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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Falemos de petróleo

Os ministros dos Negócios Estrangeiros da UE reúnem-se amanhã, no Luxemburgo, para discutir um novo pacote de sanções contra a Rússia. O embargo das importações de carvão é um tiro para o ar, sem qualquer peso real, para além do mero simbolismo vazio que poderá representar. A UE importa cerca 5,2 mil milhões de euros por ano de carvão russo. É valor relativamente insignificante. O que na verdade conta são as importações de petróleo e de produtos derivados do petróleo. Foram 74 mil milhões de euros em 2021. É aí que tem de se fechar a torneira. O petróleo poderá vir de muitos outros sítios. Não deverá continuar a ser importado da Rússia. É isso que se pede aos ministros que decidam amanhã. A pressão pública, a nossa pressão sobre os ministros e os governos europeus tem de incidir nessa área.  Se assim acontecer, a Rússia não terá condições financeiras para prolongar a agressão contra a Ucrânia por muito mais tempo.

 

Uma nota especial, numa página Especial do DN

Hoje, no Diário de Notícias, num Especial, na página 21, escrevo o que se segue.

"A minha Mãe aprendeu a escrever e a ler graças ao Diário de Notícias. Nasceu e foi criada na cintura das pequenas quintas que, nos arredores de Évora, alimentavam a cidade. Há noventa e poucos anos, Évora era em geral pobre e as gentes das quintas eram ainda mais pobres. As famílias tinham muitos filhos e cada um trabalhava no campo, para ajudar a precária economia doméstica. Ainda menina de tenra idade, ficou com o encargo de pastorear os perus que acabariam no mercado. Teria oito ou nove anos quando viu pela primeira vez umas páginas do DN, que um irmão mais velho trouxera da cidade. Com uma vara, começou a copiar e a juntar as letras, rabiscando-as no chão por onde os perus vagueavam. Pouco a pouco, aprendeu a escrever. Só depois se apercebeu do significado de cada letra e a mágica ligação entre elas, a leitura. E sempre que alguém ia à cidade, pedia-lhe que trouxesse pelo menos uma página do DN, fosse de que dia fosse." 

Como escrever uma mensagem?

Uma leitura rápida do meu texto de ontem no Diário de Notícias retém apenas as informações que forneço sobre as missões de paz das Nações Unidas. Um ou outro amigo meu enviou-me uma mensagem para agradecer essas informações, tendo um deles acrescentado que esse tipo de informação é muito pouco conhecido pelo grande público. Curiosamente, esse correio foi-me transmitido por alguém que, por razões profissionais, deveria saber mais do que a média dos leitores sobre as missões de paz. 

Mas a minha crónica pretendia ir muito mais longe. Tinha um par de mensagens políticas. Não parecem ter sido captadas por alguns. Creio que da próxima vez terei que ser mais claro. Há tanta informação disponível, tanta coisa escrita, que se fica sem tempo para subtilezas, para ler para além das palavras escritas e navegar nas entrelinhas.

A idade não engana

Hoje, na minha caminhada matinal ao longo do rio, o meu amigo António, que vende óculos de sol e paus para selfies em frente à Torre de Belém, foi directo ao assunto. Disse-me que não andasse na rua sem máscara, pois na minha idade bastaria apanhar uma gripe e seria o fim da história. Acrescentou que mesmo ele, que tem sessenta anos, anda de máscara. Como ele não sabe a minha idade, perguntei-lhe quantos anos me dava. Respondeu, com todo o respeito com que me trata, setenta e muitos, perto dos oitenta.

Tirou-me todas as ilusões. Depois, fiquei a pensar que devo estar a precisar de umas semanas de férias.

Durante a tarde, participei num colóquio internacional organizado pelo US Institute of Peace, uma organização com apoio federal, mas não- partidária, baseada em Washington. Participaram igualmente vários antigos colegas meus e muitos outros especialistas. À medida que cada um falava eu ia consultando a respectiva nota biográfica. A minha intervenção era uma das últimas, para dar um enquadramento mais geral ao que havia sido dito. Depois de mim, só falava mais uma académica, baseada no Canadá, uma pessoa bem mais jovem do que eu. Por isso, quando chegou à minha vez já era possível constatar que eu era o orador e o participante mais velho de entre todos.

E lembrei-me do António. Só que por videoconferência não é preciso colocar uma máscara. Mas poderia ter posto uns óculos de sol, para disfarçar as rugas. Os que o António vende, quando vende, que o negócio está muito fraco, para pouco mais servem do que ocultar as ditas.

Os meus escritos e os comentários recebidos

O meu texto de ontem no Diário de Notícias foi considerado por um dos leitores que muito prezo como denso, a exigir uma segunda leitura mais atenta. Fiquei indeciso, sem saber como interpretar o comentário.

Um outro leitor, que aprecio de igual modo, disse-me que tinha gostado da minha insistência no valor da diplomacia, na importância que deve ser dada à procura de entendimentos com aliados e adversários. Assim deveria ser, nas relações internacionais e na vida quotidiana de cada um de nós. Os interesses divergentes devem ser resolvidos por meio de negociações e acordos. Assim, ganham todos. A confrontação do vai ou racha não é boa política. Tem custos elevadíssimos e acaba, na maioria dos casos, por não dar a resposta que cada uma das partes esperava.

Uma leitora que vive no Rio de Janeiro enviou-me uma mensagem no mesmo sentido. A diplomacia é a única aposta inteligente. A guerra e os conflitos armados e violentos só trazem prejuízos e sofrimento humano. Ela sabe do que fala. Vê diariamente a situação no Brasil entrar numa espiral de radicalismo e confronto. Mais ainda, andou, com o marido, por vários cantos do mundo, de Angola às Filipinas e viu os custos da intolerância.

Aprecio os comentários que me enviam. E mesmo quando não respondo, não deixo de prestar atenção à mensagem que cada um contém.

 

 

Sem escrita

Hoje e na próxima semana não escrevo no Diário de Notícias. É um pequeno intervalo de verão. Quando se está completamente fora do ambiente habitual é difícil encontrar espaço e ambiente que possibilitem a escrita. Escrever uma coluna semanal de qualidade, que é o que procuro fazer, é uma tarefa dura, trabalhosa, delicada. Não pode ser executada entre dois mergulhos na piscina, nem a despachar, como quem apenas cumpre um ritual.

À procura do optimismo

Sem optimismo não há futuro, sem imaginação não há optimismo. Esta é a minha divisa preferida, criada por mim próprio e na qual penso frequentemente. Nestes tempos, é muitas vezes necessário não perder de vista o optimismo.

Mencionei esta divisa na entrevista que ontem foi publicada pelo Diário de Notícias. E acabou por ser uma das mensagens que mais atenção atraiu. Mas havia outras mensagens na entrevista: sobre a pobreza estratégica da actual liderança política portuguesa; sobre a falta de civismo de muitos de nós; e sobre a forma caótica como se tem desfigurado o território nacional, sobretudo nalgumas regiões de grande valor e beleza natural. Todas elas chamaram a atenção de muitos milhares de leitores. O texto despertou um interesse enorme, invulgar.

Mostrou também que se pode falar das nossas realidades sem ser preciso fazer longos arrazoados. As pessoas querem ideias novas expressas de modo sintético. O resto é depois construído por elas. Isso lembra-me que o trabalho do líder é o de abrir portas e apontar para os caminhos possíveis.

Vladimir Putin, um vizinho incómodo

https://www.dn.pt/opiniao/o-infinito-vladimir-putin-13547084.html

O link acima leva o leitor para o texto que hoje publico no Diário de Notícias. Assim tem acontecido todas as sextas-feiras. 

Desta vez volto a escrever sobre Vladimir Putin. Escrevera um outro texto sobre ele em finais de janeiro. Na minha opinião, o presidente russo deve constituir um tema central nas preocupações de política externa da União Europeia. Somos vizinhos, ele é um vizinho hostil, mas ninguém escolhe os vizinhos que tem. O essencial é manter a paz na vizinhança, mesmo quando isso não é fácil. 

Como de costume, cito abaixo o último parágrafo do meu texto. E peço a quem achar que vale a pena que envie o link para outros possíveis leitores.

"Uma outra área de preocupação imediata diz respeito à coesão da União Europeia. Putin anda há muito empenhado em estilhaçar a unidade europeia. Vê na eleição presidencial francesa de 2022 uma oportunidade ímpar. Marine Le Pen tem, pela primeira vez, uma possibilidade elevada de vencer. É visceralmente ultranacionalista e contra o projeto europeu. A sua eleição representaria um risco muito sério para a continuação da UE. Putin sabe-o. Tudo fará para intervir no processo eleitoral francês e arruinar quem possa ser um obstáculo à vitória da candidata que melhor serve os seus interesses. É fundamental travar essa intromissão e, ao mesmo tempo, ter presente a lição que o líder russo nos recorda diariamente: as disputas vitais entre os grandes blocos já não se fazem apenas à espadeirada ou com tiros de roquetes."

Longe e perto, confusões

https://www.dn.pt/opiniao/suu-kyi-e-a-nossa-ursula-13316077.html

Este é o link para o meu texto desta semana (de hoje) no Diário de Notícias.

Faço uma digressão por Myanmar para chegar à União Europeia e mostrar a minha preocupação com a confusão que instalou, um pouco por toda a parte, pelo facto das campanhas de vacinação estarem a progredir a passo de caracol. Ou de camaleão, já que se trata de política. 

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