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Crescemos quando abrimos horizontes

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Vacinas e conversa fiada

Nos Estados Unidos, apenas três tipos de vacinas receberam a luz verde que se designa por Emergency Use Authorization (EUA), a autorização que é dada pela U.S. Food and Drug Administration (FDA): trata-se das vacinas da Pfizer, da Moderna e da Janssen (Johnson & Johnson).

As outras ainda não completaram – ou mesmo, ainda não iniciaram – o processo de aprovação. É o caso da AstraZeneca. Mas isso não quer dizer que a vacina da AstraZeneca não seja eficaz.

Os Estados Unidos não estão a importar vacinas europeias. Também não estão a exportar para a Europa.

A campanha de vacinação americana é muito eficiente. O Presidente Biden tem dado uma atenção prioritária ao assunto. Como aliás outros também o deveriam fazer. Neste momento, não há nada mais político que o sucesso de uma boa campanha de vacinação. 

Estes são os factos. O resto é conversa.

Saber comunicar é trabalho de político

A confusão destes dias sobre a vacina da Astrazeneca mostra, uma vez mais, a importância de uma comunicação clara e directa sobre as campanhas de vacinação. Essa deve ser a responsabilidade dos dirigentes políticos. O sucesso das campanhas é essencial. Por isso, a maneira de falar sobre o assunto tem de responder às interrogações que os cidadãos possam ter e levá-los a aceitar as vacinas existentes e reconhecidas pelos cientistas. A impressão que fica é que os políticos não têm sabido comunicar sobre o assunto. Essa falha abre a porta aos promotores de teorias da conspiração. Ou, pelo menos, ao cepticismo e à irritação popular.  

O dia de hoje

O partido de Angela Merkel perdeu pontos em duas eleições regionais que hoje tiveram lugar. É importante perceber as razões da quebra de apoio. A primeira tem de ver com os atrasos nas vacinações e a percepção que o governo não tem sido coerente na resposta à pandemia. A segunda diz respeito a casos de corrupção e de aproveitamento do poder por parte de deputados do partido para fazer negócios e ganhar comissões.

Estes são dois temas muito sensíveis. Na Alemanha, como em qualquer outro país da União Europeia, o abuso do poder para benefício pessoal é um tema central em matéria política. O papel das instituições e das oposições é o de estar atentos a esses abusos e denunciá-los. Por outro lado, a questão da vacinação que não avança vai acabar por ter custos políticos muito grandes. Os europeus vão comparar os números com os do Reino Unido, dos Estados Unidos e outros, e não vão aceitar de ânimo leve as justificações que os políticos lhes forneçam para justificar a lentidão.

Tudo isto faz-me pensar numa panela de pressão que está a ferver em lume brando. As consequências serão desastrosas, se o lume não for apagado rapidamente.

A Europa e as vacinas que não chegam

Durante a minha tele-conferência desta tarde com gente de Beijing, China, fiquei a saber que aí o critério da vacinação contra a covid-19 é o do sector de residência. Cada zona da cidade é designada, em determinado momento, como área de vacinação e todos os habitantes que aí residem são vacinados, independentemente da idade. Assim se criam perímetros de imunização, que se vão expandido à medida que os dias avançam.

Parece-me uma boa lógica. Sobretudo porque a vacinação progride rapidamente. Não há espaço para que uns se sintam mais privilegiados que os outros.

Mais tarde recebi notícias dos meus amigos americanos em Riade, na Arábia Saudita. É um casal no grupo etário dos 40-49 anos. Foram hoje inoculados com a primeira dose da vacina. E disseram-me que o sistema funciona bem.

Entretanto, os meus antigos colegas que residem no Estado de Nova Iorque já foram todos vacinados.

Na União Europeia andamos todos à procura do tempo que não chega.

 

Vacinar, vacinar, vacinar

O meu texto de ontem voltava a sublinhar a urgência das campanhas de vacinação. E a importância de se utilizarem todas as vacinas disponíveis. É óbvio que não me esqueço das dificuldades que existem em termos de produção de quantidades astronómicas de vacinas, desde a vacina a tudo o resto – frascos, embalagens, sistemas de refrigeração, a logística da distribuição, as seringas, etc. Mas todas as atenções devem estar focadas nisso. Andar a falar de passaportes vacinais quando uma grande parte da população não deverá estar vacinada no início do verão – se continuarmos ao ritmo a que vamos agora – parece-me uma distracção. Uma mais. E uma nova fonte de tensões, de desilusões e de perda de credibilidade.

Desafinados demora mais tempo

https://www.dn.pt/opiniao/uma-primavera-europeia-com-mais-pujanca-13418822.html

Link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias.

Cito, de seguida, o último parágrafo do texto.

"O resto da UE pesa pouco na definição da linha futura. Assim, é essencial ter em Bruxelas uma liderança comunitária forte. Essa é uma das lições que se deve tirar da presente barafunda – precisamos de líderes sólidos nos principais países da União e de políticos de primeiro plano nas instituições europeias. A prática de mandar para Bruxelas personalidades de segunda linha não serve. Na crise atual e perante a dimensão dos desafios dos próximos anos, há que pensar numa remodelação profunda da presente Comissão e num reforço dos seus poderes. Algo difícil, mas que deve ser encarado sem demoras e com a necessária sensibilidade."

Cuidado com os populistas

O ritmo de vacinação dos cidadãos é uma questão altamente política. Vai directamente ao centro de duas questões particularmente importantes: a da preservação da vida de cada um e a ética. As demoras, a má organização, a politização de certas vacinas, por virem da China ou da Rússia, ou de outro sítio qualquer, a falta de diálogo com esses países, para que o processo de aprovação das suas vacinas possa começar ao nível da Agência Europeia do Medicamento, a confusão que certos governantes europeus criaram à volta da AstraZeneca, tudo isso tem um impacto imediato e directo sobre a vida das pessoas, o seu confinamento prolongado, o contágio e, infelizmente para muitos, a perda de vida. A questão é de tal maneira multidimensional no seu impacto, incluindo na economia e nas relações sociais, que não poderá haver nenhuma outra matéria que deva merecer mais atenção, por parte das autoridades políticas, nacionais e europeias. A imagem que sobressai é que essa prioridade absoluta não está a ser reconhecida. E que as lideranças não conseguem sair do quadro rotineiro a que estão habituadas.

Por outro lado, as reportagens de líderes a serem vacinados antes da grande maioria dos mais frágeis também levantam interrogações políticas e de ética. Têm de se explicar melhor a razão que leva os políticos a passar à frente, a furar a fila de espera. Caso contrário, fica a impressão amarga de que, uma vez mais, a política é exercida para benefício pessoal.

Admira-me que os populistas que por aí andam não tenham ainda tentado tirar proveito destas falhas. Temos aqui temáticas que poderão facilmente ser exploradas politicamente. E, com jeito, dariam lume para muita agitação social.

A Europa e as vacinas russas e chinesas

Os líderes da União Europeia reuniram-se hoje por videoconferência. A principal conclusão que tiro da reunião é que eles compreendem que a campanha de vacinação não está a avançar ao ritmo que deveria. Uma das razões é certamente a falta de vacinas. As farmacêuticas ainda não têm capacidade para produzir vacinas em quantidades que correspondam à procura. Mas há outras questões. E não são apenas relativas ao atraso nas encomendas feitas por Bruxelas. Estão relacionadas com a fraca aceitação da vacina produzida por AstraZeneca – os governos criaram confusão nas cabeças dos europeus sobre a eficácia desta vacina –, bem como com questões políticas. Os europeus deveriam encomendar as versões russas e chinesas. É uma decisão de saúde pública. Não o querem fazer, não querem dar o braço a torcer, o que é um erro. A política não deve ser mais importante do que a vida das pessoas. A Hungria está a aplicar a vacina chinesa, à revelia da política europeia em relação ao assunto. Desta vez, tenho de dar razão a Viktor Orbán.  

Esta seria uma tarefa para o G20

https://www.dn.pt/opiniao/uma-vacina-contra-as-rivalidades-geopoliticas-13366109.html

O link acima abre o meu texto de hoje no Diário de Notícias. 

A mensagem fundamental é que o combate à pandemia deve ser global, incluir todos os que tenham meios para nele participar. Os países do G7, ao tentarem excluir a China e a Rússia de um processo coordenado de vacinação nos países mais pobres, estão a cometer um grande erro. Um erro que tem duas frentes: torna mais lenta e menos eficaz a imunização de todos; e não aproveita uma oportunidade de estabelecer uma plataforma de cooperação com essas duas potências. 

No final, perdem os povos que precisam e perderão os ocidentais,em termos de presença no mundo. A China, em particular, não vai esperar por nós. Irá fazer, sozinha, a sua diplomacia com base em campanhas de vacinação em África e noutras partes do globo. 

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