Portugal é grande quando abre horizontes

02
Mai 19

Sobre a Venezuela, repito que a saída da crise necessita de uma iniciativa de mediação internacional. A situação actual é muito grave e não permite que haja que vença e quem seja humilhado e possivelmente esmagado. A violência levaria a isso, a vencedores de um lado e vencidos, do outro. Seria uma tragédia nacional. E as divisões internas profundas ficariam por resolver. As causas do conflito não seriam resolvidas.

É preciso negociar. Com a ajuda de facilitadores externos e imparciais. A ONU está numa situação de fraqueza e não pode desempenhar o papel que deveria ser o seu. Infelizmente, assim é. A União Europeia também está excluída, por ter tomado posição, de modo inequívoco. E a América Latina encontra-se numa posição semelhante, de um lado ou do outro.

Quem, então?

A minha sugestão seria a de um triunvirato de países neutros, liderado pela Suíça e incluindo o México e o Vaticano. Com um mandato aceite por Nicolás Maduro e por Juan Guaidó. E com a aprovação silenciosa, tácita, sem discussão, do Conselho de Segurança da ONU. Se tal for possível, se o Conselho conseguir chegar a esse tipo de decisão. Mas não seria indispensável. O acordo de mediação que contaria seria o que comprometesse os líderes da Venezuela. É nesse sentido que se deve olhar em frente.

 

publicado por victorangelo às 19:53

23
Fev 12

Podem ler, na Visao de hoje, uma breve reflexao sobre o Vaticano e o poder, incluindo o poder económico.

 

Está disponível em:

http://aeiou.visao.pt/whitney-e-os-cardeais=f647936

publicado por victorangelo às 21:01

02
Abr 10

 

Este blog não se mete em questões do foro religioso. Nem mesmo numa Sexta-feira santa, em tempos de Páscoa. A religião é vista como uma decisão pessoal. O que conta é a liberdade religiosa, que inclui o direito e o respeito pelos que não têm fé, e a igualdade das religiões perante a lei. O velho princípio de dar a César o que é de César lembra-nos que é fundamental separar a religião da política. Cada coisa na sua esfera.

 

É verdade que o Vaticano também funciona como um Estado. E como Estado independente, não deve intervir na política interna dos outros Estados. Mesmo se o Vaticano é representado por um dos melhores serviços diplomáticos que conheço, sempre bem informado e com uma grande capacidade analítica. Durante os meus anos de diplomata, tive a oportunidade de ter um número incalculável de discussões com vários Núncios Apostólicos. Fiquei, aliás, amigo pessoal de um deles, que, como eu, tinha uma grande paixão por barcos e pelo mar, além de ser um excelente velejador e um tenista de competição. 

 

Mas não é essa faceta da Igreja que sobressai, para o comum dos mortais que nós somos. Para cada crente, é a parte religiosa que é valorizada, que toma a primazia.

 

Sem violar a minha regra, penso que a Igreja Católica está, neste momento, a enfrentar um problema muito sério, à volta das questões da pedofilia. A hierarquia deve debruçar-se sobre o assunto e tomar uma posição inequívoca. É preciso definir uma posição oficial e assumir as responsabilidades. Esta não é uma matéria de fé. É uma questão legal e social da maior importância.

publicado por victorangelo às 20:45

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