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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Davos, os EUA, a China e a União Europeia

https://www.dn.pt/opiniao/davos-e-as-multiplas-crises-e-a-conversar-que-a-gente-se-entende--15685937.html

Link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. 

Cito o último parágrafo do meu escrito.

"O que considerei errado foi o alinhamento acrítico da presidente da Comissão Europeia com os EUA nas referências à competição económica com a China. Na realidade, há agora mais rivalidade e entraves vindos dos EUA que do lado chinês. Basta pensar na nova lei de Biden sobre os apoios financeiros aos investimentos tecnológicos que sejam feitos nos EUA, o chamado Inflation Reduction Act de 2022. Von der Leyen e os outros dirigentes europeus não devem transformar mecanismos como o de Davos em plataformas de ataque contra tudo o que não venha da esfera de influência ocidental. Davos pode ter muitos defeitos, mas tem oferecido a vantagem de ser um ponto de encontro e de facilitar o diálogo entre os poderosos provenientes das diferentes partes do mundo. E esse diálogo, num tempo de policrises, para utilizar a expressão de Schwab, faz hoje mais falta que nunca."

 

Os interesses marroquinos

Marrocos investe imenso em questões de espionagem, contraespionagem e serviços secretos. Tem agentes infiltrados em vários países e instituições. Bruxelas e as agências europeias são um dos alvos preferidos.

Soube-se agora que os mesmos indivíduos que no Parlamento Europeu trabalhavam clandestinamente a favor de Qatar também o faziam para Marrocos. Um dos objectivos era conseguir que a UE proporcionasse um tratamento favorável aos interesses marroquinos, em várias áreas, da pesca ao comércio, passando pela apreciação positiva da prática dos direitos humanos em Marrocos. E que não reconhecesse qualquer tipo de contacto ou de actividade que tivesse de ver com a Saara Ocidental.

A entrada no Ano Novo

https://www.dn.pt/opiniao/olhar-para-2023-de-modo-diferente-15605739.html

Este é o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. Insisto em dois pontos, quando olho para 2023: pensar numa nova maneira de fazer a gestão da paz e obrigar a Rússia a assumir as suas responsabilidades; lembrar que temos de trabalhar diplomaticamente com a China, com muita habilidade e tendo bem presente os interesses de cada parte. 

Cito umas frases do texto de hoje: 

"Mais, o prolongamento da campanha russa traz consigo o risco, acidental ou deliberado, de pegar fogo à Europa Ocidental e mais além. Razão muito forte pela qual este tem de ser o ano de uma iniciativa de paz, liderada pelos europeus e em colaboração com os EUA e a China, entre outros.

 

Sim, com a China, mas não com os BRICS, que são uma estrutura cheia de problemas internos -- Brasil, África do Sul -- e de rivalidades entre a Índia e a China. E o relacionamento com a China não prejudica necessariamente a aliança entre os europeus e os norte-americanos, nem contradiz o apoio que temos o dever de continuar a fornecer à Ucrânia. A complexidade do conflito exige uma maneira criativa de intervir na sua solução."

Mais um pacote de sanções

O nono pacote de sanções da União Europeia contra a Rússia foi aprovado na sexta-feira. Inclui três grandes áreas: tudo o que possa estar relacionado com a indústria militar; alguns bancos que ainda estavam fora da lista; e cerca de 200 personalidades e instituições ligadas a ataques contra civis e ao rapto de crianças ucranianas.

As sanções são importantes como a expressão inequívoca de um desacordo político e pelo impacto económico que possam ter sobre a continuação do conflito. É, no entanto, fundamental que existam mecanismos que evitem a violação dessas sanções, como também é necessário que as medidas atinjam os sectores cruciais, que tenham um impacto decisivo sobre a máquina de guerra.

Na situação actual, temos indicações que vários países estão a aproveitar-se do regime de sanções imposto pela União Europeia para servirem de intermediários entre a Rússia e o resto do mundo. Este é um tema que terá de ser analisado com todo o cuidado. E que pede respostas fortes.

Biden, Macron e Zelensky

A visita de Estado de Emmanuel Macron aos EUA está a correr muito bem. O presidente francês foi recebido de modo muito positivo por Joe Biden. Ficou claro que é admirado como um dos grandes líderes da União Europeia. Isso não será suficiente para permitir a Macron desempenhar um papel de liderança não seio da UE, mas poderá servir para reforçar a sua posição quando tiver a oportunidade de falar com Vladimir Putin. Este saberá, então, que Macron falará não apenas em seu nome, mas também com base nas posições dos americanos.

A grande questão é saber se conseguirá entrar em contacto com Putin nos tempos mais próximos. Tem tentado várias vezes, nas últimas semanas, mas sem sucesso. Putin não se tem mostrado disponível. Talvez mude de ideias agora. Mas não creio que existam as condições necessárias para uma negociação entre as partes. O líder russo quer sair vencedor da agressão. Não vejo os ucranianos aceitarem essa postura. E será muito difícil aos americanos e aos franceses forçarem Zelensky a aceitar uma negociação que possa parecer uma derrota. Os ucranianos têm mostrado uma tenacidade de ferro e não vão mudar de atitude. Só poderão participar num processo de negociações que reconheça a coragem e a determinação que têm demonstrado. Esta é uma guerra que só tem duas saídas possíveis: ou se ganha ou se perde.

 

Cuba e os EUA: um erro americano

A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou hoje mais uma resolução sobre a necessidade de pôr termo ao embargo económico, comercial e financeiro que os EUA têm em vigor contra Cuba. 185 países votaram a favor da resolução, incluindo todos os Estados membros da União Europeia. Apenas os EUA e Israel votaram contra a resolução. O Brasil e a Ucrânia abstiveram-se.

Há 30 anos que a AG pede o fim do bloqueio. Mas Washington não ouve a comunidade internacional, quando se trata de Cuba.

A construção da autonomia europeia

As eleições intercalares (midterm) nos EUA na próxima semana podem ter um impacto muito negativo na política externa do país. É fundamental que os democratas ganhem o controlo de ambas as câmaras.

Essas eleições mostram igualmente quão importante é defender a autonomia da UE em relação aos outros blocos, incluindo ao americano. A Europa nunca será inteiramente autónoma, por várias razões, incluindo por causa da dependência em termos de matérias-primas. Mas mesmo assim, poderá criar um alto grau de independência, se diversificar as suas fontes de abastecimento e se continuar a investir no conhecimento cientifico e tecnológico.

Meloni entra suavemente na política italiana e europeia

Giorgia Meloni foi agora investida como primeira-ministra da Itália. E tem-se revelado muito astuta. Não apenas nas nomeações que fez para pastas importantes como também nas declarações públicas, que defendem a Europa e a Ucrânia. Não sei se o diz por convicção, mas a verdade é que a sua entrada em funções tem sido recebida com tranquilidade quer na Itália quer em Bruxelas. Também tem havido uma reação positiva dos mercados financeiros. Só posso esperar que continue na via da moderação, apesar do seu passado ideológico e de ter como companheiros de percurso gente como Matteo Salvini e outros que tantos. A Itália precisa de serenidade e a Europa não quer andar em disputas com os governos dos Estados-membros. Vai ser interessante seguir a governação de Meloni e tentar perceber o que isso poderá significar noutros países, que também têm políticos de inspiração ultranacionalista e fascista.

 

Para onde vamos?

https://www.dn.pt/opiniao/quanto-vale-o-otimismo-15228244.html

Este é o link para a minha crónica de hoje no Diário de Notícias. 

Cito as seguintes linhas: "Este outono e inverno serão um momento muito crítico para as economias e para a estabilidade política na Europa. Chegaremos ao fim ou mais coesos e com uma união mais forte, ou então profundamente divididos, com cada Estado a puxar a brasa ao seu umbigo nacional. Para se ir no bom sentido, será necessário atuar em três frentes. Num acordo sobre as questões energéticas, com um quadro de referência comum, que seja respeitado por todos. Num apoio sem falhas à luta legítima e vital pela soberania e a democracia na Ucrânia. E numa posição firme, inequívoca e certeira - estratégica - perante as ameaças de Vladimir Putin."

O Estado da UE

https://www.dn.pt/opiniao/o-estado-da-ue-e-satisfatorio-15167309.html

Deixo acima o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. 

Cito apenas o seguinte: "A intervenção de von der Leyen foi mais política e concreta, como seria de esperar. Deve ser considerada, no geral, como positiva. Seria um erro, neste momento de múltiplos desafios existenciais, procurar minar a autoridade da CE e, em particular, da sua presidente."

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