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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Que quer Vladimir Putin?

Perguntou-me a jornalista que apresentava o jornal das 19:00 horas da SIC Notícias que estaria por detrás do bombardeamento russo do porto de Odessa, que hoje ocorreu. A pergunta era extremamente pertinente, tendo em conta que ainda ontem o Ministro da Defesa da Rússia, Sergei Shoigu, havia assinado um acordo em se comprometia a não atacar os três portos ucranianos por onde seriam exportados os cereais. Respondi que a Rússia quis, uma vez mais, lembrar que acredita acima de tudo no uso da força bruta e sistemática. A diplomacia é apenas praticada para enganar o parceiro.

Deveria ter acrescentado que não é fácil ler as intenções que circulam na cabeça de gente como Vladimir Putin. Mas é possível dizer que leitura fazemos do bombardeamento de hoje: que não se pode ter confiança nas promessas de Putin. Essa é, na verdade, a grande conclusão a que podemos chegar, sem grandes dúvidas e infelizmente.

Lavrov faz mais ameaças

Sergei Lavrov, o feroz ministro dos Negócios Estrangeiros de Vladimir Putin, veio hoje confirmar aquilo que já se percebia: a agressão tem objectivos que mudam com os tempos, mas no essencial, trata-se de um projecto de conquista militar para anexar à Rússia o máximo possível de territórios ucranianos. É um claro voltar aos tempos antigos, em que os países se atacavam uns aos outros com objectivos territoriais e de domínio de mais populações. Ou seja, é uma violação descarada e inaceitável da ordem internacional que tem estado em vigor desde 1945. Com a agravante do Estado violador ser um membro permanente do Conselho de Segurança da ONU.

Vladimir Putin também vai ao Médio Oriente

Amanhã é a vez de Vladimir Putin se deslocar ao Médio Oriente, para um encontro com o presidente turco e o líder do Irão.

Uma parte da conversa estará relacionada com a situação na Síria. A Turquia tem a intenção de atacar as zonas controladas pelos curdos. A Rússia e o Irão, que jogam no mesmo campo no caso da Síria, opõem-se a esse plano. Que concessões poderão ser propostas por Erdogan para vencer essa oposição? Entre as várias hipóteses, existe a possibilidade de garantir à Rússia que nem a Finlândia nem a Suécia serão aceites como membros da NATO. Erdogan pode vetar essa adesão.

 A outra parte da conversa será sobre a agressão russa contra a Ucrânia. Os russos querem adquirir drones fabricados pelos iranianos e ganhar o apoio político de ambos os países, sobretudo da Turquia, que é um membro da NATO cheio de ambiguidades. Daria muito jeito aos russos ver os turcos fechar os olhos à navegação russa através do Bósforo, nomeadamente aos navios com cereais roubados aos ucranianos.

 

A geopolítica não serve para justificar guerras

Hoje, vi-me forçado a lembrar ao meu amigo D. que estamos em 2022. Já não vivemos em 1991 ou 1998, e ainda menos nas décadas anteriores. Agora, as pessoas e as suas opiniões contam como não contavam nesses tempos. Se os ucranianos não querem ser russificados, ou aderir à Rússia de Vladimir Putin, não há nenhuma teoria geopolítica que justifique o uso da força. Esse uso é pura e simplesmente ilegítimo.

E já agora, o mesmo se pode dizer sobre Taiwan, o Tigray, a Palestina e outros territórios.

Quando se erra, deve-se corrigir o erro

https://www.dn.pt/opiniao/a-lituania-e-borrell-erraram-devem-emendar-a-mao-14962082.html

Este é o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. Despertou muito interesse. 

Cito de seguida umas linhas desse texto.

"Para mais, tudo isto tem uma conotação política muito delicada. Abre-se, deste modo, uma nova frente de confrontação direta entre a UE e a Rússia. Particularmente perigosa e que nos distrai da preocupação fundamental, urgente e prioritária, que é a de concentrar todas as energias no apoio à Ucrânia e aos seus esforços de legítima defesa. É perigosa porque oferece à Rússia um pretexto fácil de explorar para uma investida muito forte contra a Lituânia, um país membro da NATO. Ora, a Lituânia, tal como os seus dois vizinhos mais a norte, a Letónia e a Estónia, é muito difícil de defender. Vários exercícios estratégicos, simulados ao mais alto nível de comando da NATO - tive a oportunidade de participar em alguns - mostraram repetidamente a fragilidade extrema de qualquer um desses três países, no caso de uma intervenção militar hostil vinda da vizinhança. São territórios pequenos, sem profundidade estratégica, fáceis de ocupar. Abrimos, assim, um conflito num ponto fraco do nosso espaço de defesa. Não é certamente uma decisão estratégica inteligente, menos ainda sensata. Mais, não havia necessidade."

Estamos a caminho de um desastre anunciado?

Sejamos realistas. Há décadas, muitas mesmo, que a situação internacional não estava tão perigosa como agora. Depois de uma pandemia que paralisou o mundo, temos agora uma combinação de conflitos e tensões muito graves. Nos países mais desenvolvidos, as pessoas saíram do pico da crise sanitária com uma febre consumista muito aguda. A questão do aquecimento global, da destruição acelerada da natureza, desapareceu do radar dos cidadãos. Mesmo Greta Thunberg não se consegue fazer ouvir, ela que tinha mobilizado as atenções globais no período anterior à pandemia. Depois surgiu a guerra, graças à loucura imperialista e ditatorial de Vladimir Putin. Putin quer ser o Czar Pedro o Grande dos nossos tempos, quando na realidade é o pequeno Hitler de 2022. Entretanto, a tensão entre os EUA e a China começou a entrar numa fase bem mais perigosa. E o empobrecimento dos países mais vulneráveis, algo que desapareceu das letras gordas dos jornais, está a ganhar velocidade. No Sri Lanka, nos países do Sahel, na América Central, no Paquistão, para mencionar apenas alguns. E as economias das nações mais ricas estão a viver à custa do endividamento das gerações futuras, no meio de uma inflação que mostra os desajustamentos entre a produção, as importações e o consumo. Entretanto, os sistemas multilaterais continuam a perder força e credibilidade.

Para onde nos leva uma situação assim?

A Rússia e a insegurança alimentar

Hoje, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, Charles Michel lembrou que a União Europeia não tem qualquer tipo de sanções contra a Rússia no que diz respeito ao sector agrícola, incluindo a exportação de fertilizantes. A Rússia pode exportar os seus cereais e outros produtos agrícolas livremente. Se não o faz, é por ter outras intenções. E ao deixar de o fazer e ao impedir a Ucrânia de exportar os seus, a Rússia é a principal responsável pela insegurança alimentar que existe em vários países de África e do Médio Oriente. Que pretende o Kremlin obter com esta política de desestabilização de outros Estados, a que se junta a continuação da agressão contra a Ucrânia? Será para criar agitação que leve a migrações internacionais incontroladas, principalmente com destino à Europa, e promover uma falsa propaganda que tenta ligar a fome à existência de sanções europeias?

Ouvir o Papa Francisco

“Renovo o meu apelo aos responsáveis das nações: não levem a Humanidade à ruína, por favor”. Estas palavras foram ditas e repetidas hoje pelo Papa Francisco. Devem fazer pensar, pois o Papa não fala de “ruína” de modo ligeiro. Ele conhece o valor das palavras, sobretudo numa situação de crise profunda como a actual. E se diz “ruína”, é porque acredita que existe esse risco.

100 dias de agressão

https://www.dn.pt/opiniao/ucrania-olhar-para-alem-dos-cem-dias-da-agressao-14910364.html

Link para o texto que hoje publico no Diário de Notícias. 

"Como já várias vezes referi, as sanções têm fundamentalmente três objetivos. Expressar uma condenação política. Reduzir a capacidade financeira que sustenta a máquina de guerra. E desconectar a Federação Russa das economias mais desenvolvidas, para realçar que há uma conexão entre o respeito pela lei internacional e a participação nos mercados globais.

As sanções deverão fazer parte de uma futura negociação de normalização das relações. Mas só poderão ser levantadas quando o Kremlin deixar de ser visto pela Europa e pelos seus aliados como um regime imprevisível e ameaçador."

Um grande impacto sobre a economia da Rússia

O Conselho Europeu aprovou o sexto pacote de sanções contra a Rússia. Apesar de não ser um pacote tão forte como o esperado, por razões que têm de ver com a situação na Hungria, foi uma decisão importante. Mas a notícia deveras significativa de hoje é outra. A UE e o Reino Unido decidiram proibir os navios que transportem petróleo russo de segurar a carga e o navio nas praças de seguros de Londres ou europeias. Ora a praça de Londres é de longe a mais importante em matéria de seguros marítimos. Ao ficar inacessível desfere um golpe muito profundo na capacidade russa de exportar petróleo e os seus derivados por via marítima. Esta é uma das sanções que mais atinge as receitas externas da Rússia.

 

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