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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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A Tap, recordista dos atrasos

David Neeleman, o grande accionista privado da TAP, dá hoje uma grande entrevista ao Expresso. Entre outras coisas, fala dos atrasos sistemáticos que são a marca da casa TAP. Amigos meus, que viajam frequentemente com essa companhia aérea, queixam-se repetidamente dos atrasos dos voos.

Existem razões internas à TAP que provocam essa indisciplina em termos de respeito pelos horários. Não é apenas uma questão do funcionamento melhor ou pior do aeroporto de Lisboa. É um problema de cultura interna da companhia, que precisa de ser resolvido. Neeleman fala do assunto mas não acrescenta nenhuma solução que esteja em vista.

A TAP à força

O Primeiro-Ministro de Portugal disse hoje em Bruxelas que a TAP volta para o controlo do Estado português, “com ou sem acordo”. Ou seja, à força, se for necessário.

Trata-se de uma mensagem clara. Para os esquerdistas da nossa terra, soará como música divina. Para os investidores, será mais um alerta.

Para mim, foi uma frase infeliz.

A TAP: um desafio enorme

No Brasil, a companhia aérea Azul funciona bem. É dinâmica, cumpre horários, tem uma excelente apresentação, cuida dos passageiros, sabe o que anda a fazer. Tive oportunidade de o confirmar, quando da minha última visita. Que seja o dono e gestor-mor dessa companhia, como hoje foi anunciado, quem ganha o concurso de privatização da TAP, em associação com um empresário português de sucesso, é uma notícia que não posso deixar passar despercebida.

A TAP está em risco de queda livre

Tinha uma viagem programada com a TAP para hoje à tarde. Porém, logo após o anúncio da longa greve de dez dias, pedi um voucher de reembolso e reservei o voo numa outra companhia.

Ainda tenho o regresso marcado para um voo da TAP, tendo em conta que essa etapa terá lugar já fora do período de greve. Depois, qualquer nova viagem com a transportadora nacional exigirá muita ponderação, muito cuidado na tomada de decisão. Não digo que deixarei de viajar com a TAP. Mas só o farei em reservas de última hora, quando haja um mínimo de certeza no que respeita à realização do voo e quando a diferença de preço e a conveniência de horário o justificarem.

Viajar com a TAP não é uma questão de patriotismo. É uma questão comercial e de pertinência dos horários. A ideia de companhias de bandeira já não existe. A TAP é uma companhia como qualquer outra. Deve ser medida por critérios de fiabilidade e de custos. Está inserida num sector extremamente competitivo, com margens de lucro cada vez mais apertadas. Por isso, tem que ter um comportamento que inspire confiança aos potenciais clientes. O que não é o caso com esta longa greve. E sem confiança não há futuro.

 

A TAP precisa de voltar ao bom senso

A decisão que os pilotos da TAP acabaram de tomar – dez dias de greve – é um erro de grandes proporções. Prejudica o futuro da companhia, que já está profundamente endividada, afasta potenciais investidores que ainda poderiam estar interessados na privatização da empresa, e tem um enorme impacto sobre o sector do turismo e do comércio a ele associado.

Espero que entretanto haja um regresso ao bom senso e que o anúncio de greve seja anulado.

As tretas da TAP

A TAP é uma companhia de aviação. Não é, por muito que os velhos e novos senhores e senhoras da opinião retrógrada que se publica em Portugal pensem o contrário, nem um pilar da soberania nacional nem representa um sector estratégico indispensável para a projeção do nosso país no mundo. Aliás, se projecta alguma coisa, é uma imagem de falência, de indisciplina, de deixar andar e de arrogância. Enquanto companhia de aviação tem que saber competir num mercado que é altamente competitivo. Tem que ter rotas, serviços, eficiência e preços que a distingam das suas rivais mais directas. Tem, muito especialmente, que inspirar confiança aos potenciais utilizadores. E precisa de ter contas sadias.

O resto são tretas.

Mala em falta

A minha mala resolveu ficar mais uns dias em Amesterdão. Há mais de 48 horas que estou sem notícias dela. Para quem viaja com frequência, está a tornar-se claro que certos aeroportos estão a rebentar pelas costuras. Amesterdão é um deles. Demasiado movimento, ambição a mais em relação aos meios disponíveis, querer ser uma placa giratória a todo o custo, em concorrência com outros aeroportos da mesma parte da Europa. Quando algo não corre como está previsto, é uma carga de trabalhos até voltar a pôr a coisa nos carris.

 

Já há três semanas, na minha ida para os Bálticos, a mesma mala resolvera ficar 24 horas mais em Gatwick…Apesar de quase duas horas em trânsito, o pessoal de Londres achou que não dava…

 

Felizmente que a minha próxima grande viagem será de carro.

A TAP é uma dor de cabeça

Os cancelamentos sucessivos e numerosos, as avarias de aviões, o mal-estar entre os pilotos, tudo isto e outros indícios mostram que a TAP está de novo em crise. Na verdade, parece estar a rebentar pelas costuras. E a transformar-se, rapidamente, numa companhia aérea que merece pouca confiança.

 

Um exemplo concreto. No primeiro voo do dia para Bruxelas, na passada segunda-feira, o avião e a tripulação não eram da TAP. O avião saiu de Lisboa com um atraso significativo. E a viagem foi um pesadelo, pois o avião charter que a TAP alugara tremia por todos os lados e fazia um barulho de meter medo, como se fosse uma panela de escape com buracos e mal atarraxada.

 

Era uma aeronave espanhola, da mesma companhia que dias depois perdeu um avião, no percurso entre Burkina Faso e a capital da Argélia. Hoje, quem viajou no ferro-velho de segunda-feira está com a impressão que foi o mesmo avião em que seguiram para Bruxelas que se despenhou no deserto do Saará.

 

Talvez não tenha sido. Mas que a TAP está em riscos de cair aos bocados, aí não tenho dúvidas.

TAP sem respeito

A TAP está a ganhar o hábito, estes dias, de anular voos sem avisar os passageiros nem ter em conta os compromissos que as pessoas possam ter. Ainda hoje soube que certos voos regulares da próxima segunda-feira foram simplesmente anulados e os passageiros transferidos, sem qualquer consulta, para ligações previstas para o dia seguinte.

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