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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Contra o terrorismo

A França está novamente em estado de choque, depois do assassinato de um professor do ensino secundário por um terrorista fanático do Islão. Assistimos hoje a manifestações de pesar em várias cidades francesas. Ao mesmo tempo que se chorava a morte do professor, Samuel Paty, dizia-se de maneira clara que a população não se deixa intimidar. Essa mensagem é fundamental. Os terroristas não podem conseguir plantar a semente do medo.

Homenagem aos humanitários executados no Niger

Queria deixar aqui uma homenagem aos seis jovens trabalhadores humanitários, membros da ACTED, uma ONG francesa que opera em vários países em crise, e aos dois acompanhantes nigerianos (Niger) que este domingo foram barbaramente assassinados por terroristas islamistas, a cerca de uma hora de carro de Niamey. Infelizmente, esta zona do Sahel, que compreende vários países, está cada vez mais ameaçada pelo terrorismo. As forças armadas e de segurança desses países não conseguem assegurar a segurança dessa vasta área, apesar da assistência militar francesa, norte-americana e de outros países europeus. A execução destas oito pessoas a sangue-frio veio tornar ainda mais difícil a presença de organizações internacionais na região. A pobreza e a falta de perspectivas são cada vez mais reais. Sem apoio externo, sem economia, sem segurança, o Sahel só pode ir de mal a pior.

A Alemanha, a Europa e África

Ontem passei uma parte da tarde a discutir a situação explosiva que se vive no Sahel e que alastra agora a outras partes da África Ocidental e Central. O objectivo era o de procurar novas pistas de intervenção, para além das respostas de segurança e de desenvolvimento. Estas duas áreas já provaram que não são suficientes para tratar da crise. Continuam, no entanto, a ser as principais apostas, quer dos governos locais quer ainda dos actores exteriores, como por exemplo a União Europeia. Por razões que têm muito mais que ver com os interesses das elites locais e com a predominância da visão securitária que prevalece em França e em certos círculos europeus.

Hoje, ao percorrer o programa da Conferência de Munique sobre a Segurança, cuja versão anual decorre até domingo, notei que o Sahel e a África em geral não estão na agenda. Apenas a Líbia fará parte das discussões. Como a agenda reflecte as preocupações dos dirigentes alemães, fiquei a pensar que Berlim ainda não entendeu o que se passa na metade de África que fica mais vizinha da Europa. Se assim for, temos aqui uma grande falha de apreciação.

A Cimeira da União Africana

Começou a Cimeira da União Africana, um encontro anual que não deve ser ignorado. O Presidente da Comissão Africana, Moussa Faki, um Chadiano de grande valor, de quem sou amigo e por quem tenho um grande respeito, fez um excelente diagnóstico dos principais problemas que o Continente enfrenta. Referiu-se, nomeadamente, às acções terroristas no Sahel, na Bacia do Lago Chade e no Corno de África. Lamentou, igualmente, que se tenha estado a assistir a uma proliferação dos conflitos entre comunidades. E pôs a acento tónico na procura da paz e na criação de oportunidades para a juventude africana.

A União Europeia esteve bem representada neste dia de abertura. Foi importante ver  Charles Michel e Ursula von der Leyen em Addis Ababa. Espero que os seus conselheiros lhes tenham dito que vale a pena trabalhar em cooperação com Moussa Faki. Este é o último ano do mandato de Moussa Faki e o primeiro dos dirigentes europeus. Há que aproveitar o tempo disponível.

O comentador sabe-tudo

Ontem foi a propósito do grave incidente na Ponte de Londres. Para além dos factos, as televisões passaram horas a comentar o ataque. Puseram, como de costume, câmaras e microfones à frente dos especialistas na análise do terrorismo – a malta habitual – que discorreram sobre o assunto quando nada de concreto se sabia sobre o autor, as possíveis motivações, as circunstâncias para além do que acontecera na Ponte, etc. Se tivesse paciência para os ouvir, ficaria certamente pasmado. Emitem tanta teoria sobre um assunto em relação ao qual falta toda a informação que é essencial. São uns criativos. E servem para encher espaço.

O nosso quadro mental está obsoleto

Apercebi-me há pouco que estamos prestes a entrar na terceira década do Século XXI. O passo seguinte foi ficar pasmado ao reconhecer que continuamos a pensar e a falar de política como o fazíamos nos anos 70 ou 80 do século passado. Isto, apesar das enormes mudanças que entretanto ocorreram e dos desafios completamente diferentes que agora temos que enfrentar.

A decapitação do Estado Islâmico

O grupo terrorista Estado Islâmico anunciou hoje o nome do seu novo “Califa”, bem como do novo porta-voz. Não sabemos ainda quem se esconde por detrás dos nomes anunciados, quem são de facto essas pessoas. O tempo dirá.

Mas haverá duas verdades que convirá ter em conta.

Por um lado, nos últimos meses, muitos dos seus principais líderes foram eliminados. Chama-se a isso “decapitar” a organização, destruir o seu núcleo dirigente. O impacto dessas acções de decapitação é difícil de medir. Existem várias dissertações sobre o assunto, com conclusões divergentes. Apesar disso, deve reconhecer-se que a morte desses dirigentes deve ter abalado profundamente a organização, sobretudo nesta fase de acumulação de derrotas. Creio poder dizer, sem grandes hesitações, que a estrutura existente na Síria e na fronteira com o Iraque está bastante esfarrapada.

A outra dimensão tem que ver como as ameaças futuras. Seria um erro pensar que, depois de todos estes assassinatos, a organização deixou de ter capacidade para planear e levar a cabo atentados terroristas. O perigo continua a existir, na Síria, à volta da Síria e para além da região. Existem células clandestinas e existe um meio social e político propício a este tipo de radicalismo extremamente violento, vingativo e fanático. Por isso, a luta contra o Estado Islâmico não pode, de modo algum, ser dada como ganha.

E aqui convém lembrar que os aliados mais efectivos na prossecução desse combate são os combatentes curdos na Síria. A Europa, e não só, tem que mostrar que é fiel à aliança que precisa de manter com essas milícias curdas.

 

Ainda sobre o terrorismo no Sri Lanka

Aconselho alguma prudência aos analistas habituais, quando chamados a pronunciar-se sobre os atentados de ontem no Sri Lanka. A situação política interna é muito complexa e o que aconteceu tem uma dimensão de política doméstica muito grande. Polícias especialistas em terrorismo, vindos da Europa e dos Estados Unidos, vão estar no país para acompanhar de perto as investigações que as autoridades nacionais já têm em curso.

Para já, o que é claro tem que ver com a dimensão, o comando e controlo desta operação terrorista – tudo feito de modo muito organizado, o que significa estarmos perante uma rede altamente preparada e não face a meros amadores suicidas. E também é claro que os autores procuraram obter um impacto com grande visibilidade internacional.

Serão estas as duas linhas de partida que irão guiar as investigações, para além duma averiguação extremamente detalhada dos círculos de pessoas e dos grupos ligados aos bombistas-suicidas. E de uma análise das falhas de coordenação entre os diferentes serviços nacionais de segurança, uns dependentes do Presidente e outros do Primeiro-Ministro.

Convém evitar a tentação de encontrar bodes-expiatórios fáceis,  ao alcance da mão. A gravidade do que aconteceu exige um inquérito a fundo. Haverá muito que aprender. Nomeadamente, em termos de prevenção, para evitar, na medida possível, que as tragédias de ontem não se repitam noutros pontos do globo.

Sri Lanka: condenar a barbárie

Este domingo de Páscoa ficará marcado pela extrema violência dos atentados praticados hoje no Sri Lanka e que tiveram como alvos igrejas católicas e hotéis frequentados por turistas estrangeiros. Foram actos profundamente chocantes, com consequências devastadoras, quer em vidas quer ainda para a tranquilidade que o país tem procurado estabelecer nos últimos anos.

Não se sabe ainda, apesar das especulações que por aí circulam, quem deve ser responsabilizado por estes crimes hediondos. Mas tem que haver uma condenação muito firme destas acções terroristas. Todos os quadrantes de opinião e de cultura devem expressar horror e solidariedade. E deixar as polícias continuar o trabalho de investigação que se impõe. Depois se falará de responsabilidades.

 

Os supremacistas são um perigo

A Nova Zelândia é um país muito diverso. A população tem raízes em vários pontos do globo, para além das locais, que são as de quem pertence ao povo Maori. Um bom exemplo dessa diversidade pode ser comprovado pela diversidade dos meios de comunicação social. Há de tudo, incluindo os destinados às comunidades filipinas, chinesas, indianas, etc.

É igualmente um país muito pacífico e tolerante. Um país que aprendeu a viver em harmonia consigo próprio e com a natureza.

Os ataques terroristas de ontem foram, por isso, uma grande surpresa. Vieram lembrar-nos, entre outras coisas, que o extremismo racista, as ideias supremacistas de ultra-radicais brancos são, como outras, uma ameaça muito séria. Incluindo onde menos se espera.

As forças de segurança não chegam para tudo, é verdade. Mas não podem de modo algum deixar de vigiar quem faz do ódio étnico ou religioso uma bandeira de combate e de propaganda violenta. Na Nova Zelândia, em Portugal, e noutros cantos do mundo.

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