Portugal é grande quando abre horizontes

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Abr 15

Estes encontros anuais dos ministros das Finanças, que têm sempre lugar nesta altura do calendário em Washington, no FMI, são conhecidos com as Reuniões da Primavera. A de 2015 terminou hoje. E pelo que sei, com três grandes preocupações globais, a esconderem-se por detrás das palavras dos comunicados oficiais: a fragilidade da recuperação económica, após a crise que vem de 2007-8; os grandes desequilíbrios de crescimento, ou seja, a desigualdade em termos de performance económica, quando se compara as diferentes regiões do globo; e as altas taxas de desemprego, em muitas e variadas partes do mundo.

A estas três inquietações junta-se, na nossa velha Europa, a questão da Grécia. As negociações com o governo grego estão praticamente num ponto morto. A UE, o Banco Central Europeu, o FMI e os principais credores repetiram, ainda hoje, que a bola está no campo grego. Que cabe ao governo de Atenas propor um programa que possa ser considerado credível. E acrescentam que uma declaração de insolvência teria consequências imprevisíveis.

Não será bem assim. Nestas coisas, é sempre possível desenhar um modelo que extrapole e clarifique as consequências mais prováveis. E esse modelo já existe. Tem-se uma ideia clara do que poderá acontecer se a insolvência vier a acontecer. Não se tem é coragem de olhar a sério para o futuro que o modelo nos deixa antever. Ora, governar passa por se ter a coragem de preparar os riscos futuros.

 

publicado por victorangelo às 20:09

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