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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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O custo das sanções

https://www.dn.pt/opiniao/nao-ha-democracia-nem-almocos-gratis-15053973.html

Este é o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. Agora, interrompo a escrita até Setembro. 

Cito de seguida umas linhas do texto. 

"Não é apenas o autocrático Viktor Orbán que alega que as sanções têm um efeito boomerang e que acabam por prejudicar mais as economias da UE que a russa. Temos por aí gente boa que também vê a coisa assim. E alguns até se julgam mais espertos que os dirigentes europeus, que, entretanto, já aprovaram sete rondas de sanções contra o regime de Vladimir Putin."

A exportação de cereais

Um dos obstáculos logísticos à implementação do acordo sobre a exportação de cereais ucranianos diz respeito aos seguros dos navios e da carga. Hoje, o principal consórcio de companhias seguradoras que opera a partir da praça de Londres anunciou que uma fórmula havia sido encontrada, de modo a permitir a concretização dos seguros. É uma boa notícia, mesmo sabendo que o prémio será mais elevado que o habitual. Assim, será possível, nos próximos dias, testar a validade do acordo, quando os primeiros navios se fizerem ao mar.

O custo da agressão, em dólares e cêntimos

Quanto custa ao tesouro russo a agressão contra a Ucrânia? Essa é uma pergunta que deve ser feita, mesmo se a resposta não for totalmente clara. Uma fortuna, é a resposta mais acertada e falando apenas em termos financeiros.

Não creio poder dizer que exista uma estimativa fiável. Mas diria que os quatro mísseis que a Rússia lançou ontem contra o porto de Odessa custaram à volta de 6 milhões de dólares, ou seja, 1,5 milhões cada. Esse custo não inclui o valor da logística necessária para os lançar.

São apesar de tudo mais baratos que os Iskanders, o tipo de míssil mais frequentemente utilizado pelos russos. Esses custam à volta de 10 milhões de dólares por unidade. No total, estamos a falar de várias centenas de milhões de dólares por dia, gastos para agredir a Ucrânia.

Que quer Vladimir Putin?

Perguntou-me a jornalista que apresentava o jornal das 19:00 horas da SIC Notícias que estaria por detrás do bombardeamento russo do porto de Odessa, que hoje ocorreu. A pergunta era extremamente pertinente, tendo em conta que ainda ontem o Ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, havia assinado um acordo em se comprometia a não atacar os três portos ucranianos por onde seriam exportados os cereais. Respondi que a Rússia quis, uma vez mais, lembrar que acredita acima de tudo no uso da força bruta e sistemática. A diplomacia é apenas praticada para enganar o parceiro.

Deveria ter acrescentado que não é fácil ler as intenções que circulam na cabeça de gente como Vladimir Putin. Mas é possível dizer que leitura fazemos do bombardeamento de hoje: que não se pode ter confiança nas promessas de Putin. Essa é, na verdade, a grande conclusão a que podemos chegar, sem grandes dúvidas e infelizmente.

Lavrov faz mais ameaças

Sergei Lavrov, o feroz ministro dos Negócios Estrangeiros de Vladimir Putin, veio hoje confirmar aquilo que já se percebia: a agressão tem objectivos que mudam com os tempos, mas no essencial, trata-se de um projecto de conquista militar para anexar à Rússia o máximo possível de territórios ucranianos. É um claro voltar aos tempos antigos, em que os países se atacavam uns aos outros com objectivos territoriais e de domínio de mais populações. Ou seja, é uma violação descarada e inaceitável da ordem internacional que tem estado em vigor desde 1945. Com a agravante do Estado violador ser um membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.

Vladimir Putin também vai ao Médio Oriente

Amanhã é a vez de Vladimir Putin se deslocar ao Médio Oriente, para um encontro com o presidente turco e o líder do Irão.

Uma parte da conversa estará relacionada com a situação na Síria. A Turquia tem a intenção de atacar as zonas controladas pelos curdos. A Rússia e o Irão, que jogam no mesmo campo no caso da Síria, opõem-se a esse plano. Que concessões poderão ser propostas por Erdogan para vencer essa oposição? Entre as várias hipóteses, existe a possibilidade de garantir à Rússia que nem a Finlândia nem a Suécia serão aceites como membros da NATO. Erdogan pode vetar essa adesão.

 A outra parte da conversa será sobre a agressão russa contra a Ucrânia. Os russos querem adquirir drones fabricados pelos iranianos e ganhar o apoio político de ambos os países, sobretudo da Turquia, que é um membro da NATO cheio de ambiguidades. Daria muito jeito aos russos ver os turcos fechar os olhos à navegação russa através do Bósforo, nomeadamente aos navios com cereais roubados aos ucranianos.

 

Joe Biden anda pelo Médio Oriente

https://www.dn.pt/opiniao/joe-biden-o-medio-oriente-e-a-coerencia-em-politica-15019740.html

Assim escrevo no Diário de Notícias de hoje. E a quem pensa o contrário, esclareço que não comparo a minha escrita com outras. Cada um tem o seu estilo, os seus temas preferidos, a sua interpretação do que pode significar escrever para um público diverso e, em geral, bem informado. Há espaço para todos. 

Cito apenas umas linhas do meu texto de hoje. 

"Uma visita que não traz qualquer tipo de resposta à questão palestiniana, ao obscurantismo e à crueldade do regime saudita, ou à contenção da ameaça iraniana, só pode ser notada pela negativa."

A crise no Sri Lanka é outra história

Numa das minhas intervenções num canal televisivo nacional, a jornalista “pivot” queria que eu ligasse a crise no Sri Lanka ao problema do bloqueio da exportação de cereais ucranianos, bloqueio esse resultante da agressão russa. Outros comentadores e jornalistas têm feito essa ligação, sendo assim mais uma oportunidade para “globalizar” a crise que foi provocada na Ucrânia.

A violação da soberania ucraniana e o conflito que já dura à 138 dias tem na verdade um impacto internacional enorme. Nomeadamente em matéria de segurança alimentar, de desestabilização dos mercados de combustíveis, de aumento das dificuldades sociais em vários países mais vulneráveis e de polarização política. Mas não me parece correcto – e disse-o na minha resposta – fazer a ligação entre o caos económico e social que se vive no Sri Lanka e a questão dos cereais ucranianos. O colapso político, económico e político em que se encontra esse país tem outras causas: corrupção da classe dirigente, apropriação das riquezas e do poder pela família do Presidente Rajapaksa, a derrocada do sector do turismo por causa da pandemia e o endividamento público para além dos limites razoáveis. O Sri Lanka é um exemplo daquilo a que conduz a má governação, a corrupção das elites e a discriminação social das minorias. Estar a ligar tudo isto à invasão russa da Ucrânia é uma maneira de desacreditar as verdadeiras consequências negativas dessa agressão decretada pelo Kremlin.

 

 

 

 

 

 

 

 

A geopolítica não serve para justificar guerras

Hoje, vi-me forçado a lembrar ao meu amigo D. que estamos em 2022. Já não vivemos em 1991 ou 1998, e ainda menos nas décadas anteriores. Agora, as pessoas e as suas opiniões contam como não contavam nesses tempos. Se os ucranianos não querem ser russificados, ou aderir à Rússia de Vladimir Putin, não há nenhuma teoria geopolítica que justifique o uso da força. Esse uso é pura e simplesmente ilegítimo.

E já agora, o mesmo se pode dizer sobre Taiwan, o Tigray, a Palestina e outros territórios.

NATO: refém da Turquia, da Rússia e da China?

https://www.dn.pt/opiniao/notas-a-margem-da-cimeira-da-nato-14982822.html

Este é o link para a minha crónica de hoje no Diário de Notícias. Cito, de seguida, um parágrafo do meu texto.

"Para além da aprovação do novo conceito estratégico, o desfecho do que está a acontecer na Ucrânia é que será verdadeiramente transformador. A cimeira de Madrid reconheceu que não se pode deixar a Rússia vencer o conflito que provocou. Nos tempos de hoje, a violação da lei e da ordem internacionais não deve trazer vantagens para o infrator. Já a reunião do G7, uma cimeira algo confusa nas vésperas do encontro de Madrid, havia chegado à mesma conclusão. Mas uma declaração desse tipo só tem valor se for traduzida em ações concretas que impeçam a vitória de Moscovo."

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