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Vistas largas

Crescemos quando abrimos horizontes

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Crescemos quando abrimos horizontes

Somos todos uns democratas

A democracia é um conceito muito elástico. Nenhum ditador reconhece que o seu regime é antidemocrático. Antes pelo contrário. Todos defendem o seu poder dizendo que foram democraticamente eleitos. Assim o afirmam Vladimir Putin, Nicolás Maduro, Bashar al-Assad e muitos outros. Também Robert Mugabe, no seu tempo, dizia que as eleições, que roubava descaradamente, eram perfeitamente legítimas e democráticas. Penso que o único que não tem preocupações desse tipo é Kim Jong-un, o líder bizarro da Coreia do Norte. 

Assim, o presidente Joe Biden está a meter-se numa encrenca quando resolve convocar uma cimeira internacional sobre a democracia. A lista dos excluídos dessa reunião vai dar mais que falar do que os temas escolhidos para debate. Para já ficaram de fora Viktor Orban e Recep Tayyip Erdogan.  

Os desafios de hoje são enormes

O presidente Joe Biden e o seu homólogo chinês, Xi Jinping, estiveram ontem reunidos, por videoconferência, durante cerca de 3 horas. Foi uma reunião muito franca, de um lado e do outro. Existem vários pontos de divergência, de conflitos de interesses e de grande tensão. Pouco ou nada ficou resolvido, com esta longa troca de opiniões. Mesmo assim, considero que foi importante que um encontro deste género se tenha realizado. Os líderes das duas maiores super-potências devem falar frequentemente e expor as divergências bem como procurar áreas em que as suas acções possam convergir. Vivemos um momento de grandes tensões geopolíticas. A pandemia provocou um agravamento das rivalidades, nomeadamente entre os Estados Unidos e a China. O desafio que temos pela frente é o de conseguir transformar a competição geopolítica em cooperação internacional. Quem desempenha um papel de liderança, ao nível dos estados que são influentes ou no seio das organizações internacionais, tem agora uma responsabilidade acrescida, numa cena global particularmente complexa. Ficar silencioso ou evitar falar com os adversários é inaceitável. As novas gerações irão julgar os personagens de hoje com base num critério muito simples: tiveram ou não coragem para procurar o diálogo, discutir com os adversários e colocar o futuro da humanidade acima de todas as outras preocupações, nacionalistas, partidárias e de conservação do poder pessoal? 

A revolução climática é possível

https://www.dn.pt/opiniao/mais-paineis-solares-e-menos-ogivas-nucleares-14287952.html

Este é o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. É uma escrita com várias mensagens, mas quero aqui destacar duas. Primeiro, que a cooperação entre as grandes potências é fundamental para o futuro da humanidade. Segundo, que existem meios para acelerar a transição climática, como existem meios para investir em todo o tipo de armamentos sofisticados. É tudo uma questão de confiança entre os grandes e de vontade política. 

Da COP26 a Portugal

Os discursos dos líderes, neste dia inaugural da COP26, foram positivos. As palavras contam. E elas mostraram que existe uma boa compreensão do que está em jogo, no que respeita às mudanças climáticas e ao aquecimento global. O grande problema é o passar das palavras às políticas e destas, à sua implementação. É preciso não deixar a bola parar. E continuar a investir na inovação tecnológica, que permita que haja progresso sem que o saldo seja negativo, em termos das emissões de carbono e da destruição do meio ambiente.

Xi Jinping, Vladimir Putin e Jair Bolsonaro não fizeram a deslocação a Glasgow. O verdadeiro problema é o presidente brasileiro. Esteve em Roma, na reunião do G20, durante o fim-de-semana e voltou para casa. Não acredita na questão do aquecimento global. Está a transformar uma parte da Amazónia em terras de cultura e de pastagem. E assim sucessivamente. Ora, o Brasil é um país-chave em matéria de meio ambiente.

Xi Jinping não sai para o estrangeiro desde o início da pandemia. Mas comprometeu-se a não financiar nem apoiar novos projectos de centrais de carvão fora da China. Tem, no entanto, um grande problema de poluição interna. Sabe que não haverá outra alternativa senão tratar do problema.

Vladimir Putin achou que não teria nada a ganhar com a deslocação quer a Roma quer a Glasgow. Está cada vez mais preso numa lógica de confrontação, como se o mundo de hoje fosse o de há trinta anos. No actual jogo geoestratégico, as escolhas de Putin são vitórias marginais.

Mas hoje não vamos entrar na geoestratégia. Nem vamos cair no outro extremo e falar das querelas que agora se abriram na política interna de Portugal. Que são tão miudinhas que parecem uma disputa de recreio. Ora, não o são. É o futuro de Portugal que está em causa.

 

 

 

Um triângulo divergente

https://www.dn.pt/opiniao/a-europa-a-china-e-os-eua-um-triangulo-turbulento-13942450.html

Este é o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. No que respeita à China, a Europa deve ter a sua própria política. Não pode ir a reboque dos Estados Unidos. A posição americana aposta no confronto. A europeia tem de se basear na reciprocidade de tratamento e no diálogo inteligente e estratégico com a China. 

Cito um extracto do meu texto. 

"Qualquer importador europeu que necessite de bens ou componentes made-in-China para manter as suas atividades produtivas poderá bem explicar a importância de um relacionamento comercial sem entraves desnecessários. Os mais informados sublinharão ainda a necessidade de se evitar um agravamento das tensões em Taiwan e no Mar do Sul da China. Isto também se aplica ao lado chinês, que não deve continuar a apostar numa escalada de ações ofensivas nessas zonas tão sensíveis."

 

A nossa fragilidade estratégica

https://www.dn.pt/opiniao/taiwan-aqui-tao-perto--13895355.html

Aqui fica o link para o meu texto de hoje no Diário de Notícias. E também fica um parágrafo desse texto. É o parágrafo de abertura, que só por si, diz muito. 

"Taiwan faz parte do nosso quotidiano. Assim acontece porque a empresa que produz a quase totalidade dos chips ao nível mundial, usados em tudo o que é electrónica, telemóveis, autómatos e veículos automóveis, é a Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC). Um colosso omnipresente, mas discreto, que vale na bolsa duas vezes o PIB de Portugal. E que convém lembrar, nesta semana em que se fala tanto da China."

Jogos geoestratégicos

Não vi o jogo de Portugal contra a Hungria. Mas pessoa amiga foi-me mantendo ao corrente. E lembrava-me, cada vez que me enviava uma mensagem, que o futebol é de facto um grande aglutinador. E os adversários são tratados como se fossem inimigos vitais. Perante isso, e face à insistência com que Joe Biden falou sobre a China, pensei que seria uma excelente iniciativa tratar dessa rivalidade entre os dois gigantes num campo de futebol. E os adeptos teriam assim a oportunidade de se insultar mutuamente. O problema é que os americanos não são grandes praticantes da modalidade e os chineses estão apenas agora a descobrir – e a investir a sério – nesse desporto. Dantes foi o ping-pong que aproximou essas duas grandes nações. Agora poderia ser a bola.

Se assim fosse, ficaria menos preocupado.

Atenção às linhas vermelhas

Gostamos de falar de linhas vermelhas. Depois, quando elas são ultrapassadas, fechamos os olhos e inventamos uma desculpa para não ter de agir. Disse hoje a um amigo que está na política para não pensar que os chineses também agem assim. Quando o homem forte que agora é Xi Jinping diz que é uma linha vermelha é melhor dar atenção a isso e ter uma resposta preparada. Estamos perante uma nova China. A melhor solução é levá-la a sério.

Um momento de grandes perigos

A hostilidade entre os Estados Unidos e a Rússia, bem como a tensão com a China, atingiram novos níveis de virulência, que se traduzem não apenas em palavras, mas também na adopção de medidas concretas, de sanções, de restrições comerciais, de emissão de visas, etc. Estamos a viver, ao nível internacional, uma escalada da rivalidade entre as grandes potências. Nenhuma quer dar parte de fraqueza. O diálogo que propõem, quando tal acontece, acaba por ser um diálogo de surdos. Não há comunicação. Cada lado procura apenas repetir a sua posição, de um modo intransigente. É um contexto internacional preocupante, numa altura em que o mundo está a enfrentar uma epidemia de enormes proporções.

Fazem falta vozes que falem de paz, de cooperação, de esforços conjuntos. Faltam personalidades com coragem e autoridade moral para apelar ao bom senso, ao sentido de responsabilidade, para sublinhar os perigos que temos pela frente se se continuar na trajectória actual.

Sobre a Nova Rota da Seda

O meu texto de hoje no Diário de Notícias é sobre a China e a Nova Rota da Seda. Tem fundamentalmente duas mensagens. A primeira é que esta iniciativa do Presidente Xi Jinping é demasiado gigantesca. Revela uma pressa em ganhar acesso a várias partes do mundo, com projectos faraónicos a serem executados ao mesmo tempo, sem que se perceba se há uma lista de prioridades ou não. A impressão que fica é que não há uma hierarquia de prioridades. Xi Jinping deve ter considerado que o músculo financeiro da China daria para tudo. Parece-me um erro. Mesmo Deus, segundo dizem, resolveu fazer o mundo em sete dias e não tudo de uma só vez. A segunda é que não tem havido qualquer tipo de preocupação em conquistar o apoio das populações que são afectadas pelos projectos. Isto está a provocar um retorno da manivela, uma oposição crescente aos investimentos chineses. Esta poderá ser a fragilidade mais crítica de todo o empreendimento.

Logo que o texto esteja disponível em rede aberta colocarei o link no blog.

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