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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

O meu blog

Hoje expliquei a um amigo que não ando por aqui para ganhar batalhas. A escrita é um compromisso que tenho comigo, por razões que não são para aqui chamadas. Mas é igualmente uma oportunidade para ir além do meu espaço pessoal e partilhar algumas ideias com que tem a bondade de me ler. Vistas largas, abertura de espírito e coragem opinativa são as linhas orientadoras. E, que na minha opinião, são matérias raras no mercado de opinião que são as redes sociais

Os extremistas estão a ficar ousados

O meu amigo António mora em Évora. É artista plástico e projecta, como muitos dos que praticam a sua arte, um ar de uma certa rebeldia. Fica-lhe bem, é uma expressão da sua criatividade e dá-lhe uma ar mais jovem, a ele que anda na mesma casa de idades que eu. Já tivemos menos rugas, é verdade. Mas a vida é assim.

O que não pode ser assim é o que ele conta na sua página do Facebook. Ontem à tarde, num supermercado da cidade, foi gratuitamente ameaçado por um jovem que disse não gostar de “comunas”, ou qualquer coisa desse género, e que berrou umas palavras a favor do nazismo. O António não o conhecia de parte alguma, nem andava a fazer propaganda partidária. Tinha ido, pacificamente, fazer umas pequenas compras.

Este tipo de agressividade é inaceitável. O extremismo, seja ele pró-nazi ou de qualquer outro tipo, é um problema social, para além de ser também uma questão política. Quando toma a forma de violência verbal e de intimidação, é um crime.

Aqui fica a minha solidariedade para com o António e o meu não a que tudo o que seja bestialidade em matéria de política.  

 

 

Ainda sobre o Irão e nós

O meu amigo A. é visceralmente anti-americano. Todas as suas análises dos factos correntes assentam nesse sentimento, desde que hajam americanos metidos ao barulho. E as suas entranhas ainda ficam mais vulcânicas se a notícia tiver que ver com o Presidente Donald Trump.

Assim, os seus comentários sobre o assassinato do general iraniano Qassem Soleimani – um assunto sobre o qual escrevi longamente – eram previsíveis. Demoliam, forte e feio, o Presidente dos Estados Unidos. E davam os líderes iranianos como os bons da fita. Ou, menos menos, não havia uma sombra de uma crítica sobre eles.

Eu também não estou de acordo com a decisão tomada por Donald Trump. O meu texto de ontem menciona as principais razões, que são de ordem política e moral. E chamo a atenção para os riscos de agravamento dos conflitos numa região do globo que já está em crise profunda, com várias populações a sofrerem as maiores tragédias há anos. Toda e qualquer acção que leve a uma escalada da miséria e dos confrontos existentes só pode ser condenada. Sem equívocos.

Mas também é de condenar o regime que o Gen. Soleimani defendia. O Irão é um inferno político gerido em nome de Deus. É uma ditadura de religiosos com ideias dos tempos das ténebras, sem qualquer tipo de espaço para a liberdade e para os direitos humanos. É uma aberração histórica, vizinho de outros desvarios semelhantes e de inspiração semelhante, como por exemplo, a Arábia Saudita. O meu amigo A. não conseguiria respirar qualquer pontinha de democracia no Irão. Nem seria aceite, por ser visto ou como cristão ou como ateu, duas condições inaceitáveis nas terras dos religiosos do fanatismo.

Perante isto, que fazer, que papel poderemos desempenhar, enquanto europeus?

Modestamente, aqui ficam duas ideias.

Por um lado, procurar atenuar o confronto entre os Estados Unidos e o Irão, bem com os conflitos entre este último e os seus vizinhos sunitas. A mediação é a via. É isso que a França, em ligação com o Japão, têm tentado fazer, de modo confidencial, nos últimos meses. Não se fala no assunto, os contactos têm sido altamente secretos, mas existe uma tentativa de mediação. É evidente que esse processo ficou seriamente afectado com a decisão de matar, tomada pelo Presidente americano. Também é verdade que Donald Trump não acredita nas possibilidades de êxito dessa iniciativa. Na sua maneira de ver, a força é quem mais ordena. Mas as mediações são assim, têm primeiro que ganhar a confiança das partes. Mediar exige que se tenha a paciência de caminhar num labirinto.

Por outro lado, cabe-nos continuar a falar de democracia, do direito das populações em decidir que regime e dirigentes políticos querem, insistir na liberdade e na tolerância religiosas, enfim, nos valores que definem o mundo deste tempo que é o nosso. Temos, porém, que o fazer com coerência, evitando a duplicidade que tantas vezes nos caracteriza.

 

 

Responder a quem tem a amabilidade de comentar

Queria confirmar que leio todos os comentários que me fazem. Não tenho respondido por questões de perícia. O Sapo mudou o sistema de resposta e ainda não consegui encaixar com ele. Mas os comentários são apreciados. E devo dizer que não tenho sido alvo de ataques parvos ou mal-educados. São muitos os que se queixam da violência verbal nas redes sociais. Ela existe, é um facto. Aqui, não tem aparecido. Também é verdade que promovo “vistas largas”. Acredito que a diversidade de opiniões e a tolerância pelas ideias dos outros são dois pilares importantes da prática democrática. Lutar por eles, segui-los, tudo isso faz parte do combate por uma sociedade mais evoluída e pela exclusão de todos os pequenos ditadores que por aí andam.

Obrigado.

A nossa maneira intolerante de fazer política

A luta política portuguesa ainda está debaixo da influência de escolas de pensamento totalitárias. Em ambos os lados, à esquerda e à direita, não estamos preparados para aceitar outros pontos de vista, para ver qualquer tipo de mérito nas opiniões de outras famílias políticas.

A maioria dos defensores das ideias de esquerda vê as outras correntes de opinião como inimigas do povo. Só eles é que têm razão, cada um na sua capela ideológica e entre os seus fiéis amigos. Se tivessem o poder, um poder absoluto, praticariam aquilo que Estaline e outros praticaram, quando se tratava de lidar com pessoas com um pensar diferente. Talvez a uma escala menor, que nós somos uns meia-tigelas, mas o princípio seria o mesmo: esmagar quem não pertence à nossa família política.

À direita, também se faz política assim. Os adversários são vistos como inimigos e os inimigos só podem ter um destino.

A intolerância e a incapacidade de dialogar e de chegar a compromissos têm muitos adeptos entre nós. Fomos formatados pelo fascismo e pelo outro lado da medalha, pelas ditaduras que invocavam em vão a classe operária e o proletariado. Ou seja, a nossa cultura política é uma cultura que procura excluir e derrotar, em vez de construir e harmonizar. É uma maneira de ver que não deixa espaço para um equilíbrio de interesses e para uma inclusão inteligente dos cidadãos, sobretudo daqueles que menos sabem de política e que, por isso, andam mais indefesos.

Toda esta intolerância revela uma grande imaturidade política. Sobretudo, ao nível de quem manda na política, dentro ou fora do governo, nos jornais, nas assembleias, na praça pública. Os actores políticos são infantis, apenas pensam na imagem da sua pessoa e na maneira de bater nos outros, forte e feio.

Há aqui uma revolução cultural que precisa de ser levada a cabo. O problema é que não vejo como se pode iniciar o processo.

 

A democracia e os ditadores em potência

Nesta altura pré-eleitoral, uma das perguntas que aparece em cima de algumas mesas tem que ver com o significado da democracia. Que queremos dizer, quando se fala na democracia que se pratica nos países europeus?

Para mim, democracia é a procura de inclusão, de consensos entre diferentes correntes de opinião, bem como um processo de construção de equilíbrios entre os interesses de várias camadas sociais. É, ao nível do quotidiano, um exercício permanente de comunicação clara e construtiva.

A democracia deve ser praticada pela positiva.

Não se trata de tentar excluir os outros. Não é uma espécie de guerra civil. Não pode ser um concurso de propostas demagógicas. Nem uma campanha de insultos.

Quem pratica a política pela negativa tem nos seus genes o embrião comum dos ditadores. E há muitos, em potência, por aí.

O país mudou muito

Há 98 anos, Portugal era um país pobre, pouco instruído e profundamente rural. Um país de servos, sem perspectivas, perdido na ignorância dos preconceitos de outrora e dirigidos por incompetentes políticos. Foi nesse ambiente que o meu Pai nasceu, numa aldeia de Pombal. Faria hoje anos. E veria agora um país diferente. Os políticos talvez não sejam mais competentes do que os de outrora. Nem menos oportunistas. Mas os Portugueses são hoje mais vivos, melhor preparados para enfrentar o futuro e mais abertos a todo um leque de ideias, para além da cartilha tradicional.

Terrorismo

O massacre de fiéis em duas mesquitas de Christchurch, na Nova Zelândia, deixou-me horrorizado. Tem que ser condenado com convicção e sem qualquer sombra de reservas. Todo o tipo de violência é condenável. A violência em massa e de modo cego, levada a cabo por razões de diferença étnica ou cultural, é particularmente perversa. É um acto de terrorismo. Tem como objectivo criar um clima de medo colectivo e de intolerância.

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