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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Dia Internacional da Mulher: uma pergunta

Na página do Sapo, a pergunta do dia é sobre a questão da igualdade entre as mulheres e os homens. Trata-se de um tema que reconhece a efeméride de hoje, que é acima de tudo sobre os direitos das mulheres, um problema que está por resolver, em grau maior ou menor, em quase todas as partes do mundo.

Muitos responderam à questão. Como seria de esperar, a maioria (38%) sublinha que “ainda há muito por fazer”.

Mas o mais curioso é ver que 29% dos participantes consideram que não existem problemas de igualdade. É um número relativamente elevado. E surpreendente. Gostaria de ver essa percentagem através de uma lente positiva. Ou seja, que há quem reconheça que houve sérios avanços na sociedade portuguesa. Que o país de hoje é mais igualitário, quando se trata da situação do género.

A verdade é que a esses optimistas há que acrescentar outros 33% que acham que estamos “no caminho certo”.

Somos um país cada vez mais contente consigo próprio, diria.

É pena que à questão da igualdade não tenha sido acrescentada uma outra, sobre a violência. Ora, a violência contra as mulheres e as raparigas é um problema que precisa de ser tratado.

 

Será que entendemos bem o que somos?

Cada um vê a qualidade da sociedade portuguesa à sua maneira. Assim seja. Mas parece-me um erro ter uma visão irrealista de certas questões. Por exemplo, sobre a corrupção que existe no seio de muitos dos que têm poder. E não se trata apenas de quem tem o poder político. Há uma boa dose de ganância e corrupção em várias esferas da sociedade.

Ou, ainda, sobre a pretensa natureza pacífica do nosso viver em sociedade. Quer dizer que não se dá a devida atenção à segurança dos mais fracos, às consequências do incivismo que define a maneira de viver de muitos de entre nós, que se esconde a violência que se está a propagar com palavras que pretendem servir de biombos.

Também não se fala da pequenez de ideias de muitos de nós. Do gostar de mal-dizer e de puxar para baixo. Quando o horizonte é limitado, as pessoas concentram-se nos problemas que são descortinados do adro da igreja. A praça pública é um quadrado pequenino.

Ou da pobreza que é o quotidiano de muitas famílias, sobretudo nesta altura do frio e do mau tempo. Por muito disfarçadas que as coisas andem, continuamos a ser um país com muitos pobres e más condições de habitação.

A opinião que prevalece é a de elites que nada ou muito pouco têm que ver com origens modestas. Veja-se, caso a caso, de que classe social vêm. Se algum deles ou delas nasceu e cresceu numa família pobre, de província e de perto da pequena ruralidade, é a excepção que confirma a regra. São essas elites que constroem os mitos que alimentam a nossa maneira de ver a sociedade portuguesa.

A falsa segurança interna

Uma das falácias mais repetidas em Portugal é a de dizer que o país é um dos mais seguros do mundo. Quando comparo as notícias quotidianas de Portugal com as de outros países europeus, não é essa a impressão que me fica. Mais ainda. Estou convencido que estamos a assistir a uma deterioração da segurança interna.

A falácia serve, no entanto, vários objectivos. Mostra a eficácia do governo e da manutenção da ordem pública. Retira urgência à questão do reforço e da reorganização das forças de segurança. Justifica que não se atribuam mais recursos ao sistema de justiça. Projecta uma imagem de paz e de tranquilidade, que depois é vendida no exterior, de modo a atrair turistas e investimentos.

Solidariedade com os Bombeiros de Borba

A violência que ocorreu a noite passada, contra as instalações e o piquete dos Bombeiros de Borba, não é admissível. Mais ainda, fechar os olhos e passar em frente, porque o grupo atacante pertence a uma minoria cultural portuguesa, seria um erro político grave. Com o tempo, acabaria por dar combustível a quem quer fazer política com base na exclusão e no racismo.

Quem se comporta como o grupo se comportou tem que ser julgado. Com as agravantes de assalto em grupo organizado e de violência, ameaças e danos contra uma instituição que é fundamental ao nível da vida comunitária portuguesa.

Veremos como tudo isto virá a ser tratado.

Entretanto, seria conveniente ouvir uma voz que represente o poder político, uma voz que mostre, no mínimo, uma forte solidariedade para com os Bombeiros Voluntários de Borba.

 

Sri Lanka: condenar a barbárie

Este domingo de Páscoa ficará marcado pela extrema violência dos atentados praticados hoje no Sri Lanka e que tiveram como alvos igrejas católicas e hotéis frequentados por turistas estrangeiros. Foram actos profundamente chocantes, com consequências devastadoras, quer em vidas quer ainda para a tranquilidade que o país tem procurado estabelecer nos últimos anos.

Não se sabe ainda, apesar das especulações que por aí circulam, quem deve ser responsabilizado por estes crimes hediondos. Mas tem que haver uma condenação muito firme destas acções terroristas. Todos os quadrantes de opinião e de cultura devem expressar horror e solidariedade. E deixar as polícias continuar o trabalho de investigação que se impõe. Depois se falará de responsabilidades.

 

Terrorismo

O massacre de fiéis em duas mesquitas de Christchurch, na Nova Zelândia, deixou-me horrorizado. Tem que ser condenado com convicção e sem qualquer sombra de reservas. Todo o tipo de violência é condenável. A violência em massa e de modo cego, levada a cabo por razões de diferença étnica ou cultural, é particularmente perversa. É um acto de terrorismo. Tem como objectivo criar um clima de medo colectivo e de intolerância.

Má administração da justiça

Os crimes de violência doméstica e de assalto sexual são demasiado frequentes em Portugal. As vítimas, de facto ou potenciais, não têm beneficiado da protecção que lhes é devida e que a lei prevê. Apesar de se tratar de crimes públicos. E de crimes que merecem letras grandes nos meios de comunicação social.

Tem que se dar a volta a isto.

Os dirigentes políticos têm que considerar as questões ligadas à boa administração da justiça como uma prioridade. Devem criar todas as condições necessárias para que a justiça funcione com celeridade, firmeza e mão pesada.

Essa deveria ser uma linha fundamental nos programas dos partidos políticos. Ou andam distraídos?

 

Desordem e violência, nem pensar

Numa democracia, a manipulação das informações, para tentar enganar o povo, não pode de modo algum ser aceite. Com o tempo, e nas sociedades abertas que agora temos, essa manipulação acabará por ser como um tiro que sai pela culatra. Poderá dar algum ganho temporário, mas a prazo não dará.

Também não podemos aceitar a intimidação, a ameaça e a desordem pública. A liberdade permite as manifestações e o protesto na rua. Mas não permite, de modo algum, que outros se sintam coagidos, impedidos de praticar as suas rotinas e andar na sua vida. E nunca justifica a violência e a desordem, nos tempos que agora vivemos. Em democracia, não há espaço para revoluções. Nem para violência física contra as instituições ou os oponentes. Ou contra as infra-estruturas, que a todos pertencem e a todos servem.

Assim olho para fenómenos de massas, como por exemplo, o dos “coletes amarelos”.  

Mata e esfola

Donald Trump, ao nomear John Bolton como Conselheiro de Segurança Nacional, abre um novo capítulo na via da política de confrontação internacional que resolveu seguir como opção. John Bolton é um extremista de ideias simples, que vê as transacções dos EUA com o resto do mundo como uma relação de forças. O que conta, nessa óptica, é a imposição da vontade americana, e dos seus interesses, a todo o custo, por todos os meios, incluindo os militares. Ao assumir a nova função, que é de sobremaneira importante, Bolton vai poder dizer, com a brutalidade que define a sua maneira de ver o mundo, “esfola”, “esfola”, quando o Presidente disser “mata”.

Temos assim um par ideal para criar um catástrofe internacional de grandes proporções.

Existem, é evidente, razões de sobeja para que fiquemos preocupados.

Com todos os problemas legais e políticos, de política interna e da justiça americana, que Donald Trump tem pela frente, há que esperar por tudo. Por exemplo, por uma distracção guerreira, um bang aqui, acolá, no Irão ou na Coreia do Norte, possivelmente ainda noutro sítio, algo a sério, que desvie as atenções e que caiba dentro da estupidez internacional que prima cada vez mais na Casa Branca.

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