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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Liderar

Quando escrevi sobre Desmond Tutu, liguei a sua vida à expressão "liderança positiva". Sempre me interessei pelas questões de liderança. A capacidade e a qualidade dos líderes fazem a diferença, nos processos de transformação social. Por isso, procuro frisar os exemplos que merecem ser frisados. 

Um dos meus leitores interroga-me sobre a expressão. Que significa positiva, quando ligada à liderança? Como resposta, mencionarei Donald Trump. O homem é um líder. Não tenho dúvidas. Mas é um líder que leva as pessoas no sentido errado. É um exemplo de liderança negativa. 

O Natal e a política

Hoje, ao meio da tarde, precisei de ir a um centro comercial de Lisboa. Estava a abarrotar. O parque de estacionamento, que é enorme, tinha apenas alguns lugares vazios. Em todos os cantos do centro comercial se fazia fila para comprar algo, uma pequena prenda ou coisa parecida. Na parte alimentar, as filas eram ainda maiores. Claramente, a única preocupação das pessoas era a preparação da festa de Natal. Tudo o resto, nestes dias, fica de lado.

Assim se compreende a importância que os governantes dão ao Natal, embora se saiba que a covid está em progressão rápida. Introduzir restrições antes de 25 de Dezembro teria um custo político. Mais ainda, com eleições à porta.

Um fim digno

Sou a favor da morte medicamente assistida, incluindo o suicídio. Por isso, penso que uma sociedade desenvolvida, e com sistemas de controlo eficientes, a eutanásia deve ser legalmente permitida. As regras devem ser claras e combinar um grau elevado de sofrimento com a incurabilidade da doença ou da condição da pessoa. É a conjugação destes dois factores que devem servir de critério: uma doença incurável que provoque um sofrimento intolerável, incluindo um padecimento psíquico insuportável. Nesta maneira de ver, não é preciso estar-se à beira da morte para se poder requerer a eutanásia.

Óculos de sol e conferências digitais

Noto uma inflação de vendedores ambulantes de óculos de sol, à volta da Torre de Belém. Esse aumento é semelhante ao que está a acontecer com a organização de conferências – há cada vez mais. Como quase todas se fazem por vídeo, ou seja, sem custos de sala, deslocações, recepções, despesas com os palestrantes e outros, é um ver se te havias. Chamam-lhe webinar ou coisa parecida, põem o vídeo no Facebook e no YouTube, e passam à seguinte. São tantas que já tenho uma longa lista de vídeos que gostaria de espreitar, pelo menos, mas não consigo arranjar tempo. Já nem o clique faço, para não alimentar a ilusão das audiências fictícias.

Este é o novo mundo, digital, avassalador em termos de informação e um verdadeiro convite à dispersão das atenções e ao saltitar de tema em tema.

O turista de cabelos brancos

Durante a caminhada desta manhã, que faz parte da minha rotina, vi pela primeira vez este verão dois ou três pequenos grupos de turistas do tipo “reformados”. Até agora, o pouco que se via era gente jovem ou relativamente nova. Os da chamada terceira idade não apareciam. Medo do vírus? Provavelmente. Mas hoje apareceram. Veremos se isso volta a acontecer nos próximos dias. Como me disse o meu amigo proprietário de um restaurante que se situa perto dos “pastéis”, essa categoria de turistas tem mais massa do que os jovens. Talvez. Mas a verdade é que as indicações que tenho, de outras partes da Europa, é que todos estão muito agarrados à carteira. O consumo não é o que era. E os mais velhos têm, muitas vezes, que ajudar financeiramente os mais novos. E vem aí o inverno, os invernos, diria, que as nuvens parecem ser muitas, grossas e de vários tipos.  

 

Silêncios em tempos de crise

https://www.dn.pt/edicao-do-dia/01-ago-2020/este-tempo-nao-e-para-estatuas-12483419.html

O link que aqui deixo leva ao meu texto desta semana no Diário de Notícias, edição impressa em papel de 1 de agosto. 

Aconselho uma leitura de todas as palavras do meu escrito. Cada palavra tem o seu peso relativo. 

Obrigado. 

Sem prioridades e contas não há plano que valha

Hoje só vou acrescentar que um plano de recuperação e transição para uma nova economia e uma sociedade mais equilibrada, no período pós-covid, não se pode resumir a uma conjunto de banalidades, generalidades e lugares-comuns. Tem que ter prioridades e estimativas orçamentais. O resto, é apenas conversa, mais cópia e cola. Não convence quem precisa de ser convencido. Não chega para mobilizar recursos. Não é para levar a sério.

O novo normal

A mensagem fundamental, que é preciso repetir várias vezes ao dia, é muito simples: o vírus continua presente nas nossas vidas e pronto para infectar quem não se precaver. É simples, na verdade, mas parece que alguns não a estão a entender. Pensam que, com a retomada das actividades económicas, a situação voltou ao normal. Longe disso. Estamos, para já, no que alguns chamam “o novo normal”, que exige comportamentos diferentes dos praticados até Março. Não se trata de viver com medo, mas sim com prudência e respeitando as regras sanitárias que os especialistas consideram essenciais.

Percursos e lideranças

É fundamental que se saiba para onde se quer ir. Como também é muito importante ter sempre presente qual foi o ponto de partida.

Muitos de nós não temos uma ideia clara sobre o destino, nem mesmo um  pouco de discernimento sobre o caminho que será mais apropriado escolher. Vamos andando, ao sabor dos ventos que sopram e das modas que outros inventam. Não temos agenda, temos apenas dias e um bom sopro de vida. Se nos perguntassem como justificamos o oxigénio que respiramos, a nossa pegada ambiental, ficaríamos incomodados com a questão mas incapazes de lhe dar uma resposta coerente.

Também nos esquecemos facilmente do ponto de partida. Ora, existem grandes diferenças entre nós. Há quem tenha nascido no andar de cima, com vista para a praça principal e para as avenidas largas, outros, na cave ou no telheiro. Gosto de perguntar a quem está no poder, seja que poder for, que faziam os seus pais e os seus avós. Uma grande parte dos que estão hoje em lugares cimeiros provêm de círculos sociais elevados. Nunca experimentaram uma situação de inferioridade social, não testemunharam o desespero de quem não se consegue fazer ouvir, não souberam o que é nascer e crescer na pobreza. Por isso, não entendem o que muitos lhes dizem, quando falam das dificuldades da vida.

Esse é um dos problemas do poder.

Por outro lado, convém lembrar que a liderança se aprende com o caminhar, sobretudo se o percurso vier de longe e tenha marcado pontos, deixado bandeiras que mostrem ao vento que passa que houve sucesso.

 

Mudar de modelo, após a crise?

A preocupação dos políticos é a da reconstrução, sem demoras, logo que possível, do modelo económico que estava a funcionar. Restabelecer o emprego, os rendimentos das famílias, criar condições para que as empresas voltem à vida económica, essas parecem ser as linhas inspiradoras de quem tem o poder político. Não falam da mudança de paradigma económico, de um novo modelo social e produtivo. Mas esse debate irá estar em cima de muitas mesas. Arrisca-se, no entanto, a ser uma discussão académica, sem mais. 

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