Portugal é grande quando abre horizontes

18
Dez 15

O Primeiro-Ministro de Portugal disse hoje em Bruxelas que a TAP volta para o controlo do Estado português, “com ou sem acordo”. Ou seja, à força, se for necessário.

Trata-se de uma mensagem clara. Para os esquerdistas da nossa terra, soará como música divina. Para os investidores, será mais um alerta.

Para mim, foi uma frase infeliz.

publicado por victorangelo às 16:25

11
Jun 15

No Brasil, a companhia aérea Azul funciona bem. É dinâmica, cumpre horários, tem uma excelente apresentação, cuida dos passageiros, sabe o que anda a fazer. Tive oportunidade de o confirmar, quando da minha última visita. Que seja o dono e gestor-mor dessa companhia, como hoje foi anunciado, quem ganha o concurso de privatização da TAP, em associação com um empresário português de sucesso, é uma notícia que não posso deixar passar despercebida.

publicado por victorangelo às 20:00

01
Mai 15

Tinha uma viagem programada com a TAP para hoje à tarde. Porém, logo após o anúncio da longa greve de dez dias, pedi um voucher de reembolso e reservei o voo numa outra companhia.

Ainda tenho o regresso marcado para um voo da TAP, tendo em conta que essa etapa terá lugar já fora do período de greve. Depois, qualquer nova viagem com a transportadora nacional exigirá muita ponderação, muito cuidado na tomada de decisão. Não digo que deixarei de viajar com a TAP. Mas só o farei em reservas de última hora, quando haja um mínimo de certeza no que respeita à realização do voo e quando a diferença de preço e a conveniência de horário o justificarem.

Viajar com a TAP não é uma questão de patriotismo. É uma questão comercial e de pertinência dos horários. A ideia de companhias de bandeira já não existe. A TAP é uma companhia como qualquer outra. Deve ser medida por critérios de fiabilidade e de custos. Está inserida num sector extremamente competitivo, com margens de lucro cada vez mais apertadas. Por isso, tem que ter um comportamento que inspire confiança aos potenciais clientes. O que não é o caso com esta longa greve. E sem confiança não há futuro.

 

publicado por victorangelo às 09:09

15
Abr 15

A decisão que os pilotos da TAP acabaram de tomar – dez dias de greve – é um erro de grandes proporções. Prejudica o futuro da companhia, que já está profundamente endividada, afasta potenciais investidores que ainda poderiam estar interessados na privatização da empresa, e tem um enorme impacto sobre o sector do turismo e do comércio a ele associado.

Espero que entretanto haja um regresso ao bom senso e que o anúncio de greve seja anulado.

publicado por victorangelo às 20:35

19
Dez 14

A TAP é uma companhia de aviação. Não é, por muito que os velhos e novos senhores e senhoras da opinião retrógrada que se publica em Portugal pensem o contrário, nem um pilar da soberania nacional nem representa um sector estratégico indispensável para a projeção do nosso país no mundo. Aliás, se projecta alguma coisa, é uma imagem de falência, de indisciplina, de deixar andar e de arrogância. Enquanto companhia de aviação tem que saber competir num mercado que é altamente competitivo. Tem que ter rotas, serviços, eficiência e preços que a distingam das suas rivais mais directas. Tem, muito especialmente, que inspirar confiança aos potenciais utilizadores. E precisa de ter contas sadias.

O resto são tretas.

publicado por victorangelo às 20:33

29
Set 14

A minha mala resolveu ficar mais uns dias em Amesterdão. Há mais de 48 horas que estou sem notícias dela. Para quem viaja com frequência, está a tornar-se claro que certos aeroportos estão a rebentar pelas costuras. Amesterdão é um deles. Demasiado movimento, ambição a mais em relação aos meios disponíveis, querer ser uma placa giratória a todo o custo, em concorrência com outros aeroportos da mesma parte da Europa. Quando algo não corre como está previsto, é uma carga de trabalhos até voltar a pôr a coisa nos carris.

 

Já há três semanas, na minha ida para os Bálticos, a mesma mala resolvera ficar 24 horas mais em Gatwick…Apesar de quase duas horas em trânsito, o pessoal de Londres achou que não dava…

 

Felizmente que a minha próxima grande viagem será de carro.

publicado por victorangelo às 17:57

26
Jul 14

Os cancelamentos sucessivos e numerosos, as avarias de aviões, o mal-estar entre os pilotos, tudo isto e outros indícios mostram que a TAP está de novo em crise. Na verdade, parece estar a rebentar pelas costuras. E a transformar-se, rapidamente, numa companhia aérea que merece pouca confiança.

 

Um exemplo concreto. No primeiro voo do dia para Bruxelas, na passada segunda-feira, o avião e a tripulação não eram da TAP. O avião saiu de Lisboa com um atraso significativo. E a viagem foi um pesadelo, pois o avião charter que a TAP alugara tremia por todos os lados e fazia um barulho de meter medo, como se fosse uma panela de escape com buracos e mal atarraxada.

 

Era uma aeronave espanhola, da mesma companhia que dias depois perdeu um avião, no percurso entre Burkina Faso e a capital da Argélia. Hoje, quem viajou no ferro-velho de segunda-feira está com a impressão que foi o mesmo avião em que seguiram para Bruxelas que se despenhou no deserto do Saará.

 

Talvez não tenha sido. Mas que a TAP está em riscos de cair aos bocados, aí não tenho dúvidas.

publicado por victorangelo às 19:53

19
Jul 14

A TAP está a ganhar o hábito, estes dias, de anular voos sem avisar os passageiros nem ter em conta os compromissos que as pessoas possam ter. Ainda hoje soube que certos voos regulares da próxima segunda-feira foram simplesmente anulados e os passageiros transferidos, sem qualquer consulta, para ligações previstas para o dia seguinte.

publicado por victorangelo às 21:51

07
Jun 13

Valerá a pena levantar a questão, perguntava esta tarde, perante as notícias que nos dizem que nenhuma companhia de aviação conhecida está interessada em comprar ou investir na TAP? Quais serão as razões? Como compreender esta falta de interesse? 

publicado por victorangelo às 20:11

20
Dez 12

A notícia dos meios de comunicação social de hoje à tarde sobre a decisão do governo de não aprovar a venda da TAP ao único interessado não faz sentido. O Conselho de Ministros não pode ter chumbado o negócio por uma questão técnica, como a falta de uma garantia bancária. Estes assuntos seguem um processo estrito, que os técnicos normalmente respeitam. A minha experiência diz-me que estas coisas são de tal modo sérias que só sobem à reunião do Conselho se o dossier estiver completo. Não posso acreditar que a comissão que preparou a pasta a tenha enviado para decisão sem que a papelada estivesse toda tratada. O papel do Conselho de Ministros é, então, o de tomar uma posição política final sobre a matéria. Deve ter havido outra razão. 

publicado por victorangelo às 21:20

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