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Crescemos quando abrimos horizontes

16
Jan 20

Uma parte dos meus amigos em Portugal está com gripe. Alguns, com broncopneumonia. Sem contar, claro, com os que tremem de frio. Aqui, nestas terras mais gélidas do Norte da Europa, não tenho, nas minhas relações, quem esteja em situações similares.

Só posso desejar boa e rápida recuperação aos que dela precisam, nas terras lusas.

 

publicado por victorangelo às 20:18

15
Jan 20

Certos valores pedidos pelas casas e outras propriedades em Portugal são absolutamente incompreensíveis. Comparativamente, é muito mais caro comprar uma habitação de qualidade no nosso país do que em Bruxelas, por exemplo. Mais ainda, o conforto dos bens que o mercado oferece em Bruxelas, ou noutras regiões da Bélgica, é incomparavelmente maior ao que existe disponível em Portugal. O mesmo se passa se a comparação for feita com o mercado alemão ou com o que aparece à venda em grande parte dos departamentos franceses.

Estranho país. Será que haverá por aí muito dinheiro que precisa de ser reciclado? O sector imobiliário sempre lava mais branco.

publicado por victorangelo às 20:28

14
Jan 20

Uma das conclusões que retirei da minha última viagem à Índia é que não serve para grande coisa ser-se uma vaca sagrada. As pessoas passam ao lado, continuam preocupadas a tratar da sua vida e o bicho anda por ali a vaguear, intocável mas sem qualquer tipo de influência. Dir-se-ia, em muitos casos, que se tornaram invisíveis, apagadas pela azáfama do quotidiano. 

Lembrei-me disto ao ver as nossas pretensas “vacas sagradas”, sobretudo as políticas, a serem ignoradas da mesma maneira. Os cidadãos, tal como na Índia, pouco ou nada lhes ligam. Elas continuam a aparecer nos lugares públicos, mas a veneração que o “sagrado” lhe dera noutros tempos parece ter desaparecido. O que conta, agora, é lutar pelo dia a dia e evitar as burocracias que têm muito pouco de espiritual. 

publicado por victorangelo às 22:44

01
Jan 20

A mensagem de Ano Novo do Presidente da República vale a pena ser ouvida. Breve, vai directamente às grandes preocupações que Marcelo Rebelo de Sousa vê perfilarem-se em 2020. A saúde, a segurança, a coesão e a inclusão sociais, a ênfase numa sociedade baseada no conhecimento e,ainda, a questão do investimento.

Por detrás das palavras, o Presidente diz-nos que o Sistema Nacional de Saúde está com muitas dificuldades e que a segurança das pessoas não é tão boa como certos arautos do poder nos querem fazer acreditar – e eu, que sei um pouco de segurança, continuo a pensar que o país tem um grau de insegurança que merece mais atenção. Também nos lembra que as desigualdades sociais e a pobreza são uma realidade nacional, que a economia precisa de mais competências e de mais, bem mais, investimentos, públicos e privados.

Estas prioridade não nos podem fazer esquecer outras. Mas já seria óptimo se, neste ano que agora começa, se começasse a dar-lhes mais atenção.

 

 

publicado por victorangelo às 19:30

29
Dez 19

Parece-me difícil de aceitar que um político que não fez mais nada na vida do que bajular os dirigentes do seu partido, colocando-se sempre do lado de quem estava a ganhar, venha agora criticar abertamente a falta de capacidade dos empresários portugueses.

Se há falta de capacidade e de espírito de inovação é na classe política que isso acontece. A grande maioria dos que estão no governo – para não falar de governos anteriores – são gente da máquina partidária, que não tem qualquer experiência da vida fora do casulo que protege os fiéis e os lambe-botas.

publicado por victorangelo às 21:13

27
Dez 19

Queria confirmar que leio todos os comentários que me fazem. Não tenho respondido por questões de perícia. O Sapo mudou o sistema de resposta e ainda não consegui encaixar com ele. Mas os comentários são apreciados. E devo dizer que não tenho sido alvo de ataques parvos ou mal-educados. São muitos os que se queixam da violência verbal nas redes sociais. Ela existe, é um facto. Aqui, não tem aparecido. Também é verdade que promovo “vistas largas”. Acredito que a diversidade de opiniões e a tolerância pelas ideias dos outros são dois pilares importantes da prática democrática. Lutar por eles, segui-los, tudo isso faz parte do combate por uma sociedade mais evoluída e pela exclusão de todos os pequenos ditadores que por aí andam.

Obrigado.

publicado por victorangelo às 20:54

15
Dez 19

Estão a dar gás ao fulano. E ele e os seus aproveitam-se dessa estupidez. Pouco a pouco, irão tentar ser a personificação de tudo o que é oposição da velha direita ao Partido Socialista, da raiva que sempre existe contra quem parece não querer largar o poleiro político. Procurarão ser vistos, por uma parte dos eleitores, como a única réplica corajosa e ousada a António Costa e aos seus. Tentarão marcar a agenda mediática. Não são tolos. Antes pelo contrário, estão a crescer e a marcar pontos.

Assim crescem os movimentos políticos desse género.

publicado por victorangelo às 18:56

28
Nov 19

Como dizer “soft power” em português? Primeira questão.

Segunda: quais são as componentes que definem o nosso “soft power”?

Terceira e última, para já: como explicar a falta de atenção dada a este tema, nos debates públicos em Portugal?

 

 

 

 

 

publicado por victorangelo às 21:22

21
Nov 19

Ontem escrevi sobre a indisciplina em muitas das escolas públicas. E sobre o impacto profundamente negativo que essa indisciplina tem sobre o futuro da nossa sociedade. Acrescentei que se trata de uma questão da maior importância e, em relação à qual, tem existido, ao longo dos anos, uma demissão inaceitável da nossa classe política. Políticos oportunistas têm estado a transformar o amanhã de Portugal num caos e num grande problema. Nesta área, a da educação, como noutras. Entre as quais coloco a questão da língua portuguesa.

A língua é um dos principais trunfos de que dispomos. E não o temos sabido defender. Não é apenas o facto de se falar e escrever mal, de não se aprender a língua correctamente nas nossas escolas. Também é isso, evidentemente. Uma boa maioria dos nossos jovens é incapaz de se exprimir, de se explicar e de redigir num português decente. Isso acontece mesmo ao nível de quem tem formação superior. Basta ler certas teses de mestrado para se entender que os autores não entendem como manejar a língua, os conceitos, as subtilezas, e por aí fora. Escrevem coisas quase que incompreensíveis.

Mas é acima de tudo o ter-se aceite um acordo ortográfico que dá honras de salão ao português de quem não teve educação escolar suficiente. Quis-se agradar, acima de tudo ao Brasil de alguns, quando se sabe e bem, que no Brasil o que muita gente fala é uma salgalhada simplificada e primária da língua.

O acordo ortográfico baixou a qualidade da língua, reduziu a sua gramática e a sua qualidade expressiva. Não unificou nada de especial com o Brasil, que continua a falar e a escrever como muito bem lhe parece, mas aviltou um dos tesouros nacionais, pois a língua que partilhamos com outros em África e noutras partes do mundo é na verdade um tesouro que deveria ser polido. Foi trabalhado, isso sim, a martelo, com a fraqueza própria de todos os que apenas pensam nos seus interesses, e ficámos a perder.

Uma vez mais, a responsabilidade deve ser atribuída a quem nos governou e nos deixou ir por essa ribanceira. O sentimento que fica é de que o oportunismo e a falta de visão desses políticos tem um sabor amargo, muito próximo da traição ao que são os interesses de Portugal. Uma tragédia, mais uma.

 

 

publicado por victorangelo às 19:59

20
Nov 19

 

Os governos das últimas décadas deixaram a indisciplina instalar-se em muitas das escolas públicas. Muitos dos alunos fazem apenas o que lhes passa na real gana. Não se aplicam, não estudam, não sabem escrever e falar português, não respeitam nada nem ninguém. É o caos à solta. Serão, quando chegarem à vida adulta, incapazes de se adaptar às exigências do progresso e de uma vida social produtiva. Andarão por aí, a arrastar a sua indigência e o incivismo que aprenderam nas escolas.

 

O impacto de tudo isto no futuro de Portugal é imenso. A culpa terá que ser atribuída aos que assumiram responsabilidades políticas nos últimos vinte ou trinta anos e que não tiveram a coragem de agarrar o problema. A sua incompetência, falta de coragem, de patriotismo e o oportunismo político que os inspiraram irão custar muito caro ao nosso país.

 

publicado por victorangelo às 21:41

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