mais uns cavacos para a fogueira

O artigo de Mário Soares, no DN de hoje, vem acrescentar mais confusão. As razões ou motivações ficaram por esclarecer. Mas o impacto, ao fragilizar ainda mais o Secretário-geral do PS, é grande.

 

Entretanto, o candidato ainda não disse uma palavra de agradecimento pelo apoio, mesmo se pouco entusiástico, que o PS lhe trouxe.

 

Vivemos num país que parece andar fora-de-jogo. Se assim continuarmos, não iremos longe. Nem no campeonato do mundo nem na resposta à crise.

 

Um que parece completamente fora das marcas é o Secretário de Estado do Emprego. O homem disse, no dia em que as estatísticas europeias afirmaram que o desemprego em Portugal continuava a aumentar, que os dados do governo mostram uma diminuição do número de desempregados. Sem mais, que dar conteúdo às frases feitas não está nos hábitos.

 

E a Ministra da Educação não quis ficar para trás. Meteu mesmo a mão à bola, a pedir uma grande penalidade, ao anunciar que uma centenas de escolas irão fechar num futuro breve. Em política, timing é um factor chave. A senhora escolheu o pior timing, a altura errada, ao acrescentar mais esta acha para a fogueira da inquietação nacional. Como se a agitação social precisasse de mais combustível.

 

Com jogadores assim , mesmo que o árbitro finja que não vê, o público assobia. Forte e feio.

Homens do passado

 

Mário foi ao Porto apoiar Vital. E explicar dois pensamentos muito originais.

 

Primeiro, que quem foi às Lajes ao encontro de W., não tem condições para continuar em Bruxelas. "É um homem do passado."

 

Segundo, que "o projecto europeu [deve ir] rumo a um capitalismo regulado e corrigido, socialista e democrata."

 

Vital assenta. Com o "passado" e com o "capitalismo socialista."

 

Existem aqui várias confusões. Primeiro, é importante para Portugal ocupar a Presidência da Comissão. Segundo, o actual Presidente tem representado a imagem de Portugal com grande dignidade. Terceiro, tem desempenhado um papel inovador, arejado, esforçado e  sério. Quando as condições na Europa e no Mundo são de grande complexidade. Quarto, as políticas e opções que tem apresentado aos Estados Membros e à Comissão têm sido inspiradas por fortes considerações sociais. Com um grande espírito de abertura e inclusão. Quinto, não marginalizou as questões ecológicas. Sexto, tem mantido uma excelente relação com os dirigentes das nações europeias e não só. Mais, tem desenvolvido a sua capacidade de escutar, de prestar atenção a opiniões diferentes. Finalmente, não se crê perfeito.

 

A tirada do Porto, neste contexto, é mero primarismo partidário. Mas que pode fazer mal aos interesses de Portugal.

 

 

 

 

 

 

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