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Crescemos quando abrimos horizontes

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Apoiar a Ucrânia

A visita conjunta dos dirigentes da Alemanha, França, Itália e Roménia a Kyiv foi bastante positiva, quer do ponto de vista do apoio político quer material. A reunião do Grupo de Contacto, realizada ontem na sede da NATO, também deve ser vista como positiva. Essa reunião destinava-se a coordenar a ajuda material à Ucrânia. Essa ajuda tem de chegar ao país sem demoras.

Entretanto, Moscovo começou a cortar o fornecimento de gás à Europa. Prevejo que ainda corte mais, muito em breve.

100 dias de agressão

https://www.dn.pt/opiniao/ucrania-olhar-para-alem-dos-cem-dias-da-agressao-14910364.html

Link para o texto que hoje publico no Diário de Notícias. 

"Como já várias vezes referi, as sanções têm fundamentalmente três objetivos. Expressar uma condenação política. Reduzir a capacidade financeira que sustenta a máquina de guerra. E desconectar a Federação Russa das economias mais desenvolvidas, para realçar que há uma conexão entre o respeito pela lei internacional e a participação nos mercados globais.

As sanções deverão fazer parte de uma futura negociação de normalização das relações. Mas só poderão ser levantadas quando o Kremlin deixar de ser visto pela Europa e pelos seus aliados como um regime imprevisível e ameaçador."

As palavras de Vladimir Putin

O discurso de hoje de Vladimir Putin seria sempre lido com muito cuidado. A data representa um momento muito especial no calendário russo. Mistura uma dose enorme de patriotismo doentio com militarismo exacerbado.

Para além das falsidades históricas e das mentiras correntes sobre as razões da agressão à Ucrânia, foi um discurso de quem passou agora a jogar à defensiva e que gostaria de ver o jogo acabar rapidamente, guardando, claro, as vantagens obtidas. Também quereria sair do jogo sem penalizações, como se nada de grave tivesse acontecido.

Será preciso reflectir sobre essa nova postura de Putin. Mas, de imediato, seria necessário que houvesse um cessar das hostilidades. Uma pausa nos combates deve ser um primeiro passo para que se possa começar a discutir os cenários possíveis, após esta agressão muito grave da liderança russa contra a população e o Estado ucraniano.

Infelizmente, não creio que tal venha a acontecer. A ofensiva irá continuar.

Entretanto, foi curioso notar que os 77 aviões da força aérea russa, cuja passagem estava prevista, não entraram no desfile. As armas dos militares de infantaria e de artilharia desfilaram, como de costume, sem munições. Não representavam qualquer perigo para a tribuna oficial. Já o controlo dos aviões teria sido bem mais complicado. Um deles até poderia decidir entrar num voo picado em direcção a Putin. Nestes tempos de confusão, é melhor não arriscar. A desculpa com o mau tempo não enganou ninguém.

 

A solução de paz ou o alargamento da confrontação

Continuo a repetir que só há uma solução para a crise criada pela Rússia: parar imediatamente a agressão contra a Ucrânia e pagar reparações de guerra. Parece-vos impossível? Difícil, admito que o será. Impossível, não. Sobretudo porque a alternativa poderá ser um alargamento do conflito, com todos os custos e consequências que tal opção possa acarretar.  

Guterres em Kyiv

A deslocação de António Guterres à Ucrânia foi positiva. Permite-lhe espaço para um papel mais interveniente e visível. A visibilidade no mundo de hoje é algo de muito importante. A guerra – e a construção de uma alternativa de paz – passa-se em frente dos nossos olhos. O secretário-geral não pode ignorar esse facto.

Vladimir Putin lançou hoje uns mísseis sobre Kyiv, coisa que não fazia há tempos. Ao fazê-lo no dia em que Guterres estava na cidade quis claramente enviar uma mensagem: quem decide o futuro sou eu! Foi uma mensagem muito negativa, que mostrou sem equívocos que ele, Putin, só reconhece a lei da força.

Fiz vários comentários para a comunicação social sobre a missão de Guterres. Não vou agora aqui repeti-los. Mas irei retomar alguns dos pontos que levantei nos próximos posts.

Ao lado do Presidente Zelensky

O facto do Presidente Volodymyr Zelensky se ter dirigido ao povo português através de uma sessão solene na Assembleia da República honra a democracia portuguesa. E a nossa resposta foi clara: estamos com a Ucrânia e condenamos a agressão decidida pelo ditador Putin. Não pode, aliás, haver uma outra resposta, excepto para quem se alinha com as ditaduras e os criminosos de guerra. Houve um partido com uma expressão reduzida na AR que preferiu essa opção. Ao fazê-lo, mostrou não compreender onde estão os interesses nacionais vitais. Isso levou-o a tomar posição a favor do inimigo – Vladimir Putin. Numa situação de conflito como a que vivemos actualmente, que está a pôr em perigo as democracias europeias, esse posicionamento equivale a uma traição. E assim deve ser tratado.

Os amigos de Putin

A nova matreirice dos amigos de Vladimir Putin passa por mostrar simpatia pela causa ucraniana para depois aconselharem o líder desse país a aceitar as exigências vindas de Moscovo. Acrescentam que assim se evitaria a continuação da destruição da Ucrânia e se poupariam milhares de vidas. Ou seja, vêem na rendição a resposta correcta, uma resposta que serviria perfeitamente os objectivos do Kremlin.

Temos de dizer que não a quem fala assim. E lembrar-lhes que a única solução aceitável deve passar pelo fim da invasão e pelo respeito da soberania nacional da Ucrânia. O resto é ilegal e crimes de guerra. E essas coisas não podem ser recompensadas nem levar a uma alteração da ordem política internacional.  

O drama do Conselho de Segurança

O discurso do Presidente Zelensky perante o Conselho de Segurança da ONU trouxe para cima da mesa uma realidade inescapável: o Conselho não pode continuar a funcionar com base no veto das grandes potências. Essa questão precisa de ser resolvida. É a credibilidade do pilar político da ONU que está em causa. A fragilização e o descrédito do Conselho são duas das consequências da política aventureira e ilegal de Vladimir Putin.  

Os analistas zarolhos

Não sei se já repararam, mas alguns dos nossos analistas batem sempre em duas teclas. Primeiro, que as preocupações geopolíticas de Putin o autorizam a violar a lei internacional e a invadir um país soberano. Segundo, que a culpa da guerra e das atrocidades estarem a continuar se deve ao facto de Zelensky não se render, não aceitar as exigências do vizinho Golias. O presidente ucraniano é constantemente referido como inexperiente, ingénuo, um pau-mandado dos ocidentais. A sua eleição em 2019 com mais de 73% dos votos populares é varrida para debaixo do tapete. Preferem Putin, que é um trafulha eleitoral e um ditador.

Tudo o que escrevem e dizem anda à volta dessas duas idiotices. Não conseguem sair daí. Nunca mencionam a lei internacional, os princípios da coexistência pacífica, o respeito pela soberania nacional dos outros Estados. Mas andam convencidos que são mais espertos do que os outros, que enxergam o que os outros não conseguem ver. Na verdade, são meros zarolhos ideológicos.

 

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